O bandido identificado pelas iniciais M.P.F.S., morto na manhã desta quinta-feira (23) após um confronto com a Polícia Militar em Guiratinga, era um velho conhecido das forças de segurança e acumulava diversas passagens policiais em Rondonópolis. Ele é apontado como um dos autores da execução do trabalhador rural Danilo Santos Silva, assassinado poucas horas antes dentro do alojamento da Fazenda Paraná, na zona rural do município.

O homicídio aconteceu por volta das 22h30 de quarta-feira (22), na região do Chapadão, a cerca de 60 quilômetros da sede de Guiratinga. Conforme as informações apuradas, dois homens chegaram à propriedade em uma motocicleta, invadiram o alojamento onde os funcionários estavam e executaram Danilo a tiros. Após o crime, a dupla fugiu.

Logo após a execução, equipes da Polícia Militar e da Polícia Civil iniciaram uma força-tarefa para localizar os responsáveis. As diligências seguiram durante toda a madrugada e, por volta das 5h desta quinta-feira, os suspeitos foram encontrados na zona rural do município.

Segundo a Polícia Militar, durante a tentativa de abordagem, os dois criminosos reagiram e atiraram contra os policiais. Diante da injusta agressão, os militares revidaram os disparos e atingiram a dupla.

Os suspeitos chegaram a ser socorridos e encaminhados para atendimento médico, porém não resistiram aos ferimentos e tiveram as mortes confirmadas no hospital.

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Registros criminais

Conforme o boletim de ocorrência, a vítima, Danilo Santos Silva, possuía registros policiais anteriores por cumprimento de mandado de prisão e crimes de trânsito.

Além de M.P.F.S., o outro suspeito morto foi identificado pelas iniciais B.L.S., de 25 anos. Ele acumulava passagens por associação para o tráfico de drogas, tráfico de entorpecentes, receptação, violação de domicílio, estelionato, danos e também por cumprimento de mandado de prisão, com registros em Nova Xavantina, Poxoréu e Lucas do Rio Verde.

Já M.P.F.S. possuía uma extensa ficha criminal, principalmente em Rondonópolis. Entre os antecedentes estão ocorrências por adulteração de sinal identificador de veículo automotor, direção perigosa, lesão corporal na direção de veículo, danos materiais, porte ilegal de arma de fogo de uso permitido, corrupção de menores, uso ilícito de drogas e diversas passagens por ameaça, registradas entre 2016 e 2025.

A Polícia Civil segue investigando a motivação da execução do trabalhador rural e apura se outras pessoas participaram ou deram apoio à ação criminosa.





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