O que vem à sua mente quando falamos em gestão pública?

Provavelmente saúde, educação, segurança, infraestrutura… E só depois, talvez o esporte e o lazer. Essa associação é natural. Afinal, durante muito tempo, o esporte foi tratado como algo secundário dentro das políticas públicas. Mas a realidade mostra justamente o contrário: uma cidade que investe em esporte investe em saúde preventiva, inclusão social, disciplina, oportunidades e qualidade de vida.

E é exatamente esse novo cenário que começa a ganhar força em Rondonópolis.

Após anos distante do circuito esportivo regional, 2026 marca o retorno da cidade aos grandes eventos esportivos, sediando os Jogos Regionais, os Jogos Escolares Mato-Grossenses e os Jogos Estudantis em diversas modalidades. Atletas masculinos e femininos de 10 cidades da região sul do estado voltam a ocupar quadras, campos, ginásios e espaços esportivos, reacendendo não apenas a competitividade, mas também o sentimento de pertencimento e orgulho coletivo. 

Esse retorno não acontece por acaso.

Nos bastidores dessa retomada, existe uma decisão política clara: tratar o esporte não como complemento, mas como prioridade estratégica, visão conduzida pelo secretário de Esporte e Lazer, Reydner Souza, que assumiu a pasta trazendo experiência prática, visão estratégica e forte ligação com o esporte local. Ex-presidente do União Esporte Clube, Reydner construiu uma trajetória marcada por resultados expressivos, liderança e proximidade com a comunidade esportiva. Sua chegada representa mais do que uma mudança administrativa: simboliza uma retomada de propósito. 

Ao lado de uma equipe já consolidada dentro da secretaria,profissionais que há anos sustentam e impulsionam o esporte local, Reydner tem ajudado a devolver esperança aos desportistas da cidade. Principalmente aos projetos sociais, às tradicionais “escolinhas”, ao esporte amador e às modalidades que, por muito tempo, aguardavam mais atenção, incentivo e reconhecimento.

O reflexo desse movimento já começa a aparecer. A ampliação das competições, o fortalecimento dos projetos comunitários e até a inclusão de novas modalidades, como o skate nos Jogos Estudantis Municipais, mostram que o esporte em Rondonópolis vive uma fase de expansão e modernização. 

Porque, no fundo, o esporte nunca foi apenas competição.

Mais do que medalhas ou troféus, o que está em jogo é o impacto social que o esporte provoca. Cada quadra ocupada representa um jovem distante da violência. Cada projeto fortalecido significa oportunidade. Cada campeonato sediado movimenta economia, autoestima e pertencimento. Quando uma cidade investe em esporte, ela investe silenciosamente em saúde mental, convivência social e construção de sonhos.

Rondonópolis começa a compreender que esporte e lazer não são acessórios da gestão pública. São instrumentos de transformação social.

E quando uma gestão entende isso, a cidade inteira sente os efeitos.

Rondonópolis vive hoje mais do que uma retomada esportiva. Vive a reconstrução de uma identidade coletiva que durante anos aguardava incentivo para voltar a respirar.

E talvez esteja aí a maior lição da gestão pública moderna: entender que o esporte não entra depois.

O esporte transforma tudo o que vem antes.

Ilson Galdino — servidor público, advogado, analista político



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