O Senado rejeitou a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal, nesta quarta-feira (29), em uma votação marcada por tensão política e articulação intensa do governo. O placar foi de 42 votos a contrários e 34 votos a favor.
O Advogado-Geral da União, nome do indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), passou por uma sabatina de quase 8 horas na Comissão de Constituição e Justiça, e recebeu 16 votos favoráveis à sua condução à cadeira deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso.
O ministro-chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, teve seu nome aprovado para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) depois de passar por uma sabatina de mais de 8 horas na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal.
Messias recebeu 16 votos a favor e 11 contrários. A aprovação ocorreu na tarde desta quarta-feira, 29. Para conseguir um ambiente mais favorável, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva articulou mudanças no blocos parlamentares para aumentar a base na CCJ.
Na sabatina, Messias precisou falar sobre temas sensíveis e polêmicos como: condenação dos manifestante do 8 de janeiro; anistia; suposta interferência do STF na pauta da dosimetria; e aborto.
Além dos temas relacionados ao 8 de janeiro de 2023, os senadores perguntaram sobre o caso do Banco Master e o possível envolvimento de ministros do Supremo com o banqueiro Daniel Vorcaro.
A partir da aprovação na comissão, o advogado-geral da União precisa ter seu nome referendado em votação no plenário do Senado por pelo menos 41 votos. Se aprovado, vai assumir a vaga aberta com a aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso. Messias tem 46 anos e poderá ficar no tribunal até completar 75, ou seja, pelos próximos 29 anos.
Quem é Jorge Messias
Pernambucano de Recife, Messias tem 46 anos e formou-se em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), e concluiu mestrado na Universidade de Brasília (UnB).
Em 2007, ingressou na Advocacia-Geral da União como procurador da Fazenda Nacional, cargo responsável por cobrar dívidas fiscais de contribuintes inadimplentes com a União.
Ao longo da trajetória no serviço público, assumiu postos estratégicos no Executivo. Atuou como subchefe para Assuntos Jurídicos da Presidência da República, secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior no Ministério da Educação e consultor jurídico dos ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação. Também exerceu funções jurídicas no Banco Central e no BNDES.
Em 2022, integrou a equipe de transição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No fim daquele ano, o governo o anunciou para comandar a AGU, cargo no qual tomou posse em janeiro de 2023.
À frente da AGU, Jorge Messias foi o primeiro a pedir a prisão preventiva de envolvidos nos atos do 8 de janeiro de 2023.
A Força Tática da Polícia Militar prendeu dois suspeitos de envolvimento no assassinato de um jovem de 23 anos, ocorrido na madrugada desta terça-feira (28), em Pedro Gomes (MS). As prisões aconteceram ainda na noite do mesmo dia, nos bairros Monte Líbano e Jardim Santa Fé, em Rondonópolis, após troca de informações entre as inteligências policiais dos dois estados.
De acordo com dados do boletim de ocorrência, equipes receberam informações da Agência Regional de Inteligência e da Agência Local de Inteligência apontando que um veículo Volkswagen Voyage branco, ligado ao crime, pertencia a um morador de Rondonópolis. Os policiais localizaram o endereço e abordaram um homem de 26 anos, que admitiu ter atuado como motorista de aplicativo. Ele relatou que levou dois passageiros até Mato Grosso do Sul já sabendo que cometeriam um crime e recebeu R$ 2 mil via PIX pelo transporte.
Na sequência, os militares avançaram nas diligências e chegaram até o ponto onde os suspeitos embarcaram. Já no bairro Jardim Santa Fé, dois indivíduos tentaram fugir ao perceber a presença policial, pulando o muro de uma residência. O cerco montado pelas equipes impediu a fuga total e um jovem de 18 anos acabou detido. Durante a abordagem, ele confessou participação direta no homicídio e citou outros envolvidos.
Segundo o relato, o grupo abordou a vítima, amarrou e levou até uma área de mata, onde realizou a execução com golpes de faca. Um revólver calibre .38 teria sido utilizado apenas para rendição. Ainda conforme a confissão, o crime teria sido encomendado por um indivíduo identificado como “Nelinho”, com participação de membros de facção criminosa com atuação em Mato Grosso.
Os dois presos seguiram encaminhados à 1ª Delegacia de Polícia Civil, onde permanecem à disposição da Justiça.
A Polícia Militar resgatou um adolescente de 12 anos na tarde de sexta-feira (24), após criminosos do CV sequestrarem o menor e manterem ele em cárcere privado no bairro Vila Arthur, em Várzea Grande. Os suspeitos planejavam executar o garoto sob acusação de furtos na região.
De acordo com as informações, equipes realizavam patrulhamento quando moradores denunciaram que vários homens arrastavam o menino à força, segurando pelos braços, até uma casa na Rua dos Operários. No local, os policiais flagraram quatro suspeitos mantendo a vítima sob contenção. O grupo integra uma facção criminosa e preparava um “tribunal do crime”, prática usada para julgar e punir vítimas com tortura.
Durante a abordagem, o adolescente contou que os criminosos já tinham decidido pela morte dele e que enterrariam o corpo em uma área conhecida como “Fazendinha”. Ainda segundo o relato, os suspeitos obrigaram o garoto a cavar a própria cova com ferramentas encontradas na residência, como pá, picareta e enxada. Ele apresentava várias lesões no rosto e sinais de agressão.
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento do resgate. Nas imagens, policiais questionam o menor sobre o que aconteceria com ele, e o garoto responde: “iam matar eu”.
Durante as buscas no imóvel, os militares apreenderam facas que seriam usadas na execução, além de materiais ligados ao tráfico de drogas, como três balanças de precisão, R$ 942 em dinheiro, celulares e chips telefônicos. Os quatro suspeitos, com idades entre 42 e 50 anos, seguiram para a Central de Flagrantes pelos crimes de sequestro, cárcere privado, submissão de menor a vexame, tráfico de drogas e associação criminosa.
O Senado deve decidir nesta quarta (29) se aprova o nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal. O advogado-geral da União vai passar por uma sabatina na Comissão de Constituição e Justiça e, se aprovado pela CCJ, terá o nome submetido ao plenário. Caso alcance os 41 votos necessários, Messias alcançará o ápice de uma carreira que, aos olhos do público, ainda é marcada pela alcunha de “Bessias”.
O apelido remonta a 16 de março de 2016.
O auxiliar da então presidente Dilma Rousseff que entregaria a Lula um termo de posse como ministro da Casa Civil. O papel serviria para garantir foro privilegiado ao petista e tirá-lo dos inquéritos sob a condução do juiz Sergio Moro. Assim, ele evitaria (ou pelo menos adiaria) uma prisão que parecia inevitável.
Dia agitado
A posse de Lula como ministro estava marcada para 17 de março. Um dia antes, a Polícia Federal interceptou e divulgou uma ligação telefônica entre Dilma e Lula. Na conversa, Dilma dizia que estava enviando a Lula o “termo de posse” e que ele poderia “usar em caso de necessidade”.
O Ministério Público interpretou o ato da então presidente como uma tentativa de obstrução da Justiça. Sergio Moro, que era o juiz responsável pelas investigações da Lava Jato na 1ª instância, já possuía todos os indícios de autoria e materialidade para condenar Lula. Faltava apenas conquistar a opinião pública.
Então, Moro decidiu retirar o sigilo sobre os dados colhidos na 24ª etapa da operação, tornando públicos áudios que, segundo os investigadores, tornavam patente que o líder petista fora nomeado ministro da Casa Civil para evitar ser alvo de ações da Justiça do Paraná.
No dia seguinte à nomeação, o ministro Gilmar Mendes, do STF, suspendeu a posse de Lula, afirmando que o ato poderia ter desviado de sua finalidade ao tentar garantir foro privilegiado. Com essa decisão, Lula nunca chegou a exercer o cargo, e a assinatura do termo de posse que Dilma enviou — o papel mencionado na ligação — nunca foi usada.
“Tchau, querida”
Imediatamente, uma multidão de manifestantes tomou as ruas do país, especialmente a Avenida Paulista em São Paulo, onde, aos gritos de “Renuncia, renuncia” e “Vem pra rua”, os participantes em polvorosa pediam a saída ou impeachment de Dilma.
Quem era o advogado de Lula na ocasião? Cristiano Zanin. Indignado, o fiel defensor chamou de “arbitrário” e “grave” o grampo “envolvendo a presidente da República”. Afirmou, acima de tudo, que a decisão de Moro estimulava a “convulsão social, o que não é o papel do Judiciário”.
Zanin defendia o foro privilegiado para Lula e, portanto, Moro já não teria competência para tomar a decisão, já que a partir daquela data Lula já era ministro.
O Advogado Geral da União de Dilma, José Eduardo Cardozo, disse que o diálogo entre os petistas, ao contrário da interpretação da oposição, não estava dando a Lula um documento para ele se livrar de possível ação policial.
Segundo Cardozo, a presidente estava enviando a Lula o termo de posse para ele assinar. Isso porque Lula, de acordo com Cardozo, estava com problemas para comparecer à cerimônia de posse.
Veja a transcrição do célebre diálogo abaixo.
Transcrição da ligação
No áudio, a voz de Dilma parece meio cacofônica. Na transcrição feita pela Polícia Federal, “Messias” foi identificado como “Bessias”. E a última frase da ligação tornou-se o símbolo da defesa pela retirada da presidente do cargo: “Tchau, querida”.
Mas o mundo dá voltas e aquele menino de recado pode tornar-se, assim que aprovado pela sabatina no Senado Federal, o próximo ministro do Supremo Tribunal Federal.
“Bessias” foi um personagem de ficção”, diz Jorge Messias
Em junho de 24, Jorge Messias afirmou à Veja que o episódio que o tornou conhecido como “Bessias” foi fruto de uma distorção política. “Se tivesse me atrapalhado, não estaria aqui”, disse, ao negar ter sido prejudicado pelo rótulo. Para ele, o “Bessias foi um personagem de ficção criado pela Lava Jato” com o objetivo de “desestabilizar o governo”.
Messias afirmou ter “muita clareza” sobre o contexto da gravação entre Dilma Rousseff e Lula e considerou que a sociedade “teve plenamente acesso a todos os fatos”. Ao comentar o conteúdo do documento citado no áudio, Messias explicou que “o termo de posse serve a um único propósito: dar posse a uma pessoa”.
Segundo ele, “o objetivo era dar posse ao presidente como ministro”, e a gravação foi “cortada em dez minutos para ser manipulada pela imprensa”. “Se você ouvir as cinco horas de gravação, vai entender exatamente a que se prestava”, concluiu.
Outros áudios vazados
No mesmo dia em que foi deflagrada a 24ª fase da Lava Jato, Lula conversou com o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes. Essa conversa, como outras de menor repercussão também vieram a público.
Nela, o prefeito Paes diz para Lula: “Agora da próxima vez você para com essa vida de pobre, com essa alma de pobre comprando esses barcos de m…., sitiozinho vagabundo”. Lula ri, e Paes continua: “O senhor tem uma alma de pobre. Eu, todo mundo fala aqui no meio, imagina se fosse aqui no Rio esse sítio dele. Não é em Petrópolis, não é em Itaipava, é como se fosse em Maricá”. Lula segue rindo.
O prefeito Eduardo Paes declarou que a conversa tinha sido completamente informal e chamou as brincadeiras que fez como “de mau gosto”.
“Só use em caso de necessidade”
Jorge Messias tem 45 anos. Dada a regra atual, pode ficar por 30 anos no cargo de ministro do Supremo. Membro da Igreja Batista, Messias chegou trazido pelo apoio de bispos evangélicos no Palácio do Planalto, mesmo a contragosto da bancada evangélica no Congresso.
O papel que Messias levou para Lula não fez muita diferença. A permanência da presidente no poder ficou insustentável, assim como a nomeação de Lula para o ministério. Dez anos depois, “Bessias” pode chegar ao STF graças a Lula, que, por sua vez, teve as condenações anuladas pelo STF em 2021.
O Governo de Mato Grosso publicou, nesta quarta-feira (29), o aviso de abertura de licitação para a construção do viaduto na Avenida dos Estudantes, em Rondonópolis.
De acordo com o edital nº 66/2026, a obra prevê a construção de um viaduto em concreto armado e protendido na rodovia MT-270 (Avenida dos Estudantes), no trecho entre a BR-364 e a MT-383, no subtrecho entre o Anel Viário e a própria avenida. O projeto contempla uma estrutura com 384,20 metros de extensão e largura de 17,984 metros, além de acessos com 244,47 metros de extensão e 8,80 metros de largura.
Conforme o cronograma oficial, o edital estará disponível a partir desta quinta-feira (30), às 14h. As empresas interessadas poderão enviar propostas até o dia 25 de maio, às 08h30, com abertura da licitação marcada para o mesmo dia, às 09h, por meio do sistema eletrônico do governo estadual.
A obra integra o pacote de melhorias na mobilidade urbana e rodoviária de Rondonópolis, considerado estratégico por ligar pontos importantes da cidade e reduzir gargalos históricos no trânsito, principalmente em horários de pico.
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que não há registros de meningite viral ou bacteriana em Rondonópolis neste momento. O monitoramento ocorre diariamente em todas as unidades de saúde públicas e privadas da cidade.
De acordo com os dados oficiais, dois casos suspeitos apareceram entre março e abril. Um deles já recebeu descarte após exames, e a paciente deixou o hospital. O outro envolveu uma mulher de 78 anos, internada no Hospital Regional entre 13 de março e 14 de abril. Ela morreu em decorrência de Acidente Vascular Encefálico (AVE), e a alteração no exame de líquor indicou meningite associada à internação, sem caráter infeccioso.
Além disso, o Hospital Regional notificou outros dois casos, porém de pacientes moradores de Tesouro e Juscimeira. A unidade atende toda a região Sul, o que explica os registros fora do município.
A SMS reforçou que mantém vigilância constante e garante transparência caso ocorra qualquer mudança no cenário. A pasta também orienta a vacinação infantil como principal forma de prevenção.
O SUS disponibiliza as vacinas meningocócica C e ACWY, que protegem contra formas bacterianas da doença. Já a vacina contra o sorogrupo B não integra a rede pública.
Dois homens foram executados a tiros na noite do último domingo (26) em frente a um bar em Diadema, na Grande São Paulo. As vítimas, identificadas como Maicon e Marcos, foram alvejadas à queima-roupa, com tiros no rosto, após uma discussão sobre a temperatura de uma cerveja servida no estabelecimento.
O desentendimento começou quando um dos clientes reclamou que a bebida estava quente. A dona do bar interveio, e um homem que estava no local saiu em defesa da comerciante. Após a confusão inicial, o suspeito deixou o bar levando sua companheira para casa, mas retornou minutos depois para se vingar.
O atirador, que estava em uma motocicleta e permaneceu com o capacete, esperou por cerca de 20 minutos em frente a um segundo bar, para onde as vítimas tinham se deslocado. Quando Maicon e Marcos saíram do local, foram surpreendidos pelos disparos e morreram ainda no local.
Câmeras de segurança registraram a ação e ajudaram na identificação do suspeito, que já é conhecido da polícia. As investigações seguem para localizar o atirador, que está foragido. As vítimas eram consideradas pelos vizinhos como pessoas tranquilas.
A Polícia Militar prendeu três criminosos após um roubo a residência, na manhã desta quarta-feira (29), na BR-364, sobre a ponte do Rio Vermelho, em Rondonópolis. A equipe recuperou um veículo levado no crime ainda durante a fuga.
Conforme informações preliminares, a ação iniciou após a equipe receber o chamado sobre criminosos que invadiram uma casa, realizaram o roubo e fugiram. Durante diligências, equipes da PM localizaram o veículo e, após tentativa de fuga, os policiais conseguiram realizar a abordagem, impedindo a continuidade da fuga e efetuando as prisões.
Um vídeo gravado por um motorista mostra o momento da ação, incluindo uma manobra rápida da viatura. As imagens também registram a detenção dos envolvidos e a recuperação do veículo.
A Polícia Militar segue em diligências e novas informações oficiais devem ser divulgadas em instantes.
A Polícia Militar de Mato Grosso, por meio da 2ª CIPMPA de Rondonópolis, capturou um foragido da Justiça na terça-feira (28), após compartilhamento de informações com equipes da PM de Goiás. O homem possuía mandado de prisão definitiva em aberto pelo crime de estupro de vulnerável.
De acordo com as informações, o suspeito era procurado pela Justiça de Goiás, com ordem expedida pela comarca de Luziânia. A condenação já havia transitado em julgado, com pena superior a 11 anos em regime fechado, conforme consta no mandado judicial .
A ação contou com apoio integrado entre equipes da ROTAM da PMGO, setores de inteligência e unidades operacionais ligadas ao 5º Comando Regional. Após a localização, o indivíduo acabou detido e encaminhado para os procedimentos legais.
A ocorrência resultou na captura de um foragido, reforçando a atuação conjunta entre forças de segurança de diferentes estados no combate a criminosos com mandados em aberto.