O advogado Walfrido Warde, que integrava a equipe jurídica de Daniel Vorcaro, afirmou ao ex-banqueiro que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) havia agradecido por um whisky e mandado um abraço. A informação consta em mensagens reveladas pelo jornal O Globo e confirmadas pela Jovem Pan. O Palácio do Planalto nega que Lula tenha recebido o presente ou enviado qualquer recado ao então dono do Banco Master.
A conversa ocorreu em 22 de janeiro de 2025, após um encontro de Warde com o presidente. Na mensagem, o advogado relatou que Lula havia perguntado sobre a situação de Vorcaro.
“Querido, estive com o PR hoje. Ele me perguntou se você estava bem e mais tranquilo. Eu lhe disse que sim. Ele agradeceu mais uma vez o whisky e mandou um abraço. Outros detalhes eu conto pessoalmente”, escreveu Warde.
Vorcaro respondeu à mensagem com um emoji de coração.
O diálogo ocorreu 49 dias após a reunião entre Lula e Vorcaro no Palácio do Planalto, em 4 de dezembro de 2024. O encontro foi intermediado pelo ex-ministro Guido Mantega e contou com a participação do ministro da Casa Civil, Rui Costa, e de Gabriel Galípolo, à época indicado para assumir a presidência do Banco Central.
As mensagens também mostram que Warde já havia tentado intermediar um encontro entre Vorcaro e Lula meses antes. Em 30 de abril de 2024, o advogado disse ter recebido uma ligação de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, então chefe de gabinete do presidente.
“Fala, Dani, tudo bem? Deixa eu te falar, acabei de receber uma ligação do Marcola, secretário pessoal do presidente, cobrando o teu e-mail. Manda para mim o e-mail sobre os assuntos que você gosta de falar, os interesses do grupo, eu ajeito aqui e eu mesmo mando o e-mail”, afirmou Warde.
Na sequência, o advogado explicou que faria o pedido de reunião em nome de Vorcaro e afirmou que Marcola aguardava o contato para marcar o encontro.
Planalto nega presente e recado a Vorcaro
Em resposta, o Palácio do Planalto afirmou que Lula se encontrou uma única vez com Daniel Vorcaro, em 4 de dezembro de 2024. Segundo a Presidência, a reunião não estava previamente agendada e ocorreu após o então banqueiro comparecer ao Planalto acompanhado de Guido Mantega.
De acordo com a nota, Vorcaro afirmou durante a conversa que se sentia alvo de perseguições. Lula teria respondido que eventuais denúncias deveriam ser analisadas tecnicamente pelo Banco Central.
A Presidência também negou que Lula tivesse conhecimento da tentativa de aproximação relatada nas mensagens de Warde.
“O presidente não tem conhecimento da suposta articulação, não recebeu presente e tampouco enviou recado ou comentou festas promovidas pelo banqueiro”, afirmou o Planalto.
O governo acrescentou que não houve nenhum outro contato entre Lula e Vorcaro. Na manifestação, destacou ainda que foi durante a atual gestão que o Banco Central decretou a liquidação do Banco Master e que o ex-banqueiro foi preso pela Polícia Federal no âmbito das investigações sobre a instituição.
As forças de segurança prenderam Angélica Saraiva de Sá, de 34 anos, conhecida como “Angeliquinha”, nesta terça-feira (22), em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. Apontada pela Polícia Civil como uma das lideranças do Comando Vermelho no norte de Mato Grosso, ela acumula 260 anos de condenação e tinha seis mandados de prisão em aberto.
A captura envolveu a Polícia Civil de Mato Grosso, equipes da Dracco, da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), da Polinter e da Polícia Boliviana. Angélica estava foragida desde agosto de 2025, quando escapou da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá.
Segundo a Polícia Civil, ela exercia papel de liderança na facção em Alta Floresta e Nova Bandeirantes. O trabalho integrado entre os órgãos de segurança permitiu localizar a procurada em território boliviano.
Angélica fugiu do presídio na madrugada de 17 de agosto de 2025, junto com a detenta Jéssica Leal da Silva, de 36 anos. Desde então, as autoridades buscavam seu paradeiro.
Entre as condenações de Angélica está uma pena de 99 anos e 11 meses de prisão pela participação nos assassinatos de quatro trabalhadores em Nova Monte Verde. O Tribunal do Júri julgou o caso em março de 2025 e também aplicou 100 dias-multa.
Os crimes ocorreram em 2022. Conforme a investigação, as vítimas saíram do Paraná para trabalhar em Mato Grosso e acabaram assassinadas após os criminosos associá-las a uma facção rival.
Em março de 2026, o nome de Angélica voltou a aparecer nas investigações durante a Operação Showdown, que apurou tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e divulgação de jogos de azar em Alta Floresta e Nova Bandeirantes.
Familiares dela figuraram entre os alvos dos mandados. Segundo a Polícia Civil, o grupo investigado teria movimentado mais de R$ 20 milhões ligados ao tráfico. Em decisões posteriores, a Justiça manteve prisões preventivas de investigados, entre eles o genro de Angélica.
As autoridades ainda devem divulgar mais detalhes sobre as circunstâncias da captura na Bolívia.
Paulo Souza chamou Janaína de “candidata do STF”, citando sua proximidade com Gilmar Mendes e favorecimento na TV
O empresário, ator e humorista Paulo Souza, dono do Canal Hipócritas reconhecido como um dos principais nomes do ativismo digital conservador no Brasil, teceu fortes declarações sobre o cenário eleitoral de Mato Grosso. Em sua fala, Souza destacou o candidato ao Senado Zé Medeiros (PL) como alvo de uma perseguição direta por parte do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
O empresário, ator, humorista e proprietário do Canal Hipócritas, Paulo Souza, reconhecido como um dos principais nomes do ativismo digital conservador no Brasil, teceu fortes declarações sobre o cenário eleitoral de Mato Grosso. Em sua fala, Souza destacou o candidato ao Senado Zé Medeiros (PL) como alvo de uma perseguição direta por parte do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
Segundo o influenciador, o embate histórico entre o parlamentar e o ministro estaria interferindo ativamente na corrida eleitoral. Medeiros, que já protocolou cinco pedidos de impeachment e um pedido de prisão contra Moraes, teria sido prejudicado por decisões judiciais. Souza alega que a Justiça Eleitoral retirou 1.500 minutos do tempo de propaganda do PL para transferi-los à campanha de Janaína Riva (MDB), adversária na disputa pelo Senado.
Souza criticou a candidatura de Janaína Riva, associando-a à ex-deputada Manuela D’Ávila e ao apoio a pautas do movimento LGBT. O ativista também relembrou o histórico político do pai da candidata, o ex-deputado José Riva, afirmando que, em caso de vitória da emedebista, seria ele quem ditaria os rumos do gabinete em Brasília. Além disso, Souza classificou Janaína como a “candidata do STF”, citando fotos da política com o ministro Gilmar Mendes e o seu favorecimento no tempo de rádio e TV.
Ao analisar o panorama geral da eleição para o Senado em Mato Grosso, Souza dividiu os candidatos em blocos ideológicos. No campo da direita, o humorista destacou Zé Medeiros como indicação pessoal do ex-presidente Jair Bolsonaro e nome apoiado por Flávio Bolsonaro, concorrendo com o número 222.
No bloco que Souza classifica como sendo de esquerda é formado por Janaína Riva, pelo ex-governador Pedro Taques e por Carlos Fávaro. Sobre Fávaro, o empresário fez duras críticas à sua trajetória recente: eleito anteriormente com os votos do eleitorado de Bolsonaro, o político aliou-se ao governo Lula para assumir o Ministério da Agricultura, onde, segundo Souza, teria focado seu trabalho em prol do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
A campanha do senador Jaques Wagner (PT), candidato à reeleição ao Senado pela Bahia, conseguiu uma liminar da Justiça Eleitoral para retirar do ar o MasterWhats, site que apresentava mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e a outras figuras públicas.
Aliado histórico do presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Wagner deixou de ser líder do governo no Senado após tornar-se alvo de investigações da PF relacionadas ao Master.
A ação foi apresentada pela coligação Mais Bahia, Mais Brasil, formada por PDT, MDB, PSB, PSD, Avante e pela Federação Brasil da Esperança, integrada por PT, PCdoB e PV. A coligação alegou que o MasterWhats difundia conversas falsas e associava Wagner a Vorcaro.
A decisão liminar foi concedida no sábado (19/9) e o site foi tirado do ar no dia 21/09.
O pedido de retirada, no entanto, descreveu de forma incorreta o conteúdo da página indicada à Justiça: afirmou que ela exibia uma conversa entre Wagner e Vorcaro, quando o arquivo que alimentava a tela atribuía o diálogo a Wagner e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em um contexto não relacionado ao escândalo envolvendo o banco.
A coligação chegou a protocolar um pedido formal de desistência da ação, mas o site segue fora do ar.
O bloqueio foi executado pelo NIC.br, entidade que administra o Registro.br, sistema responsável pelo registro dos endereços brasileiros terminados em “.br”.
A BBC News Brasil teve acesso à íntegra do processo da coligação. Também reconstruiu uma versão do MasterWhats, que segue fora do ar, a partir do código ainda disponível em uma conta dos desenvolvedores no site GitHub, para checar as mensagens que estavam na plataforma.
As mensagens atribuídas a Lula e a Wagner, exibidas no site, reproduzem trechos semelhantes aos divulgados pela imprensa brasileira em 2016, quando o então juiz federal Sergio Moro levantou o sigilo de interceptações telefônicas feitas pela Polícia Federal no âmbito da Operação Lava Jato.
Os diálogos, naquele momento, tiveram origem em ligações telefônicas, não em conversas de WhatsApp.
Em nota à BBC News Brasil, o NIC.br informou que havia sido intimado pela Justiça naquela manhã e que cumpria a ordem judicial.
Já a defesa do senador Jaques Wagner afirmou que entrou com a ação “porque o site apresentava conversas que nunca existiram”.
O site não chegou a apresentar supostos diálogos entre Vorcaro e Wagner.
Em nota à BBC News Brasil, o senador afirmou que ingressou com ação “para solicitar a retirada do ar exclusivamente de conteúdo que atribuía ao senador conversas falsas com o presidente Lula”, mas que assim que tomou conhecimento de que a medida havia alcançado outros conteúdos, solicitou a desistência da ação.
“O senador não tem qualquer intenção de dificultar ou impedir o acesso a dados e informações, desde que verdadeiros, e sempre defenderá a transparência e o amplo acesso a conteúdos de interesse público”, diz o texto.
Como funcionava o site
Site exibia conversas privadas atribuídas a Daniel Vorcaro e outras autoridades, obtidas a partir de notícias e processos judiciais
O site MasterWhats reproduzia uma interface semelhante à do WhatsApp e organizava milhares de mensagens atribuídas a Vorcaro, com contatos, datas e textos apresentados como em um aplicativo de conversas.
A página se tornou conhecida por reunir material atribuído ao celular do ex-dono do Banco Master. Depois do site ter viralizado nas redes sociais, os criadores incluíram também diálogos atribuídos a outras autoridades e personagens públicos, inclusive em outros episódios judiciais, como a Operação Lava Jato.
Embora o site levasse o título “MasterWhats: Conversas Vazadas de Daniel Vorcaro”, havia um menu que permitia mudar o usuário exibido entre Daniel Vorcaro, Jair Bolsonaro e Lula.
No caso de Lula, por exemplo, as mensagens atribuídas a ele no site eram de 2016, e nada tinham a ver com a atual investigação contra Vorcaro ou o Banco Master. As únicas conversas que citavam Wagner no site apareciam nesta aba, de Lula.
Site permitia alternar entre mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro, Jair Bolsonaro e Lula, em diferentes situações em que suas conversas privadas se tornaram públicas em processos judiciais
Criador diz que reuniu conteúdo público
O MasterWhats foi desenvolvido por Lucas Matheus Alves, criador da plataforma RecomendeMe, a partir do projeto MasterZAP, de Rafael Bressan.
Segundo Alves disse à BBC News Brasil, a proposta era concentrar, em uma mesma interface, conversas que já haviam sido divulgadas por veículos de imprensa.
“Queríamos fazer um site que centralizasse tudo, não só do Vorcaro. Lava Jato…colocamos do Jair Bolsonaro, do Lula, Jaques Wagner”, disse ele à BBC News Brasil.
Alves ficou sabendo do pedido de remoção por Wagner depois de ser contatado pela BBC. Ele disse que não entendeu o pedido e não foi notificado antes do site ter sido bloqueado.
“Fiquei muito triste. Era um trabalho de transparência que a gente estava fazendo e, de uma hora para outra, saiu do ar. Eu não fui notificado, simplesmente tiraram sem nenhum tipo de explicação. É revoltante. Fiquei indignado.”
Qual a relação entre Jaques Wagner e o caso do Banco Master?
Diálogos envolvendo o senador Jaques Wagner dão “robustos indícios” de crimes de corrupção ativa e passiva e lavagem de ativos, segundo um relatório da Polícia Federal (PF) cujo sigilo foi retirado no dia 11/09 em meio à abertura ao público pelo Supremo Tribunal Federal (STF) de investigações sobre o Banco Master.
Segundo investigadores, em conversas, Wagner demonstrou interesse em notícias sobre o Master, além de ter acompanhando do Congresso pautas de interesse do banco.
Em agosto de 2024, o senador teria enviado uma mensagem para Augusto Ferreira Lima afirmando: “Vamos marcar, que eu precisava conversar com você pra saber como estão as coisas do banco”. Para a PF, seria uma referência ao Master.
O banqueiro Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Vorcaro, seria o principal elo entre Wagner e o Master. Vários diálogos entre ele e o senador são explorados no relatório da PF.
Entre 17/11/2023 e 25/05/2025, foram contabilizadas 74 chamadas telefônicas realizadas entre os dois — excluindo-se aquelas não atendidas —, totalizando 5h30.
“Para além de uma eventual amizade, o relacionamento entre ambos, do que se depreende dos diálogos, parece ser uma via de mão única: em regra, o Senador recebe ou solicita vantagens ou favores, e o empresário os concede”, diz o documento.
Lima teria disponibilizado a Wagner ingressos para o show da cantora americana Taylor Swift e ao menos quatro voos em aeronaves.
Eles teriam trocado ainda informações sobre um apartamento avaliado em R$ 2,4 milhões em Salvador e que seria comprado por terceiros, de forma a “camuflar a real titularidade do bem”. Não está claro se o imóvel realmente foi adquirido, e por quem.
O relatório não traz contatos diretos entre Wagner e Vorcaro, mas afirma que existiu “ao menos algum grau de interlocução entre o parlamentar e Daniel Bueno Vorcaro”.
Faltando 12 dias para o primeiro turno, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) chega à reta final da campanha pela reeleição amparado por uma decisão provisória da Justiça e com o registro da candidatura ainda classificado como “deferido com recurso”.
Na atualização disponível nesta terça-feira (22), Pivetta aparece como “concorrendo”, mas seu pedido de registro consta como “deferido em prazo recursal ou com recurso”. Para a totalização dos votos, a situação registrada é “deferido com recurso”.
A disputa judicial tem origem em um caso de 2001, quando Pivetta era prefeito de Lucas do Rio Verde. Naquele ano, o município firmou o Convênio nº 3.578/2001 com o Ministério da Saúde para a aquisição de uma unidade móvel de saúde.
O caso foi parar no Tribunal de Contas da União (TCU) após auditoria da Controladoria-Geral da União e do Departamento Nacional de Auditoria do SUS dentro das apurações relacionadas à Operação Sanguessuga.
O TCU apontou superfaturamento na aquisição da unidade móvel de saúde, além da ausência de pesquisa de mercado para estabelecer preço de referência e fracionamento de despesas.
Em 2012, as contas de Pivetta foram julgadas irregulares. O tribunal determinou o recolhimento de R$ 17.387 e aplicou multa de R$ 10 mil. Pivetta recorreu, mas o recurso de reconsideração foi rejeitado pelo TCU.
A condenação administrativa passou a provocar reflexos na vida eleitoral de Pivetta e foi levada à Justiça Federal, onde passou por diferentes decisões ao longo dos anos.
Em 2024, a 12ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) reformou uma decisão favorável a Pivetta e restabeleceu os efeitos dos acórdãos do TCU.
O caso voltou ao centro da disputa eleitoral em 2026.
Em agosto, a coligação Coração da Gente, adversária de Pivetta na eleição para o Governo de Mato Grosso, pediu ao TRE-MT a impugnação do registro da candidatura. A ação sustentou que as contas julgadas irregulares pelo TCU poderiam enquadrar Pivetta em causa de inelegibilidade.
A defesa de Pivetta contestou a impugnação e sustentou que ele continuava elegível.
Durante a tramitação do caso, uma nova decisão no TRF-1 voltou a alterar o cenário. O vice-presidente do tribunal, desembargador César Jatahy, suspendeu a eficácia do acórdão que havia restabelecido os efeitos das decisões do TCU.
Com os efeitos do acórdão suspensos, o TRE-MT rejeitou a impugnação e deferiu o registro de Pivetta.
A coligação adversária recorreu.
No dia 14 de setembro, o Pleno do TRE-MT voltou a analisar o caso e, por 7 votos a 0, rejeitou o recurso e manteve Pivetta na disputa pelo Governo de Mato Grosso.
Mesmo após a decisão unânime do tribunal regional, o registro de Pivetta não aparece na base eleitoral simplesmente como “deferido”.
Nesta terça-feira, a candidatura continua registrada como “deferida em prazo recursal ou com recurso” e, na totalização, como “deferida com recurso”.
Entre os principais adversários de Pivetta, Wellington Fagundes (PL), Natasha Slhessarenko (PSD), Mauricio Coelho (Mobiliza) e Rafaell Milas (Missão) aparecem com os registros classificados como “deferidos”.
Pivetta está autorizado a fazer campanha, aparecer na urna e receber votos normalmente. O processo envolvendo seu registro, entretanto, ainda não teve desfecho definitivo enquanto houver recurso pendente, e uma decisão posterior das instâncias competentes pode alterar a situação jurídica atual.
Até eventual nova decisão, Pivetta permanece na disputa pelo Governo de Mato Grosso.
A mulher que invadiu a casa do ex-companheiro, encontrou outra mulher e deixou um rastro de sangue no condomínio Melchiades Figueiredo, em Rondonópolis, acumula passagens policiais entre 2015 e 2025, segundo informações divulgadas pela Polícia Militar. A invasão ocorreu por volta das 3h40 desta segunda-feira (21).
Conforme a PM, o histórico inclui registros por tráfico de drogas, corrupção de menores, lesão corporal, ameaça, resistência, desacato e denunciação caluniosa. A relação divulgada não informa o desfecho desses casos.
O registro mais recente, de 2025, envolve denunciação caluniosa. Em 2024, consta tráfico de drogas. Já em 2021, aparecem ameaça, difamação e injúria. Os registros anteriores incluem resistência, vias de fato, corrupção de menores, uso ilícito de drogas, lesão corporal, desacato e perturbação do trabalho.
Na ocorrência desta segunda-feira, o morador relatou que a ex invadiu o condomínio e a residência enquanto ele dormia com a atual companheira. Ao encontrar os dois, ela teria ameaçado: “Se essa mulher não sair da casa, você vai ver”.
Segundo o relato à polícia, a suspeita quebrou os vidros da porta de entrada e a televisão da sala. Em seguida, entrou no quarto, jogou outro televisor no chão e espalhou peças de roupa.
Durante o quebra-quebra, ela cortou a mão esquerda no vidro da porta e deixou sangue por toda a casa.
A mulher saiu do local, mas retornou em uma Honda Biz vermelha enquanto os policiais ouviam o morador. A equipe deu voz de prisão e a levou à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para cuidar do ferimento.
Após o atendimento, os militares encaminharam a suspeita à 1ª Delegacia de Polícia Civil.
A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) de Rondonópolis, apreendeu, na manhã desta segunda-feira (21.09), uma espingarda aparentemente adaptada para calibre .22 e 23 munições do mesmo calibre, no bairro Pedra Noventa.
A apreensão ocorreu durante diligência para acompanhar uma vítima de 40 anos que retornou à residência para retirar seus pertences e os de seus filhos, após relatar agressões físicas e ameaças praticadas pelo companheiro, de 45 anos.
Segundo a vítima, durante a discussão, o suspeito teria utilizado um cinto para agredi-la e, posteriormente, pegado uma espingarda e feito ameaças. Durante a ação policial, a equipe realizou buscas no imóvel e localizou a arma e as munições sobre o guarda-roupa do casal.
O suspeito não foi localizado. A vítima e os filhos foram retirados do imóvel com acompanhamento dos investigadores, enquanto a arma e as munições foram apreendidas e encaminhadas à autoridade policial para as providências cabíveis.
A ação reforça o trabalho da Polícia Civil na proteção às vítimas de violência doméstica e na adoção de medidas imediatas diante de situações de ameaça e risco à integridade física.
Policiais do GAP Motopatrulhamento flagraram uma mulher com uma motocicleta com registro de roubo ou furto ao meio-dia desta terça-feira (22), no Jardim Taiti, em Rondonópolis. A condutora alegou que comprou o veículo em uma garagem de revenda e que, na época, não havia nenhuma restrição.
Segundo a Polícia Militar, câmeras do programa Vigia Mais identificaram uma Honda Biz C125 prata circulando pela região. A equipe recebeu o alerta pelo aplicativo Sentry e iniciou as buscas.
Os militares localizaram a motocicleta no Anel Viário, acompanharam a condutora e realizaram a abordagem já no Jardim Taiti. Durante a checagem, confirmaram que o veículo tinha um registro de roubo ou furto de 21 de agosto de 2026.
A mulher afirmou que comprou a Biz em 25 de fevereiro de 2025, cerca de um ano e meio antes do registro da ocorrência. Conforme sua versão, a motocicleta não apresentava restrições na data da negociação. Ela também admitiu que não transferiu o veículo para seu nome.
Os policiais encaminharam a condutora e a motocicleta à 1ª Delegacia de Polícia para os esclarecimentos e demais providências. A PM registrou a ocorrência como receptação.
O ex-deputado criticou ataques contra o candidato ao Senado após vazamento de áudio e destacou atuação de Medeiros contra decisões do STF
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro saiu em defesa do candidato ao Senado Zé Medeiros (PL) após o parlamentar ser alvo de ataques arquitetados por seus adversários em páginas de notícias e nas redes sociais nesta segunda-feira (21). As publicações ganharam repercussão após o vazamento de um áudio de uma conversa entre Medeiros e o prefeito de Diamantino, Chico Mendes, irmão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O ex-deputado criticou o perfil responsável pela divulgação do áudio e saiu em defesa do candidato, destacando sua atuação política e questionando o objetivo dos ataques. O ex-deputado ainda questionou se a repercussão negativa contra Medeiros poderia beneficiar uma candidatura adversária na disputa pelo Senado em Mato Grosso.
A atuação de Medeiros contra decisões arbitrárias de ministros do Supremo tem sido uma das marcas de sua trajetória política. O candidato já apresentou diversos pedidos de impeachment contra Alexandre de Moraes e tem feito críticas públicas ao ministro, a quem atribui excessos e interferências no processo eleitoral, entre outras condutas vedadas. Foi justamente nesse contexto que Eduardo Bolsonaro reagiu às publicações contra Medeiros.
Na gravação, Medeiros afirma ter orientado sua equipe de comunicação a retirar qualquer menção ao STF de seus textos de campanha. A declaração se refere à orientação para que a instituição STF não fosse alvo de ataques em suas peças de comunicação. Isso, porém, não impediria críticas direcionadas individualmente a ministros da Corte.
“Uma coisa que eu tenho feito, por exemplo, eu não ataco o STF, viu, Chico? Meu marketing aqui tinha feito um negócio, eu falei: olha, quero que corte tudo. Eu não leio um texto para gravação que tenha qualquer coisa mencionando o STF”, afirmou.
Eduardo também chamou atenção para a própria comunicação utilizada por Medeiros nas redes sociais. O perfil oficial do candidato traz, entre as frases associadas à sua atuação política, os dizeres “Bolsonaro livre” e “Alexandre preso!”, em referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro e ao ministro Alexandre de Moraes.
A Polícia Civil confirmou que a menina de 2 anos que chegou morta à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Sinop, no último domingo (20) foi asfixia até a morte.
De acordo com informações, o pai do bebê, um jovem de 20 anos acabou preso em flagrante pelos crimes de homicídio qualificado e maus-tratos. Já a mãe, de 17 anos, foi responsabilizada por ato infracional análogo aos mesmos crimes. Os dois serão investigados pela polícia.
Conforme informações da polícia, a causa da morte foi uma asfixia mecânica aguda causada por constrição no pescoço.
Além disso, o laudo necroscópico concluiu que a criança também estava em estado crônico de subnutrição e desidratação.
O caso
Levada pelo pai, a vítima chegou à unidade por volta das 7h. O casal informou que a criança teria sido vista com vida durante a madrugada e que, entre 5h e 6h, perceberam que ela já não respondia.
Conforme a Polícia Civil, a equipe médica informou que a menina já apresentava sinais clínicos de óbito havia pelo menos uma hora quando chegou à unidade, além de condições inadequadas de higiene.
Após a chegada da polícia à unidade, o Instituto Médico Legal (IML) foi acionado para os procedimentos necessários. O pai e a mãe foram conduzidos à delegacia para esclarecimentos.
A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) segue investigando o caso.