Desde as manifestações de 2013, uma parte expressiva da elite política brasileira parece incapaz de compreender a natureza da insatisfação que tomou conta das ruas.

Milhões de brasileiros saíram para protestar inicialmente contra o aumento das passagens de ônibus. Mas rapidamente ficou evidente que o problema era muito maior. A população expressava um sentimento difuso de revolta contra serviços públicos precários, corrupção, privilégios, burocracia excessiva e uma sensação crescente de distanciamento entre governantes e governados.

As instituições ouviram o barulho das ruas, mas não compreenderam sua mensagem.

Em 2016, após anos de manifestações, a pressão popular contribuiu para o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Em 2018, a mesma energia política levou à eleição de Jair Bolsonaro, um candidato visto como outsider, alguém que prometia romper com práticas que grande parte da população identificava como símbolos do sistema político tradicional.

Entretanto, mesmo após a vitória eleitoral, o conflito não diminuiu. Pelo contrário.

Desde os primeiros meses do novo governo, surgiram discussões sobre impeachment, disputas institucionais permanentes, judicialização intensa da política e um ambiente de confronto contínuo. Os apoiadores de Bolsonaro passaram a interpretar essas movimentações como uma tentativa de neutralizar, por outros meios, uma escolha que havia sido feita nas urnas.

Durante o processo eleitoral seguinte, a percepção de desequilíbrio se aprofundou entre milhões de brasileiros. Decisões judiciais envolvendo censura de conteúdos, remoção de perfis e restrições ao debate político foram vistas por muitos cidadãos como intervenções incompatíveis com a liberdade de expressão e com a igualdade de condições entre os competidores.

Após os acontecimentos de janeiro de 2023, milhares de pessoas foram investigadas, denunciadas ou presas. Independentemente da avaliação jurídica de cada caso, consolidou-se em parte significativa da sociedade a percepção de que não se tratava apenas da punição de crimes específicos, mas da criminalização de um movimento político inteiro.

É nesse ponto que muitos analistas continuam cometendo o mesmo erro.

Acreditam que Bolsonaro produz o fenômeno social. Talvez a relação seja inversa.

Talvez Bolsonaro seja consequência, e não causa.

Talvez ele tenha se tornado a principal expressão política de uma insatisfação que já existia antes dele e que continuará existindo depois dele.

Prender Bolsonaro não elimina as razões que levaram milhões de brasileiros às ruas em 2013. Não reduz a carga tributária. Não diminui a sensação de insegurança. Não resolve a percepção de impunidade. Não reduz a burocracia. Não aproxima as instituições do cidadão comum.

A questão central talvez não seja a polarização entre esquerda e direita.

Essa explicação, embora contenha elementos verdadeiros, parece insuficiente para explicar a profundidade do fenômeno.

O conflito que emerge repetidamente nas ruas parece refletir algo mais fundamental: a sensação crescente de que existe uma distância cada vez maior entre quem exerce poder e quem suporta o peso de suas decisões.

De um lado, uma estrutura estatal que cresce continuamente, amplia tributos, regula cada aspecto da vida social e concentra cada vez mais poder em Brasília.

De outro, cidadãos que sentem trabalhar mais, pagar mais impostos e receber menos retorno.

Essa tensão não desaparece com prisões, censura ou decisões judiciais. Também não desaparece com eleições isoladas.

Ela só pode ser enfrentada quando as instituições compreenderem que sua legitimidade não decorre apenas da legalidade formal, mas também da capacidade de responder às demandas da sociedade que representam.

Brasília precisa lembrar uma verdade elementar de qualquer democracia: o poder emana do povo.

O Brasil já enviou esse aviso em 2013.

Talvez a pergunta mais importante não seja por que milhões de brasileiros continuam revoltados.

Talvez a pergunta seja por que, depois de tantos anos, tantos ainda se recusam a ouvir.

Zé Medeiros é deputado federal e candidato ao senado por MT



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Um homem de 39 anos foi assassinado a tiros na noite desta quinta-feira (11), no bairro Altamirando, nas proximidades de um campo de futebol, em Rondonópolis.

De acordo com as informações preliminares, a vítima, identificada apenas pelo primeiro nome Cristiano, estava em frente à residência onde morava quando foi surpreendida e atingida por diversos disparos de arma de fogo.

Com a gravidade dos ferimentos, o homem morreu ainda no local antes da chegada do socorro.

Equipes da Polícia Militar foram acionadas e realizaram o isolamento da área para preservação da cena do crime. A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) também esteve no local para os trabalhos periciais que irão auxiliar nas investigações.

Até o momento, não há informações sobre a motivação do homicídio ou a identidade dos autores. O caso será investigado pela Polícia Civil.

Novas informações poderão ser divulgadas a qualquer momento.

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Articulações e o envio de emendas parlamentar a partir de Brasília pelo deputado federal, Zé Medeiros (PL), foram fundamentais, nos últimos anos, para que hospitais regionais se fortalecessem por todo o estado de Mato Grosso. Em casos como o da Santa Casa de Misericórdia de Rondonópolis, a atuação do parlamentar foi primordial até para evitar o fechamento da unidade de saúde.

A filantrópica da maior cidade do interior recebeu um total R$ 75 milhões de indicações no orçamento federal, desde 2016, todas protagonizadas por Medeiros. “Um hospital que atende 19 municípios da região sul, referência em procedimentos de alta complexidade em cardiologia, oncologia e onde nascem 400 mato-grossenses todo mês. Não dava pra agir diferente”, pontuou Medeiros.

O Hospital do Câncer de Sinop foi outra unidade a ser alvo do trabalho do deputado, que usou sua cota-parte dentro da chamada emenda de bancada, no exercício de 2022, para encaminhar à unidade pouco mais de R$ 9.6 milhões, usados para fins de estruturação.

O secretário de saúde de Araputanga, Hudson Cunha Ramos, também ressalta que o antigo Hospital Geral e Maternidade, transformado em Hospital Público Municipal em 2026, só conseguiu fazer essa transição e garantir o seguimento dos atendimentos por causa de Medeiros.

“O deputado Zé Medeiros teve papel fundamental na aquisição desse hospital. Ele destinou em 2024 a importância de R$ 3 milhões pra gente fazer a aquisição deste hospital”, citou, referindo-se a compra que foi completada pelo caixa local e formalizou-se por pouco mais de R$ 6 milhões.

O prefeito de Pontes e Lacerda, Jakson Bassi, é outro a testemunhar a atenção dada pelo deputado e pré-candidato a senador bolsonarista em ajudar o Poder Público no socorro da população. “O deputado Zé Medeiros tem sido primordial no apoio à saúde da nossa região, principalmente na questão de custeio. Nós temos um hospital, que é o Hospital Vale do Guaporé, que atende dez municípios e no ano passado o deputado já nos mandou R$ 750 mil e para esse ano já temos a garantir de mais R$ 1 milhão. A gente fica muito grato por esse olhar de carinho dele com nossa região”, citou.

Zé Medeiros também abraçou, junto da gestão Barga Rosa, em Guiratinga, a revitalização do histórico hospital Santa Maria Bertilla, que já foi um dos principais centros de referência em saúde do interior do estado. “Garantimos recursos dentro das nossas emendas pra reforma desta unidade de saúde, que está sendo equipada e voltando a ter uma capacidade de atendimento condizente com sua história e que vai ser de apoio estratégico a Rondonópolis, que é o polo maior da região”, explicou Medeiros.



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Infraestrutura, saúde e regularização fundiária estiveram entre os principais assuntos levados pelos moradores da Vila Mamed à Câmara Itinerante, realizada nesta quinta-feira (11). A iniciativa permitiu que a comunidade apresentasse as demandas do bairro, fortalecendo a participação popular nas ações do Legislativo Municipal.

Ao longo da manhã, moradores compareceram ao ponto de atendimento montado na Avenida Beira Rio, próximo à unidade de saúde do bairro, para registrar reivindicações e apontar demandas que afetam o dia a dia da comunidade. Entre os pedidos apresentados estavam melhorias na infraestrutura urbana, manutenção de sistemas de drenagem e esgoto, reforço nos serviços de limpeza pública, regularização fundiária de áreas do bairro e melhorias no atendimento da atenção básica em saúde.

As solicitações foram recebidas pela equipe da Câmara Municipal e serão encaminhadas aos setores responsáveis para avaliação e adoção das medidas necessárias.

A proposta da Câmara Itinerante é justamente aproximar o Poder Legislativo da população, proporcionando um espaço de escuta ativa e de diálogo direto com os moradores.

O vereador Adonias Fernandes acompanhou a ação e destacou a importância de levar o Legislativo para dentro dos bairros.

“Estamos aqui na Vila Mamed. Na avenida Beira Rio, onde a Câmara veio para ouvir as reivindicações da comunidade, eu estou aqui com a professora Rose que está desde cedo aqui e trouxe demandas da comunidade”, destacou o vereador.

Moradora da região, a professora Rose elogiou a iniciativa. “Quero agradecer a Câmara por dar essa oportunidade, nós daqui da Vila Mamed temos várias reivindicações e eu espero que consigam resolver porque a gente está necessitando muito de apoio”, explicou a professora.



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A avenida João Ponce de Arruda será interditada por dois dias, a partir desta quinta-feira (11), para execução da aplicação de microrrevestimento asfáltico.

A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) pede a colaboração dos condutores para que redobrem a atenção na região da interdição, localizada no trecho entre a rua Francisco Félix e a rua Aeroporto.

A sugestão é que os condutores utilizem as vias paralelas para fazer o desvio da interdição.
Estão previstos dois dias de serviços no local, ficando a via livre para o tráfego na manhã deste sábado (13).



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Um trabalhador terceirizado identificado como José Olímpio teve parte de um dos dedos da mão decepada após ser atacado por um teiú nesta terça-feira, no Horto Florestal de Rondonópolis.

De acordo com informações preliminares, o homem realizava uma atividade rotineira quando tentou dar água ao animal. No entanto, durante a ação, o teiú avançou e mordeu a mão da vítima, provocando a amputação de parte do dedo.

Ainda conforme relatos, o trabalhador já estava acostumado a lidar com esse tipo de animal e costumava realizar o procedimento sem qualquer problema. Esta teria sido a primeira vez que um incidente semelhante aconteceu.

Após o ataque, José recebeu ajuda de uma colega de trabalho e foi encaminhado para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade. Devido à gravidade do ferimento, ele precisou passar por uma cirurgia no mesmo dia, resultando na amputação de parte de um dos dedos da mão.

Uma pessoa que estava próxima registrou toda a cena em vídeo. 



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Um adolescente foi apreendido pela Polícia Militar na tarde desta quinta-feira (11), após protagonizar uma fuga pelas ruas do bairro Parque Universitário, em Rondonópolis, durante a Operação Tolerância Zero às Facções Criminosas.

De acordo com o 5º Batalhão da PM, os policiais realizavam ações de patrulhamento na região quando avistaram o menor conduzindo uma motocicleta Honda Titan. Ao perceber a presença das viaturas, ele acelerou e tentou escapar em alta velocidade.

Durante a fuga, o adolescente desrespeitou diversas sinalizações de trânsito, avançou vias preferenciais, trafegou na contramão e colocou em risco motoristas e pedestres que circulavam pelo bairro.

Diante da situação, as equipes montaram um cerco policial para impedir a fuga. Em determinado momento, ao tentar fazer uma curva em alta velocidade, o menor perdeu o controle da motocicleta e caiu.

Com a queda, ele sofreu escoriações no pé e no joelho. O adolescente foi encaminhado para atendimento médico, recebeu curativos e foi liberado em seguida.

Após o atendimento, ele foi conduzido para a 1ª Delegacia de Polícia, onde o caso foi registrado e as providências cabíveis adotadas.

A motocicleta foi removida por guincho e encaminhada ao pátio credenciado.

Segundo a Polícia Militar, não havia registros de passagens criminais anteriores em nome do adolescente.



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Um corpo foi encontrado com sinais de violência e com pés e mãos amarrados na manhã desta quinta-feira (11), na zona rural de Campo Novo do Parecis. Não há identificação da vítima.

De acordo com as primeiras informações apuradas no local, a vítima apresentava sinais de violência e foi encontrada aparentemente com as mãos e os pés amarrados, circunstâncias que reforçam a suspeita de execução.

Equipes da Polícia Civil, Polícia Militar e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) receberam o chamado e realizaram os primeiros levantamentos na região. Os trabalhos periciais devem auxiliar tanto na identificação da vítima quanto no esclarecimento da dinâmica do crime.

Após a conclusão dos procedimentos no local, o corpo será encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exames de necropsia que deverão apontar a causa da morte e contribuir para a identificação oficial.

O caso segue sendo investigado pelas autoridades, que trabalham para descobrir a autoria e a motivação do crime.

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O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB) fez duras críticas ao presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), Sérgio Ricardo, durante a sessão da Assembleia Legislativa desta quarta-feira (10). O parlamentar acusou a Corte de extrapolar sua função fiscalizadora e transformar ações de controle em exposição política de gestores públicos.

Em discurso na tribuna, Guarnieri anunciou que passará a acompanhar mais de perto as atividades administrativas e institucionais do Tribunal de Contas. Segundo ele, integrantes da Corte estariam realizando manifestações públicas sobre prefeitos e gestores antes mesmo da conclusão dos processos de fiscalização.

“Fiscalizar é dever. Fazer política disfarçada de fiscalização não”, declarou o deputado.

O parlamentar também reforçou que o TCE atua como órgão auxiliar do Poder Legislativo e argumentou que a instituição não pode ocupar um espaço político que, segundo ele, não está previsto na Constituição. Guarnieri ainda defendeu que prefeitos, secretários e servidores públicos tenham assegurados o contraditório e a ampla defesa antes de serem expostos publicamente.

A resposta de Sérgio Ricardo veio poucas horas depois. Durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais, o presidente do TCE rebateu as críticas e questionou as motivações do deputado para atacar o trabalho desenvolvido pela Corte.

“Eu só quero saber por que o deputado Chico Guarnieri é contra a fiscalização. Por que ele não quer que o Tribunal de Contas continue andando pelo Estado olhando as estradas destruídas?”, afirmou.

Sem demonstrar intenção de recuar, Sérgio Ricardo garantiu que continuará realizando vistorias e cobrando providências dos gestores públicos, principalmente em áreas consideradas críticas, como infraestrutura e obras rodoviárias.



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A Polícia Civil do Estado de Mato Grosso do Sul, por intermédio do Departamento de Polícia Especializada (DPE), por meio da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros – GARRAS, e do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO), por intermédio da Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado – DECCO, deflagrou nesta quinta-feira a segunda fase da Operação Leviatã, voltada ao enfrentamento da expansão da organização criminosa Comando Vermelho no Estado de Mato Grosso do Sul.

A operação teve por objetivo o cumprimento de mandados de prisão temporária e de busca e apreensão expedidos no âmbito de investigação que apura a atuação de integrantes da organização criminosa envolvidos em crimes graves praticados na região norte do Estado.

Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de prisão temporária e quatro mandados de busca e apreensão, sendo três alvos localizados no município de Rondonópolis/MT e um no município de Coxim/MS. As medidas cautelares foram deferidas com a finalidade de aprofundar as investigações, identificar outros integrantes da organização criminosa e reunir elementos probatórios relacionados às atividades ilícitas desenvolvidas pelo grupo.

Durante o cumprimento de um dos mandados judiciais na cidade de Rondonópolis/MT, equipes do GARRAS localizaram um dos principais alvos da investigação em uma residência utilizada como esconderijo da organização criminosa. No decorrer da diligência, dois investigados reagiram à abordagem policial mediante emprego de armas de fogo, passando a representar risco iminente à integridade física dos agentes públicos.

Diante da agressão injusta e atual, houve intervenção policial para cessar a ameaça. Os dois indivíduos foram imediatamente socorridos e encaminhados para unidade hospitalar da região, porém não resistiram aos ferimentos e evoluíram a óbito.

Durante as buscas realizadas no imóvel foram apreendidas armas de fogo utilizadas pelos investigados, além de substância entorpecente com características semelhantes à maconha, materiais que foram arrecadados para perícia e demais providências de polícia judiciária.

Imagens:

A Operação Leviatã 2 integra as ações permanentes da Polícia Civil voltadas ao enfrentamento das organizações criminosas e ao combate à violência associada ao tráfico de drogas, reforçando o compromisso institucional com a preservação da ordem pública e da segurança da população sul-mato-grossense.

As investigações prosseguem com o objetivo de identificar outros envolvidos, desarticular a estrutura da organização criminosa e impedir o avanço de suas atividades no Estado de Mato Grosso do Sul.

DELEGADO DE POLÍCIA RESPONSÁVEL PELA NOTÍCIA:

  • Roberto Oliveira Guimarães
    Delegado de Polícia Adjunto
    Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros – GARRAS





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