Deputado alerta que vazamentos seletivos comprometem a credibilidade das investigações, a validade das provas, a imparcialidade institucional e a segurança jurídica

O deputado federal, José Medeiros (PL), apresentou um requerimento de informação ao Ministério da Justiça e Segurança Pública cobrando esclarecimentos sobre um vazamento ilegal de materiais investigativos relacionados ao senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro.

No documento, Medeiros pede informações sobre áudios, documentos e elementos probatórios que foram divulgados à imprensa, mesmo estando sob sigilo judicial e investigativo. O parlamentar questiona se houve quebra da cadeia de custódia, falha no controle de acesso aos arquivos e eventual utilização seletiva de informações protegidas.

“Vazamentos ilegais de material sigiloso são tratados como ameaça institucional severa em democracias maduras. O Brasil não pode admitir qualquer percepção de utilização político-seletiva de estruturas investigativas estatais”, argumenta Medeiros no documento.

O requerimento solicita ao ministério auditorias de acesso aos sistemas, logs de download e compartilhamento dos materiais, identificação de servidores e autoridades que tiveram contato com os arquivos, além dos protocolos utilizados para a preservação do sigilo.

Medeiros também pede informações sobre eventual abertura de sindicâncias, investigações administrativas e comunicação do caso à Controladoria-Geral da União (CGU), à Advocacia-Geral da União (AGU) e ao Ministério Público Federal (MPF).

Outro ponto abordado pelo deputado envolve a relação entre agentes públicos e veículos de imprensa. O parlamentar quer saber se houve compartilhamento formal ou informal de material sigiloso com jornalistas e se o ministério identificou possível direcionamento político ou seletividade na divulgação das informações.

Zé Medeiros justifica ainda que o foco da iniciativa não está no conteúdo político dos áudios divulgados, mas na possível violação das garantias legais relacionadas ao sigilo investigativo e ao devido processo legal.

Segundo o parlamentar, o eventual uso seletivo de informações protegidas representa ameaça à neutralidade institucional e pode comprometer a credibilidade das investigações e das instituições públicas.



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Uma colisão entre duas carretas interditou a pista norte da BR-364, no sentido Rondonópolis/Cuiabá, no fim da tarde desta quinta-feira (14), no km 251 da rodovia, em Juscimeira. O acidente provocou um grande vazamento de etanol e gerou risco de explosão no local.

De acordo com a Nova Rota do Oeste, a ocorrência entrou às 17h32 e envolveu duas carretas, sendo uma delas tanque, além de uma viatura da concessionária. Apesar do impacto, todos os envolvidos saíram sem ferimentos e assinaram o termo de recusa de encaminhamento hospitalar.

Com a batida, o tanque carregado com etanol sofreu danos e começou a derramar o combustível em grande proporção sobre a pista, situação que mobilizou equipes especializadas e levou à interdição total da via no sentido Cuiabá.

Os órgãos competentes para ocorrências com produtos inflamáveis seguiram para o local e acompanham o caso. Motoristas que saem de Rondonópolis com destino à capital precisam utilizar rota alternativa por Poxoréu.

A ocorrência segue em andamento e ainda não há previsão para liberação da rodovia.





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Em uma movimentação que redefine o eixo de poder do agronegócio nacional, a AMAGGI oficializou a compra de 40% do capital social da FS, gigante da produção de etanol de milho. O negócio, protocolado nessa quarta-feira (13) junto ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), marca a união entre a maior empresa brasileira de grãos e fibras e a líder em biocombustíveis de baixa emissão de carbono. 

A transação simboliza a convergência estratégica entre o grupo americano Summit Agricultural Group e a família Maggi, consolidando um projeto de verticalização e descarbonização da economia verde no Brasil.

Para a AMAGGI, que completa 50 anos em 2027, o investimento é o passo mais ambicioso em sua estratégia de industrialização. Ao entrar no setor de etanol, a companhia, que faturou alto com a comercialização de 24,7 milhões de toneladas de grãos na última safra, passa a processar internamente o milho que já produz e comercializa, otimizando logística e exportações.

Estudamos nossa entrada nesse setor há anos. Esse investimento em etanol de milho trará excelentes resultados“, afirmou Judiney Carvalho, CEO da AMAGGI, destacando que a parceria reforça as metas de sustentabilidade do grupo.

O ex-ministro da Agricultura e acionista da AMAGGI, Blairo Maggi, enfatizou a confiança no novo desenho societário. “Estou confiante no alinhamento de valores e na capacidade de execução que fundamentam este negócio. Que esta seja a primeira de muitas conquistas“, declarou.

Do lado da FS, o CEO Rafael Abud destacou que a estrutura robusta da AMAGGI na cadeia produtiva elevará a competitividade da empresa de biocombustíveis, que já opera com uma receita líquida de R$ 12,8 bilhões e projeta expansão global diante da necessidade de descarbonização dos transportes.

A conclusão do negócio agora depende apenas do aval das autoridades concorrenciais brasileiras. Com a operação, a FS, que processa 6 milhões de toneladas de milho por ano e produz a proteína animal DDG, ganha fôlego financeiro e logístico para acelerar seu novo ciclo de expansão.

A parceria é vista pelo mercado como um movimento defensivo e agressivo ao mesmo tempo: defende a margem de lucro através da verticalização e agride o mercado global com o etanol de menor pegada de carbono do mundo.



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Um homem identificado como Adenir Alves Freitas apareceu morto na manhã desta quinta-feira (14), em uma área de mata na Fazenda Sol Nascente, na zona rural de Dom Aquino-MT. A vítima apresentava sinais de violência e, conforme apontou a perícia, acabou assassinada com pauladas na cabeça.

De acordo com o boletim de ocorrência, um funcionário da fazenda realizava serviços com um trator quando avistou a motocicleta Honda NXR Bros 160 vermelha caída no meio do mato. Ao se aproximar do local, ele encontrou o corpo ao lado da moto e acionou o proprietário da fazenda, que comunicou a Polícia Militar.

Equipes do 1º Pelotão da PM de Dom Aquino seguiram até a propriedade acompanhadas por policiais civis. A Politec realizou os trabalhos periciais e constatou que a morte ocorreu há aproximadamente cinco dias.

Adenir estava desaparecido desde o último dia 8 de maio, conforme registro feito anteriormente pela Polícia Civil de Dom Aquino.

O homicídio segue sob investigação.



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Proposta de autoria do vereador Professor Alikson Reis (Podemos), aprovada pela Câmara Municipal, valoriza um dos maiores encontros católicos da cidade

A Câmara Municipal de Rondonópolis aprovou, na sessão ordinária de quarta-feira (13), o projeto de lei de autoria do vereador Professor Alikson Reis (Podemos) que reconhece o evento “Anuncia-me” como Patrimônio Cultural Imaterial do Município.

Realizado tradicionalmente no mês de maio pela Renovação Carismática Católica (RCC) da Diocese de Rondonópolis/Guiratinga, o encontro se consolidou como uma das mais importantes manifestações de fé e espiritualidade da cidade, reunindo centenas de fiéis em momentos de oração, louvor, pregação e adoração.

Além do caráter religioso, o evento também exerce um importante papel social e cultural, fortalecendo valores como solidariedade, fraternidade, respeito e esperança, além de promover a integração entre famílias, jovens e toda a comunidade.

De acordo com o projeto, o reconhecimento como Patrimônio Cultural Imaterial garante a proteção do Poder Público Municipal e incentiva ações voltadas à preservação e continuidade do evento para as futuras gerações.

Para o vereador Professor Alikson Reis, a aprovação do projeto representa o reconhecimento da importância do Anuncia-me para a identidade cultural e espiritual de Rondonópolis.

“O Anuncia-me é um evento que toca o coração de milhares de pessoas e fortalece a fé das famílias rondonopolitanas. Reconhecê-lo como Patrimônio Cultural Imaterial é valorizar uma tradição que evangeliza, transforma vidas e faz parte da história do nosso município”, destacou o parlamentar.

Sobre o Anuncia-me

Neste ano, o encontro acontecerá nos dias 29, 30 e 31 de maio, no Salão da Capela Nossa Senhora da Rosa Mística, em Rondonópolis.

O evento tem como principal objetivo evangelizar e anunciar o Evangelho de Jesus Cristo por meio da cultura de Pentecostes, promovendo uma profunda experiência de fé e renovação espiritual.



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O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, se manifestou nesta quarta-feira (13) sobre as mensagens e o áudio trocados com o banqueiro Daniel Vorcaro, divulgados em meio às investigações envolvendo o Banco Master.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio confirmou a autenticidade das conversas e afirmou que os contatos tinham como objetivo buscar investidores privados para financiar o filme biográfico “Dark Horse”, produção sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo reportagem do The Intercept Brasil, Daniel Vorcaro teria destinado cerca de R$ 61 milhões para a produção do longa-metragem.

Flávio Bolsonaro afirmou que conheceu o banqueiro em dezembro de 2024, período em que, segundo ele, não existiam acusações envolvendo o empresário ou o Banco Master. O senador também negou qualquer favorecimento ou intermediação política.

“Não ofereci vantagens em troca, não promovi encontros privados fora da agenda, não intermediei negócios com o governo e não recebi dinheiro ou qualquer vantagem”, declarou.

De acordo com o senador, o empresário deixou de cumprir parcelas previstas em contrato, o que teria colocado em risco a conclusão do filme. Por isso, a equipe da produção teria buscado novos investidores para finalizar o projeto.

Durante o pronunciamento, Flávio afirmou ainda que o filme já está concluído e deverá ser lançado nos cinemas brasileiros ainda este ano. O senador também deixou claro que é a favor de uma CPI do Banco Master, mostrando que não está envolvido no escândalo.



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Uma denúncia anônima levou a Polícia Militar a encontrar o corpo de uma jovem, na tarde desta quarta-feira (13), em uma região de mata às margens da BR-364, aproximadamente 6 quilômetros do município de Comodoro. O corpo da jovem Letícia Celestino da Silva apresentava sinais de tortura.

Conforme informações, a PM recebeu uma chamada por volta das 14h, após uma denúncia anônima informar o possível local onde estaria o corpo da jovem que havia sido sequestrada pelo Comando Vermelho (CV), na noite de quinta para sexta-feira.

Após cerca de uma hora de buscas na vegetação, em frente à Fazenda Simionato ,os policiais localizaram o corpo.

Após a localização, os policiais isolaram a área para preservação da cena do crime, enquanto a Polícia Civil de Comodoro recebeu o chamado para acompanhar a ocorrência e dar início aos procedimentos investigativos.

Investigadores da Polícia Civil estiveram no local realizando os primeiros levantamentos.

Segundo informações locais, Letícia era esposa do faccionado do PCC responsável pelo envolvimento no homicídio de um homem de 37 anos. Por conta desse homicídio, o faccionado foi preso durante a Operação Shootout e segue detido.

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Um motociclista sofreu suspeita de fraturas nas pernas após um acidente envolvendo uma carreta, na BR-364, km 270, na região do Distrito Industrial de Jaciara, nesta quarta-feira (14). Devido ao seu estado grave, a vítima acabou transferida para o Hospital Regional de Rondonópolis-MT.

Conforme informações repassadas pelas autoridades, o acidente ocorreu no pátio do restaurante Cantina Chaleira Preta. O condutor de uma carreta relatou que saiu do pátio do Posto Kimura com destino ao restaurante quando a motocicleta atingiu a lateral direita do veículo.

Com o impacto, o motociclista acabou parando embaixo da carreta e sofreu graves ferimentos nos membros inferiores.

Equipes do Samu realizaram o socorro da vítima ainda no local. Inicialmente, o homem seguiu para o Hospital Municipal de Jaciara, porém, devido à gravidade dos ferimentos, a regulação médica determinou a transferência para o Hospital Regional de Rondonópolis.



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A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), procura por Samuel Nyckholas Souza Goulart, de 27 anos, investigado pela morte de Janaína Rafaela Pereira, de 40 anos, registrada no bairro Vila Ipiranga, em Rondonópolis.

De acordo com informações, o corpo da vítima apareceu dentro da residência dela no dia 16 de abril de 2026, com diversas lesões pelo corpo e ferimentos provocados por arma branca. Durante as investigações, a DHPP identificou o vizinho da vítima como autor do crime.

Conforme a apuração policial, Janaína e o suspeito moravam em um conjunto de quitinetes no mesmo endereço e mantinham constantes desentendimentos. Em depoimento, Samuel confessou o homicídio e relatou que decidiu matar a vítima após uma discussão.

Segundo a investigação, o suspeito saiu da residência, comprou uma faca em um estabelecimento comercial e aguardou o retorno de Janaína. Assim que ela chegou ao imóvel, ele iniciou o ataque.

Ainda conforme a Polícia Civil, após o crime, Samuel retornou para a própria quitinete, lavou as roupas utilizadas e tentou eliminar vestígios. Na sequência, ele voltou até o imóvel da vítima e ateou fogo no corpo.

Indiciamento

Diante das provas reunidas, a DHPP indiciou o investigado por homicídio qualificado por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. A Polícia Civil também representou pela prisão preventiva do suspeito, medida autorizada pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Rondonópolis.

Apesar das diligências realizadas pelas equipes policiais, Samuel segue foragido.

A Polícia Civil pede apoio da população com informações que ajudem na localização do investigado. As denúncias podem ser repassadas diretamente à DHPP pelos telefones (66) 3533-4434 e (66) 98156-0028. O sigilo é garantido.

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Fazenda bilionária de família de Rondonópolis virou alvo de disputa judicial, suspeita de venda de sentença e batalha bilionária

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) adiou nesta quarta-feira (13) o julgamento que discute a legalidade do leilão da Fazenda Santa Emília, avaliada em mais de R$ 2 bilhões. A propriedade pertence à Camponesa Agropecuária Ltda, ligada a uma família de Rondonópolis.

As terras ficam nos municípios de Nova Brasilândia e Planalto da Serra e acabaram arrematadas em 2018 por cerca de R$ 130 milhões pelo Banco Sistema S.A., subsidiária do BTG Pactual. A enorme diferença entre o valor estimado da fazenda e o valor do lance abriu uma intensa disputa judicial que já se arrasta há décadas.

TJ-MT adia julgamento após pedido de vista

O adiamento ocorreu após pedido de vista do juiz Antônio Veloso Peleja Júnior, relator do caso na Terceira Câmara de Direito Privado.

Antes da suspensão do julgamento, a desembargadora Anglizey Solivan de Oliveira apresentou voto analisando a alegação de cerceamento de defesa envolvendo a perícia contábil realizada no processo.

Segundo a magistrada, a análise deve se limitar aos aspectos formais da perícia, como nomeação do perito, condução dos trabalhos e garantia do contraditório, sem avançar neste momento sobre os cálculos e conclusões técnicas do laudo.

Desembargadora rejeita tese contra perito

No voto, Anglizey afastou a tese de incapacidade técnica do perito responsável pelo trabalho.

Ela destacou que o profissional possui registro regular como contador, formação acadêmica compatível e experiência em perícia financeira.

A magistrada também rejeitou a alegação de cerceamento pela ausência de reuniões entre o perito e os assistentes técnicos das partes.

Conforme o entendimento apresentado, a perícia teve natureza documental e contou com comunicação formal, apresentação de quesitos, impugnações, pareceres e esclarecimentos, garantindo participação das partes.

“Eu não estou antecipando no voto nenhum juízo sobre a correção das premissas adotadas pela perícia”, afirmou a desembargadora durante a sessão.

Fazenda bilionária acabou leiloada por R$ 130 milhões

A disputa gira em torno da Fazenda Santa Emília, considerada uma das propriedades rurais mais valiosas de Mato Grosso.

Em primeira instância, a Justiça declarou a nulidade da arrematação, apontando ausência de pagamento efetivo e possíveis irregularidades na compensação de créditos utilizados no lance vencedor.

O processo teve origem em uma cédula rural de aproximadamente R$ 2,5 milhões, na qual a Camponesa Agropecuária figurava como garantidora.

Mesmo assim, o imóvel acabou penhorado e levado a leilão, situação questionada judicialmente desde 1999.

Processo envolve suspeita de venda de decisão judicial

O caso ganhou repercussão nacional após o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) identificar indícios de possível interferência indevida no andamento da ação.

Em fevereiro deste ano, o corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques, determinou a suspensão do processo.

O desembargador Dirceu dos Santos acabou afastado do cargo por tempo indeterminado após suspeitas de recebimento de vantagem indevida.

CNJ aponta indícios de irregularidades

De acordo com o CNJ, o processo apresenta uma sequência de decisões conflitantes, recursos e incidentes processuais envolvendo a posse da propriedade.

Além disso, o caso também discute possíveis falhas processuais, ausência de intimações consideradas essenciais, divergências apontadas em perícia contábil e suspeita de venda da fazenda abaixo do valor de mercado.

No fim de abril, o ministro Cristiano Zanin negou pedido da Camponesa para acessar a reclamação disciplinar em tramitação no CNJ.

Segundo o ministro do STF, como a empresa não integra a investigação sigilosa, não possui direito de acesso ao procedimento.



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