Dois homens suspeitos de integrar uma facção criminosa morreram após entrarem em confronto com policiais civis durante uma operação realizada na manhã desta quinta-feira (11), no bairro Vila Rica, em Rondonópolis.

De acordo com informações obtidas pelo RGT News, agentes do Garra, da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, estavam na cidade para cumprir diligências relacionadas a investigações que apuram a atuação dos suspeitos em crimes praticados no estado vizinho.

Durante a abordagem, os investigados teriam reagido à ação policial, dando início a uma troca de tiros. Os dois foram baleados durante o confronto.

Eles chegaram a ser socorridos e encaminhados ao Hospital Regional de Rondonópolis, mas não resistiram aos ferimentos. Os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) para os procedimentos de necropsia.

O caso segue sob investigação e mais informações deverão ser divulgadas pelas autoridades nas próximas horas.



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A Força Tática da Polícia Militar resgatou um homem que era mantido em cárcere privado por integrantes de uma facção criminosa na noite desta quarta-feira (10), em Tangará da Serra. Suspeitos envolvidos no crime foram presos durante a operação.

De acordo com informações apuradas, a vítima já havia recebido dias antes um chamado “salve”, espécie de punição aplicada por organizações criminosas contra pessoas consideradas em desacordo com as regras impostas pela facção.

Na noite do crime, o homem foi localizado pelos suspeitos e levado para a região conhecida como Biquinha. No local, ele teria sido obrigado a participar de uma videochamada com supostos integrantes da organização criminosa, que discutiam qual seria o destino da vítima.

Após a conversa, os criminosos conduziram o homem até uma residência no bairro Jardim Araputanga, onde ele passou a ser mantido sob vigilância constante, sem qualquer possibilidade de deixar o imóvel.

Assim que receberam informações sobre o caso, equipes da Força Tática iniciaram diligências para localizar a vítima. Durante os levantamentos, os policiais identificaram a casa utilizada pelos criminosos e montaram a ação para realizar o resgate.

No imóvel, os militares encontraram a vítima e prenderam os suspeitos que participavam da ação criminosa. O homem foi retirado em segurança do local e os detidos foram encaminhados para a delegacia, onde ficaram à disposição da Polícia Civil.

O caso será investigado para identificar outros possíveis envolvidos e esclarecer se a vítima seria submetida ao chamado “tribunal do crime”, prática utilizada por facções para aplicar punições ilegais contra desafetos ou integrantes considerados infratores das regras do grupo criminoso.

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O Dia dos Namorados, celebrado em 12 de junho, deve aquecer o comércio e o setor de serviços em Rondonópolis. A expectativa da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) é de um aumento de 5% nas vendas em comparação com o mesmo período de 2025, acompanhando o cenário positivo projetado para todo o país.

Segundo o diretor comercial da CDL de Rondonópolis, Diego Pereira, a data representa uma importante oportunidade para o varejo local, especialmente para os segmentos de moda e acessórios. Entre os presentes mais procurados pelos consumidores estão acessórios, bolsas, carteiras e sapatos.

A projeção nacional também reforça o otimismo do setor. Pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo SPC Brasil aponta que cerca de 100 milhões de consumidores devem ir às compras para celebrar a data, movimentando aproximadamente R$ 26,4 bilhões na economia brasileira.

O levantamento mostra que 61% dos consumidores pretendem presentear seus parceiros neste Dia dos Namorados. Entre os itens mais procurados estão roupas, calçados e acessórios (52%), perfumes, cosméticos e maquiagem (31%) e chocolates (26%).

Além do comércio, a data deve gerar reflexos positivos em diversos setores da economia, como restaurantes, hotelaria, turismo e entretenimento, impulsionando a circulação de consumidores e o movimento nos estabelecimentos.

A pesquisa revela ainda que a maioria das compras será realizada em lojas físicas, escolhidas por 53% dos entrevistados, especialmente em shopping centers e centros comerciais populares. Já 41% dos consumidores pretendem fazer suas compras pela internet. O gasto médio previsto com presentes é de R$ 264 por pessoa.

Para os comerciantes de Rondonópolis, a expectativa é de que o fluxo de consumidores aumente nos dias que antecedem a data comemorativa, fortalecendo as vendas e contribuindo para o aquecimento da economia local.



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A Polícia Civil prendeu, na manhã desta quarta-feira (10), um homem de 25 anos suspeito de ameaçar, agredir e causar sofrimento psicológico à companheira, uma adolescente de 17 anos, em Rondonópolis. A prisão foi realizada por investigadores da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) após o registro de uma denúncia de violência doméstica.

Segundo a Polícia Civil, a vítima procurou a delegacia na noite de terça-feira (9) para denunciar uma sequência de agressões praticadas pelo suspeito. Conforme o relato, o homem chegou à residência após passar parte da noite com amigos consumindo bebida alcoólica e entorpecentes. Ao retornar para casa, ele teria iniciado uma discussão ao acusar a adolescente de publicar fotografias íntimas nas redes sociais.

A partir daí, de acordo com a denúncia, a jovem passou a ser vítima de agressões físicas e psicológicas. Assim que tomou conhecimento do caso, a equipe da Delegacia da Mulher iniciou diligências para localizar o suspeito.

Durante os trabalhos investigativos, a adolescente voltou a ser ouvida e revelou que os episódios de violência eram recorrentes ao longo do relacionamento. Ela relatou ainda ter sofrido ameaças constantes, cárcere privado, danos materiais e agressões que, segundo a denúncia, teriam provocado a interrupção de uma gestação.

Diante da gravidade dos fatos, os policiais intensificaram as buscas e conseguiram localizar o suspeito no bairro Cidade de Deus. Ele foi preso em flagrante e encaminhado ao Núcleo de Plantão Especializado de Atendimento à Mulher e Vulneráveis de Rondonópolis, onde permaneceu à disposição da Justiça.

A Polícia Civil destacou que a rápida atuação da equipe foi fundamental para garantir a proteção da vítima e reforçou a importância da denúncia em casos de violência doméstica para que medidas de proteção sejam adotadas e os agressores responsabilizados.





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A Polícia Civil resgatou um jovem que estava sendo mantido em cárcere por integrantes de uma facção criminosa na cidade de Juína, nesta quarta-feira. A vítima foi encontrada amarrada em um cativeiro improvisado nos fundos de um bar localizado no bairro Módulo 6.

De acordo com as primeiras informações, os criminosos planejavam executar o rapaz. Após receber denúncias e levantar informações sobre o caso, os investigadores realizaram uma ação rápida no local e conseguiram impedir o crime antes que ele fosse consumado.

Durante a operação, os policiais cercaram o imóvel, libertaram a vítima e prenderam dois suspeitos que estariam envolvidos na ação criminosa. Além do resgate, um automóvel com registro de roubo foi localizado e recuperado pelos agentes.

Conforme apurado preliminarmente, os faccionados chegaram a realizar uma chamada de vídeo exibindo o jovem amarrado. A suspeita é de que a transmissão tenha sido feita para integrantes da liderança da organização criminosa, que supostamente autorizariam a execução.

Ao perceber a chegada dos policiais, o rapaz demonstrou alívio ao ser retirado do cativeiro. Ele foi colocado em segurança e deverá prestar esclarecimentos para auxiliar nas investigações.

A ocorrência segue em andamento e a Polícia Civil trabalha para identificar outros possíveis envolvidos no caso. Novas informações poderão ser divulgadas nas próximas horas.

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Neste último dia 10/06/26, após a habilitação de apenas uma chapa para o Conselho de Administração e uma chapa para o Conselho Fiscal, ocorreu a eleição por aclamação dos 7 membros do Conselho Administração e 6 membros do Conselho Fiscal para concluir o triênio 2025/2027 da Associação Civil Beneficente Santa Casa de Misericórdia e Maternidade de Rondonópolis.

O Conselho de Administração eleito tem como presidente Ovídio Zanquet, como vice presidente Denise Alex Alves de Freitas, e como Conselheiros Adão Hipólito Garay da Silva, Alexandre de Marco, Luiz Antônio Ortolan Salles, José Carlos Sartori, e Antônio Luiz Di Cortes.

Já o Conselho Fiscal eleito é composto pelos Conselheiros Efetivos Melissa Deveza Marchett, Elder Wilson Landgraf, e Abílio Sérgio Appoloni, e Conselheiros Suplentes Eliana de Paula Freitas Raposo de Medeiros, Marcos Dinalli Ferrari, e José Osiris Grama Hoeppner.

O hospital que vem passando por dificuldades financeiras, inclusive com atrasos em pagamentos de fornecedores e contratos em geral, teve agora seu contrato com a prefeitura atualizado contemplando alguns aumentos em valores de procedimentos e um aumento considerável na quantidade dos mesmos.

O Estado que é o principal contratante da Santa Casa, por se tratar de hospital referência em alta complexidade, negociou em conjunto com a prefeitura de Rondonópolis um novo contrato, assinado no dia 01/06/26, ampliando o atendimento do hospital para pacientes de toda a região sul, além de outras regiões do estado, principalmente na cardiologia, oncologia e pediatria.

Para Tânia Balbinotti, este é um novo momento para o filantrópico que foi fundado em 1971 e sempre passou por dificuldades financeiras, devido ao baixo financiamento pelos procedimentos realizados, lembrando que o maior beneficiado deste novo contrato é o usuário do SUS já que aumentarão os atendimentos e as filas de esperas poderão diminuir.

Tânia ressaltou ainda o importante papel do novo conselho de administração neste processo de recuperação do hospital e que certamente contará com apoio da Irmandade que são os associados da Santa Casa assim como de toda população da região sul do Estado do Mato Grosso.



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A Polícia Militar, por meio da Força Tática do 4º Comando Regional, prendeu suspeitos por tráfico de drogas, associação criminosa, descaminho e corrupção de menor nesta quarta-feira (10), no bairro Jardim Iguaçu, em Rondonópolis.

A ocorrência teve início após denúncias de que uma mulher estaria pedindo socorro em uma kitnet localizada na Rua Tamoios, levantando suspeitas de um possível caso de violência doméstica com risco de feminicídio.

Ao chegar ao endereço, os policiais fizeram contato com a moradora, que negou qualquer agressão e informou que havia duas amigas no imóvel. Durante a averiguação para confirmar se não havia nenhuma vítima sendo mantida sob coação, os militares encontraram duas caixas de cigarros de origem estrangeira.

Questionada, a mulher afirmou que os produtos pertenciam ao irmão dela, proprietário de uma tabacaria na cidade. A equipe seguiu até o estabelecimento comercial, onde o suspeito negou possuir mercadorias irregulares. No entanto, durante a fiscalização, os policiais localizaram cigarros da mesma marca encontrada na residência.

As diligências continuaram e os militares foram até a residência do proprietário da tabacaria. Durante as buscas, foram apreendidas porções de maconha, uma quantidade maior da droga, R$ 11.910 em dinheiro, três aparelhos celulares e diversas joias.

Além das apreensões, uma adolescente de 15 anos foi encontrada no primeiro imóvel alvo da ocorrência. Segundo a PM, a menor estava em um ambiente associado à prática criminosa.

Histórico de crimes

De acordo com a Força Tática, a mulher abordada inicialmente utiliza tornozeleira eletrônica e responde a processo por tráfico de drogas. Já o proprietário da tabacaria admitiu possuir passagens por tráfico de drogas e direção perigosa.

Todos os envolvidos acabaram encaminhados para a 1ª Delegacia de Polícia Civil. Conforme levantamentos de inteligência da PM, o comércio clandestino de cigarros de origem estrangeira na região possui indícios de ligação com facções criminosas que atuam na distribuição ilegal desses produtos.

Entre os materiais apreendidos estão porções de maconha, R$ 11.910 em espécie, cigarros de origem estrangeira, celulares e joias. A Polícia Civil dará continuidade às investigações.



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O senador Wellington Fagundes (PL-MT), pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, apresentou nesta quarta-feira (10), durante audiência de conciliação realizada no Supremo Tribunal Federal (STF), uma proposta considerada inovadora para enfrentar os impactos da disputa territorial entre Mato Grosso e Pará. A sugestão foi bem recebida por autoridades presentes e prevê a criação de uma Região Integrada de Desenvolvimento (RIDE) para a área afetada pela controvérsia.

A audiência foi conduzida pelo ministro Flávio Dino e reuniu os três senadores de Mato Grosso — Wellington Fagundes, Jayme Campos e Carlos Fávaro — além do governador em exercício Otaviano Pivetta, deputados federais e estaduais, representantes do Governo Federal, da Procuradoria-Geral da República, prefeitos dos municípios envolvidos e autoridades do Pará, incluindo a governadora do Estado.

A proposta apresentada por Wellington prevê a criação de uma estrutura permanente de cooperação entre a União, os governos de Mato Grosso e Pará e os municípios diretamente impactados pela disputa. O objetivo é garantir, por força de lei, responsabilidades compartilhadas para investimentos em saúde, educação, infraestrutura, segurança pública e desenvolvimento socioeconômico da região.

“Aqui não estamos discutindo apenas limites geográficos. Estamos falando de pessoas que vivem na região e precisam de atendimento de saúde, educação, estradas e segurança. Por isso apresentei uma proposta concreta, baseada em estudos técnicos e jurídicos, para que todos os entes federativos tenham responsabilidades definidas em lei”, afirmou Wellington.

O modelo sugerido pelo senador segue o conceito constitucional das Regiões Integradas de Desenvolvimento (RIDEs), instrumento previsto nos artigos 21, 43 e 48 da Constituição Federal para promover ações coordenadas entre diferentes entes federativos em áreas de interesse comum que ultrapassam os limites de um único estado.

Atualmente, existem apenas três RIDEs formalmente constituídas no Brasil: a do Distrito Federal e Entorno, a da Grande Teresina e a do Polo Petrolina-Juazeiro.

Segundo Wellington, a criação da RIDE permitiria estabelecer mecanismos permanentes de governança e financiamento para atender uma extensa área da Amazônia que, embora localizada oficialmente no Pará, continua dependendo dos serviços públicos oferecidos por municípios mato-grossenses.

O prefeito de Paranaíta, Osmar Moreira, reforçou durante a audiência a gravidade da situação enfrentada pelos municípios da região.

“Para chegar à sede de Jacareacanga são mais de 1.400 quilômetros. Enquanto isso, essas comunidades são atendidas diariamente por Paranaíta, Alta Floresta e outros municípios de Mato Grosso. A população pertence ao Pará, mas os serviços públicos não chegam. Temos problemas em saúde, segurança, educação e até de bitributação. É uma responsabilidade que precisa ser compartilhada”, afirmou.

O prefeito destacou ainda que Paranaíta desembolsa atualmente entre R$ 300 mil e R$ 350 mil por mês para manter serviços básicos destinados a moradores da área em disputa e já protocolou pedido de ressarcimento no STF.

Durante sua manifestação, Wellington também lembrou sua atuação na criação do Fundo de Compensação das Exportações (FEX), relacionado à Lei Kandir. Segundo ele, a experiência demonstra que soluções estruturadas e amparadas por lei podem garantir resultados concretos para estados e municípios.

“Durante muitos anos a União não cumpria suas obrigações relacionadas às compensações da Lei Kandir. Quando aprovamos a solução definitiva, mais de R$ 65 bilhões passaram a ser destinados aos estados e municípios brasileiros. Mato Grosso foi o estado mais beneficiado, com mais de R$ 7 bilhões recebidos”, destacou.

A expectativa agora é que o projeto de lei para criação da RIDE seja protocolado no Senado Federal e passe a tramitar paralelamente às discussões conduzidas pelo STF, criando uma alternativa institucional para reduzir conflitos e assegurar atendimento adequado às populações que vivem na região amazônica afetada pela disputa territorial.



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Uma operação de combate ao trabalho infantil realizada por auditores fiscais da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Mato Grosso (SRTE-MT) identificou 34 crianças e adolescentes em situação irregular de trabalho no estado. Destes, 13 foram afastados das atividades e outros 21 tiveram suas funções alteradas para ocupações compatíveis com a idade permitida pela legislação. Em Rondonópolis, foram cinco crianças afastadas e 11 que mudaram de função.

A ação teve início em maio e foi concluída nesta terça-feira (9), mobilizando equipes de fiscalização de Cuiabá, Sinop e Rondonópolis. Ao todo, foram realizadas 94 ações fiscais em diversos municípios mato-grossenses, com concentração maior na capital.

A operação integra as atividades alusivas ao Dia Mundial contra o Trabalho Infantil, celebrado em 12 de junho. Segundo o chefe da Seção de Fiscalização da SRTE-MT, auditor-fiscal do Trabalho Amarildo Borges, o encaminhamento dos adolescentes identificados já está sendo realizado junto à rede de proteção.

Além do afastamento dos adolescentes em situação irregular, a SRTE-MT mantém diálogo com empresas que possuem cotas de aprendizagem profissional a serem cumpridas. A intenção é possibilitar que parte desses jovens, desde que tenham interesse e atendam aos requisitos legais, seja inserida em programas de aprendizagem.

“Até o final da semana, será encaminhada aos órgãos que compõem a rede de proteção à criança e ao adolescente a relação dos jovens afastados durante a operação”, informou Amarildo Borges.

“A inspeção do trabalho tem o combate ao trabalho infantil como uma de suas prioridades. O fortalecimento da Auditoria Fiscal do Trabalho também se reflete nas ações de enfrentamento dessa prática”, disse.



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Audiência de conciliação mediada pelo ministro Flávio Dino avança na construção de acordo para assegurar serviços públicos, segurança jurídica aos gestores e assistência a comunidades que dependem da estrutura mato-grossense

A audiência de conciliação realizada nesta quarta-feira (10/6) no Supremo Tribunal Federal (STF) abriu caminho para a construção de um acordo de cooperação entre Mato Grosso e Pará com o objetivo de garantir a continuidade dos serviços públicos prestados a comunidades localizadas na faixa de divisa entre os dois estados. O encontro conduzido pelo ministro Flávio Dino reuniu representantes dos governos estaduais, parlamentares, prefeitos e equipes técnicas envolvidas na discussão.

Representando o Norte de Mato Grosso, uma das regiões diretamente impactadas pela disputa territorial, o deputado estadual Ondanir Bortolini – Nininho (Republicanos) defende que a prioridade seja assegurar atendimento à população enquanto a discussão sobre os limites territoriais segue seu curso jurídico.

“Nosso objetivo não é tratar de anexação territorial neste momento, mas garantir meios legais para que os municípios mato-grossenses continuem atendendo moradores que dependem dos serviços públicos oferecidos por Mato Grosso. Estamos falando de famílias que precisam de saúde, educação, assistência social e infraestrutura”, argumenta o parlamentar.

Segundo Nininho, a audiência representou um avanço por buscar soluções práticas para problemas enfrentados diariamente pelas comunidades instaladas em áreas administrativamente vinculadas ao Pará, mas que dependem da estrutura pública de cidades mato-grossenses.

“Conheço essa realidade desde o início da ocupação da região. Precisamos encontrar mecanismos que deem legalidade à atuação dos prefeitos, resolvendo questões sanitárias, tributárias e de prestação de serviços. São dificuldades que acompanham essa população há décadas”, pontua Nininho.

PACTO FEDERATIVO

Durante a audiência, o governador em exercício de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, apresentou a proposta de um pacto federativo entre os dois estados. A ideia prevê a formalização de um acordo de cooperação que permita aos municípios e ao governo mato-grossense continuar prestando serviços à população da região, com respaldo jurídico e eventual compensação financeira por parte do Pará.

Nininho classifico a proposta de Pivetta como uma resposta a uma demanda antiga dos municípios da regiãode Jacareacanga. “Estamos falando de brasileiros que enfrentam dificuldades para acessar serviços básicos. Muitos municípios de Mato Grosso absorvem essa demanda há anos, especialmente nas áreas de saúde e educação. Precisamos construir uma solução que permita a continuidade desse atendimento sem prejudicar a população”, informa.

O parlamentar cita ainda que a insegurança jurídica tem dificultado que municípios de Mato Grosso, como Paranaíta e Alta Floresta, realizem investimentos públicos em localidades que, embora dependam da estrutura mato-grossense, são consideradas oficialmente território paraense.

“Defendemos um acordo que permita a Mato Grosso continuar atendendo essas comunidades, inclusive na área de infraestrutura, com respaldo legal para os gestores e compensação financeira pelos serviços prestados. O mais importante é que nenhuma família fique desassistida”, acrescenta Nininho.

REALIDADE DA REGIÃO

Prefeito de Paranaíta, Osmar Moreira afirmou que a audiência teve resultado positivo ao colocar em primeiro plano as necessidades da população. Segundo ele, a discussão sobre a divisa continuará tramitando, mas o momento exige soluções imediatas para questões ligadas à saúde, educação, segurança, sanidade animal e tributação.

“Saio contente pelo desenrolar da audiência. Houve um avanço importante porque os estados aceitaram discutir uma conciliação para resolver os problemas locais. A questão territorial continua, mas precisamos atender as pessoas que vivem naquela região”, enfatiza.

O prefeito relatou ao ministro Flávio Dino situações que ilustram a dependência das comunidades em relação aos serviços prestados por Mato Grosso. Entre os exemplos, citou o caso de uma moradora da região cujo atendimento após o falecimento precisou ser realizado por equipes de Paranaíta.

“São vidas humanas. Em muitos casos, não há presença efetiva do Estado do Pará em áreas como saúde, segurança e infraestrutura. Foi isso que levamos ao conhecimento do ministro”, afirma o gestor de Paranaíta.

De acordo com Osmar Moreira, cerca de duas mil pessoas residentes em áreas localizadas no sul do Pará dependem diretamente dos serviços públicos oferecidos por municípios mato-grossenses, realidade que também afeta cidades como Alta Floresta, Novo Mundo, Matupá, Peixoto de Azevedo e Guarantã do Norte.

DISCUSSÃO SEGUE ABERTA

O procurador da Assembleia Legislativa de Mato Grosso(AlMT), Bruno Cardoso, avaliou que a audiência representou um avanço significativo por permitir a construção de soluções concretas para os problemas enfrentados pela população da faixa de divisa.

Segundo ele, o ministro Flávio Dino sinalizou que o diálogo entre os estados deve continuar e não descartou a possibilidade de analisar futuramente aspectos relacionados à rediscussão territorial. “Enquanto muitos falam apenas sobre território, os prefeitos e deputados estão falando das pessoas. O foco é garantir segurança e dignidade para quem vive naquela região e depende dos serviços públicos”, afirma.

A disputa entre Mato Grosso e Pará envolve uma área de aproximadamente 22 mil quilômetros quadrados e afeta diretamente diversos municípios do Norte mato-grossense. O impasse tem origem em interpretações divergentes sobre a delimitação territorial estabelecida na Convenção de Limites assinada pelos dois estados em 1900. 

A controvérsia já foi analisada pelo STF, mas lideranças políticas e representantes das comunidades sustentam que ainda existem elementos que justificam uma nova discussão sobre o tema.

AUTORIDADES PRESENTES

Participaram da audiência além de Nininho e dogovernador Otaviano Pivetta, o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, os deputados estaduais Janaina Riva e Diego Guimarães, os senadores Wellington Fagundes, Jayme Campos e Carlos Fávaro e o procurador da ALMT, Bruno Cardoso. 

Também estiveram presentes prefeitos dos municípios afetados pela disputa territorial, Osmar Moreira, de Paranaíta, Chico Gamba, de Alta Floresta, e representantes dos governos de Mato Grosso e Pará, membros das procuradorias dos dois estados e equipes técnicas envolvidas na construção de uma solução para garantir segurança jurídica aos gestores públicos e atendimento às comunidades da faixa de divisa.



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