A Polícia Federal cumpriu, na manhã desta quinta-feira (2), um mandado de prisão preventiva contra um homem investigado por armazenar e compartilhar arquivos contendo cenas de abuso sexual infantil em Rondonópolis. A ação integra a segunda fase da Operação Proteção Integral IV.

Segundo a PF, o investigado já havia sido preso em flagrante durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão realizado no dia 28 de abril deste ano. Na ocasião, ele acabou colocado em liberdade posteriormente por decisão judicial.

Após a análise pericial dos equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos durante a primeira fase da investigação, os policiais federais reuniram novos elementos que, conforme a corporação, reforçam os indícios da prática criminosa investigada.

Diante das novas provas obtidas, a Polícia Federal representou pela prisão preventiva do suspeito. O pedido acabou aceito pelo Poder Judiciário, que expediu o mandado cumprido nesta quinta-feira em Rondonópolis.

As investigações continuam para apurar a extensão dos crimes e identificar possíveis outras pessoas envolvidas no esquema de compartilhamento e armazenamento do material ilegal.

Por envolver vítimas menores de idade e crimes de natureza sexual, o procedimento tramita sob sigilo judicial. A Polícia Federal não divulgou a identidade do investigado nem detalhes sobre os arquivos encontrados durante a investigação.



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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, determinou que o governo federal, juntamente com o Congresso Nacional, esclareça pontos sobre a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, que apresenta a flexibilidade de restrições a respeito de doações em ano eleitoral.

A medida foi determinada com base em uma ação apresentada pelo partido Novo na última quarta-feira, na qual é solicitada a suspensão da medida.

Mendonça deu prazo de cinco dias para que a Presidência da República e a Presidência do Congresso se manifestem. Em seguida, a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) terão três dias para fazerem o mesmo. O ministro ainda não analisou o pedido de suspensão da regra.

A ação contesta o artigo 95 da LDO de 2026. A norma estabelece que a doação de bens, valores ou benefícios pela administração pública não será considerada irregular em período eleitoral quando houver alguma contrapartida ou obrigação para quem recebe o benefício.

A ação trata de uma das restrições previstas na Lei das Eleições.

De acordo com a legislação, órgãos públicos ficam proibidos, nos meses que antecedem a votação, de distribuir gratuitamente bens e benefícios que possam influenciar a disputa em outubro.

O artigo aprovado no Congresso cria uma exceção para os casos em que a pessoa ou entidade que recebe o benefício tenha de cumprir alguma obrigação em troca.

A sigla de Eduardo Ribeiro argumenta que o dispositivo abre brecha para que a Administração Pública realize doações de bens, recursos e benefícios durante o período eleitoral, desde que vinculadas a algum encargo, o que, segundo o partido, favorece o uso da máquina pública e compromete a igualdade entre os candidatos.

Na ADI, o Novo sustenta que o artigo foi incluído na LDO por meio de uma emenda sem relação com o texto orçamentário, caracterizando “contrabando legislativo”.

Também afirma que a mudança viola o princípio da anterioridade eleitoral por ter sido aprovada poucos meses antes das eleições e critica a falta de critérios objetivos para as doações com encargo, o que, segundo a legenda, pode facilitar o uso eleitoral de bens públicos.



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O presidente estadual do Podemos, deputado estadual Max Russi, afirmou que o partido pretende lançar candidaturas femininas competitivas para a Assembleia Legislativa e para a Câmara dos Deputados nas eleições de 2026. Entre os nomes citados, duas lideranças de Rondonópolis aparecem em posição de destaque: a vereadora Kalynka Meirelles e a primeira-dama Alessandra Ferreira.

Segundo Max Russi, o partido trabalha para garantir igualdade de oportunidades entre homens e mulheres e acredita que o próximo pleito terá forte protagonismo feminino em Mato Grosso.

Além de lideranças de Cuiabá e Várzea Grande, o parlamentar destacou a atuação política de Kalynka em Rondonópolis, ressaltando sua presença no Legislativo municipal e a base eleitoral construída ao longo dos últimos anos.

Outro nome lembrado foi o da primeira-dama Alessandra Ferreira, que vem ampliando sua atuação social no município e desponta como uma das principais lideranças femininas ligadas ao grupo político do prefeito Cláudio Ferreira.

“O Podemos acredita na capacidade e no protagonismo das mulheres. Temos lideranças preparadas, com atuação reconhecida e que representam diferentes regiões de Mato Grosso”, afirmou Max Russi.

Dentro do cenário eleitoral para 2026, Rondonópolis aparece como um dos polos estratégicos da legenda, principalmente pela força política e eleitoral das lideranças femininas ligadas ao partido.



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Uma câmera de segurança registrou o momento em que o entregador Tonny Marcos morreu após reagir a uma tentativa de roubo da própria motocicleta no bairro Bela Vista, em Cuiabá. O crime ocorreu na tarde desta quinta-feira (3). Os dois suspeitos acabaram presos em flagrante pela polícia pouco tempo depois.

Segundo informações apuradas, os criminosos armados invadiram um açougue e anunciaram o assalto. Dentro do estabelecimento, eles renderam proprietários e funcionários, levando dinheiro e uma corrente de ouro.

Após o roubo, a dupla tentou fugir e abordou o entregador que estava na rua dos fundos do comércio. As imagens mostram o momento em que a vítima reage à ação criminosa e acaba atingida por um disparo no tórax.

Equipes de resgate chegaram a prestar socorro ao trabalhador, porém ele não resistiu aos ferimentos.

Logo após o crime, os suspeitos tentaram escapar em alta velocidade, mas equipes policiais conseguiram interceptá-los e realizar a prisão em flagrante.

O caso é investigado pela Polícia Civil como latrocínio, que é o roubo seguido de morte.



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A Polícia Militar encaminhou um homem à delegacia na noite desta quinta-feira (2) após uma ocorrência de violência doméstica registrada no bairro Zé Araçá, em Jaciara. A vítima que sofreu agressões e acabou ameaçada de morte pelo próprio marido depois de registrar um boletim de ocorrência envolvendo a filha de apenas 9 anos.

Segundo a mulher, horas antes ela havia procurado a Polícia Civil para denunciar o cunhado após a criança revelar que, no fim de 2024, quando a família morava no estado de Alagoas, o homem teria mostrado as partes íntimas para a menina.

Ainda conforme o relato, o suspeito, que convive com a vítima há aproximadamente cinco anos, ficou revoltado ao descobrir o registro da ocorrência contra o irmão e chegou em casa bastante alterado e agressivo.

Durante a discussão, o homem teria ameaçado degolar a esposa e também o pai da criança caso algo acontecesse com ele ou com o irmão. Em seguida, ele teria desferido um tapa no rosto da vítima, causando um hematoma e vermelhidão na parte interna do lábio inferior.

Aos policiais, o suspeito apresentou uma versão diferente dos fatos. Ele afirmou que o casal discutia sobre as possíveis consequências da denúncia e que, em determinado momento, a mulher teria avançado em sua direção gritando e o xingando, ocasião em que ele a empurrou, provocando o ferimento na boca.

Diante da situação, os policiais encaminharam o casal para a Delegacia de Polícia Civil de Jaciara para as providências cabíveis.



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A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta sexta-feira (3), a Operação Ragnarok e deu um duro golpe contra uma organização ligada ao Comando Vermelho (CV) em Mato Grosso. A ação cumpre 104 ordens judiciais, entre elas 55 mandados de prisão preventiva, 34 mandados de busca e apreensão e 15 bloqueios de contas bancárias. As investigações apontam que o grupo movimentou mais de R$ 10 milhões em atividades criminosas.

De acordo com informações, a ofensiva ocorre em Lucas do Rio Verde e municípios da região. As ordens judiciais foram expedidas pela 5ª Vara Criminal de Sinop após representação da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Lucas do Rio Verde.

Investigação durou quase um ano

As investigações se estenderam por aproximadamente 11 meses e identificaram uma estrutura criminosa responsável pelo tráfico de drogas, posse ilegal de armas de fogo e lavagem de dinheiro.

De acordo com a Polícia Civil, o trabalho começou após a prisão em flagrante de dois integrantes da facção por tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo, ocorridas entre julho e agosto de 2025. A partir dessas prisões, os investigadores conseguiram identificar mais de 50 envolvidos no esquema criminoso.

Ainda segundo a Polícia Civil, além do comércio de entorpecentes, o grupo mantinha uma sofisticada rede de movimentação financeira para ocultar a origem do dinheiro obtido com as atividades ilícitas.

Mulheres comandavam movimentação financeira

Durante as investigações, a Polícia Civil descobriu que quatro mulheres desempenhavam papel estratégico na organização criminosa. Elas eram responsáveis por receber e distribuir os valores arrecadados com a venda de drogas e outras cobranças realizadas pela facção.

O dinheiro passava por diversas contas bancárias para dificultar o rastreamento até chegar ao responsável financeiro da organização, apontado pela investigação como integrante que atua no Rio de Janeiro.

Os investigadores também identificaram uma empresa de fachada utilizada para lavar dinheiro. Mesmo sem renda compatível, alguns dos envolvidos movimentaram quantias milionárias ao longo do período investigado.

Operação busca enfraquecer estrutura da facção

Além disso, a operação tem como objetivo desarticular o núcleo financeiro da organização criminosa por meio do bloqueio de contas bancárias que, juntas, ultrapassam R$ 10 milhões.

A Operação Ragnarok integra o planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para 2026 e faz parte da Operação Pharus, inserida no programa Tolerância Zero, criado para intensificar o combate às facções criminosas em todo o estado.

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A declaração foi feita durante a posse do empresário Tião da Zaeli como presidente da Fecomércio-MT

O deputado federal Zé Medeiros (PL) defendeu mudanças na regulamentação da reforma tributária e alertou para os impactos que o novo sistema poderá causar ao comércio, à geração de empregos e à segurança jurídica no país. As declarações foram feitas na noite desta quarta-feira (1º), durante o jantar de posse do empresário Tião da Zaeli na presidência da Fecomércio-MT, em Cuiabá.

Medeiros afirmou que o Brasil vive um momento de transição que exige união entre o setor produtivo, entidades representativas e o Congresso Nacional para corrigir pontos da reforma tributária que, na avaliação dele, podem comprometer a atividade econômica.

“Estamos num momento de transição muito importante para o país, com a entrada de um novo regime tributário. Precisamos nos unir para fazer ajustes nessa reforma e rever pontos que podem inviabilizar a atividade de muitos comerciantes”, afirmou.

O parlamentar destacou que muitos empresários enfrentarão dúvidas durante a transição, além de custos adicionais e impactos no capital de giro. Também manifestou preocupação com os reflexos da reforma sobre o mercado de trabalho. Pois, o aumento da carga e da complexidade tributária pode levar empresas ao encerramento das atividades e provocar perda de empregos.

“Precisamos nos preocupar não apenas com quem empreende, mas também com os trabalhadores. Se o custo de produzir e gerar empregos aumentar, muitos empresários podem ser obrigados a encerrar suas atividades”, disse.

Durante o discurso, o deputado defendeu ainda maior segurança jurídica para o ambiente de negócios e afirmou que o Senado terá papel decisivo na discussão de temas que impactam diretamente o setor produtivo. Medeiros também defendeu que o país precisa de um ambiente favorável ao desenvolvimento econômico.

“Precisamos de equilíbrio, de segurança jurídica e, acima de tudo, de menos impostos. São temas fundamentais para garantir o crescimento do comércio, da economia e da geração de empregos”, concluiu.



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Dezenas de empresários aceitaram o convite do prefeito Cláudio Ferreira e participaram de uma reunião na manhã desta quinta-feira (02), no Paço municipal. Em pauta esteve a apresentação de um projeto que vai agilizar o processo de quem ainda não tem a escritura de seus imóveis. É o programa de regularização fundiária empresarial.

O projeto vai atender, nesse momento, os proprietários de imóveis em qualquer um dos distritos industriais de Rondonópolis. A intenção do Município é agilizar o processo de regularização auxiliando os empresários que estiverem com os documentos necessários em dia.

A expectativa da gestão é, após a abertura do processo, cada escritura fique pronta em até 15 dias.
De acordo com um levantamento realizado pela secretaria municipal de Desenvolvimento Econômico, cerca de 200 propriedades que ainda estão sem escritura, devem estar aptas para iniciar o processo de regularização fundiária.

O prefeito Cláudio Ferreira acredita que essa é uma oportunidade para quem quiser se regularizar e ter a segurança do imóvel em seu nome. “Insegurança jurídica só gera mais insegurança. Queremos dar celeridade e beneficiar aqueles que têm o direito de seus imóveis”, comentou.

O programa de regularização fundiária empresarial precisa ser aprovado pela Câmara de Vereadores, mas conforme adiantou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Wesley Lopes, prevê ainda isenções de taxas que vão facilitar ainda mais no processo de escrituração.

Além da regularização, os empresários que atuam nos distritos industriais apontaram algumas necessidades ao prefeito, principalmente na questão de infraestrutura. Ficou acordado que cada distrito deverá montar uma comissão e definir seus representantes para tratar dos assuntos de forma separada em novas reuniões.



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Um motorista de 73 anos sofreu um mal súbito enquanto dirigia uma caminhonete Nissan Frontier e acabou provocando um acidente na noite desta quinta-feira (2), na Avenida Júlio Campos, em frente ao Rondon Plaza Shopping, em Rondonópolis.

De acordo com as informações apuradas no local, o idoso seguia pela avenida no sentido bairro quando passou mal e perdeu o controle da direção da caminhonete. Desgovernado, o veículo invadiu o canteiro central, arrancou uma árvore e, na sequência, atingiu cerca de cinco motocicletas que estavam estacionadas em frente ao shopping.

Apesar da cena impressionante e dos danos materiais registrados, ninguém ficou ferido entre os pedestres que circulavam pelo local ou entre os proprietários das motocicletas atingidas.

O motorista recebeu atendimento de uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e acabou encaminhado para uma unidade hospitalar do município para avaliação médica.

A Polícia Militar esteve no local, isolou parte da Avenida Júlio Campos e interditou o sentido Centro da via para garantir a segurança dos motoristas e permitir o atendimento da ocorrência.

Familiares do motorista acompanharam toda a movimentação no local e permaneceram ao lado das equipes durante os procedimentos.

Os proprietários das motocicletas danificadas conversaram com o filho do idoso, que informou que a família assumirá os prejuízos causados pelo acidente. Segundo ele, todos os danos materiais serão ressarcidos após a conclusão dos procedimentos adotados pelas autoridades.

A Polícia Civil também acompanhou a ocorrência e deverá apurar oficialmente as circunstâncias do acidente.

As informações são do Agora MT.

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso reuniu nesta quinta-feira (2/7), no auditório Deputado Milton Figueiredo, prefeitos, parlamentares, representantes do governo estadual, técnicos e integrantes do sistema de Justiça para discutir propostas que irão subsidiar o acordo de conciliação em construção no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a faixa de divisa entre Mato Grosso e Pará. A audiência pública foi requerida pelos deputados estaduais Ondanir Bortolini – Nininho (Republicanos) e Diego Guimarães com o objetivo de reunir informações dos municípios afetados e consolidar uma proposta conjunta que será apresentada ao Supremo em reunião prevista para 10 de julho.

O principal foco da discussão foi garantir segurança jurídica para que os municípios mato-grossenses continuem prestando serviços essenciais às comunidades localizadas em território oficialmente pertencente ao Pará, mas que, há décadas, dependem da estrutura pública de Mato Grosso nas áreas de saúde, educação, assistência social, infraestrutura e segurança.

Nininho diz que a audiência representou mais uma etapa das tratativas iniciadas em Brasília durante as reuniões de conciliação conduzidas pelo ministro Flávio Dino. “Estamos construindo uma solução que preserve o atendimento às famílias enquanto a questão territorial continua sendo discutida. O mais importante é que nenhuma comunidade fique desassistida por causa de um conflito jurídico que se arrasta há tantos anos”, informa o parlamentar.

PROPOSTA DE COOPERAÇÃO

Durante os debates, prefeitos relataram as dificuldades enfrentadas para manter serviços públicos em localidades isoladas, cuja população depende integralmente dos municípios mato-grossenses. Um dos exemplos apresentados foi o de Paranaíta. Para chegar por via terrestre à sede do município paraense de Jacareacanga, responsável por parte da área em disputa, são necessários mais de 1.200 quilômetros de deslocamento, percurso considerado inviável para a prestação regular de serviços públicos. Situação semelhante ocorre em áreas vinculadas a Novo Progresso, que mantêm relação direta com Alta Floresta.

Diante desse cenário, a proposta discutida prevê a celebração de um termo de cooperação entre Mato Grosso e Pará. Pelo modelo em análise, os municípios mato-grossenses permaneceriam responsáveis pelo atendimento às comunidades, enquanto o governo paraense faria o ressarcimento das despesas decorrentes desses serviços.

“Os prefeitos convivem diariamente com essa realidade e conhecem exatamente o tamanho do problema. Por isso era fundamental ouvi-los antes de encaminharmos a proposta definitiva ao Supremo”, destaca Nininho.

Também foi debatido o projeto apresentado pelo senador Wellington Fagundes que prevê a criação de uma zona de cooperação entre os estados, permitindo inclusive participação financeira da União para compensar os custos assumidos pelos municípios.

NOVAS EVIDÊNCIAS SOBRE A DIVISA

Além da construção do acordo provisório, a audiência também tratou da continuidade da discussão sobre os limites territoriais entre Mato Grosso e Pará. Nininho informou que novos documentos históricos poderão embasar uma futura revisão da decisão judicial que definiu a atual divisa. Segundo ele, o procurador da Assembleia Legislativa, Bruno Cardoso, fará pesquisas em instituições do Rio de Janeiro para localizar registros originais das expedições do Marechal Cândido Rondon, considerados relevantes para esclarecer as coordenadas utilizadas na demarcação.

“Existem fatos novos que merecem ser analisados. Vamos buscar toda a documentação necessária para defender aquilo que entendemos ser o direito de Mato Grosso. Mas, enquanto essa discussão jurídica prossegue, precisamos encontrar uma solução imediata para quem vive naquela região”, comenta Nininho. O parlamentar acrescenta que as novas evidências poderão fundamentar uma ação rescisória sobre a definição territorial atualmente em vigor.

MOBILIZAÇÃO DOS MUNICÍPIOS

Os prefeitos presentes defenderam a continuidade das negociações conduzidas pelo STF e reforçaram a necessidade de construir um acordo que assegure respaldo jurídico aos gestores municipais. O prefeito de Paranaíta, Osmar Mandacaru, afirma que o levantamento dos custos deverá refletir a realidade de cada município, considerando investimentos em estradas, pontes, saúde, educação e segurança pública.

Já o prefeito de Alta Floresta, Chico Gamba, defendeu que a prioridade seja garantir rapidamente a continuidade dos atendimentos às comunidades, sem abandonar a discussão definitiva sobre os limites entre os estados.

Nininho avalia que o encontro fortaleceu o posicionamento conjunto das lideranças municipais e estaduais. “Saímos daqui com informações técnicas importantes e com a participação efetiva dos municípios. Agora teremos condições de apresentar uma proposta consistente ao Supremo, buscando preservar o atendimento à população e oferecer segurança jurídica aos prefeitos. Nosso compromisso é continuar trabalhando para proteger as famílias que vivem nessa região e defender os interesses de Mato Grosso”, conclui o deputado.

Também participaram do encontro o deputado estadual Diego Guimarães, o presidente do Intermat, Francisco Serafim, Bruno Cardoso e Ricardo Riva, procuradores da Assembleia Legislativa, Ana Carolina, procuradora-geral do Estado, procurador do Estado de Mato Grosso, Aníbal de Castro Passos Ramos, Francisco Airton, presidente da Câmara de Alta Floresta, Adinilson Mota, presidente da Câmara de Parnaíta, Fernando e Valdir, vereadores de Paranaíta, vereador Amado Santos e o prefeito, Casciano Martins Reis, de Novo Mundo.



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