O primeiro suplente de senador Odílio Balbinotti (PL) acredita que a direita tem força política para assumir o comando do Senado Federal a partir de 2027 e encerrar o domínio de partidos do centrão na presidência da Casa. A articulação tem como principal alvo o atual presidente, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em entrevista ao Repórter MT, Balbinotti destacou o crescimento do Partido Liberal no Senado e afirmou que a legenda reúne condições para vencer a disputa pela Mesa Diretora, marcada para fevereiro de 2027.
Entre os possíveis candidatos está o senador Rogério Marinho (PL-RN), que poderá enfrentar Alcolumbre, caso o atual presidente confirme a intenção de disputar a reeleição.
Balbinotti ressaltou que o PL elegeu 19 senadores nas eleições deste ano, ampliando sua força política na Casa. Segundo ele, a bancada poderá chegar a 28 parlamentares, tornando-se a maior do Senado.
“O poder precisa de alternância. Sempre tivemos presidente do centrão, de esquerda. Mas, dessa vez, temos a maioria e grandes chances de ganhar”, declarou.
Direita quer avançar em pautas contra decisões do STF
Além da disputa pelo comando do Senado, Balbinotti defende que uma eventual vitória da direita permitiria colocar em votação propostas consideradas prioritárias pelo grupo político.
Entre elas estão medidas para limitar decisões individuais de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e pedidos de impeachment de integrantes da Corte.
“A maioria desses parlamentares foram eleitos com objetivo de dar um equilíbrio político ao país, votando pautas de interesse do povo como impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e acabar com decisões monocráticas deles”, afirmou.
A presidência do Senado é considerada estratégica porque exerce influência direta sobre a tramitação de propostas, a definição de pautas e o andamento de processos de impeachment contra ministros do STF.
Alcolumbre articula permanência no cargo
Apesar do otimismo de Balbinotti, Davi Alcolumbre também se movimenta nos bastidores para conquistar apoio e permanecer à frente do Senado por mais dois anos.
Uma das propostas que podem entrar nas negociações é a PEC apresentada pelo senador Plínio Valério (PSDB-AM), em 2019, que estabelece mandatos de oito anos para ministros do STF.
Atualmente, os integrantes da Suprema Corte permanecem no cargo até completarem 75 anos, idade da aposentadoria compulsória.
A eleição de fevereiro de 2027 promete intensificar a disputa entre a direita e os grupos políticos que atualmente comandam o Senado. Embora o PL tenha ampliado sua bancada, a vitória dependerá da construção de alianças com parlamentares de outras legendas.
