O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva prepara uma nova mudança na composição da gasolina vendida no Brasil. A proposta é elevar de 32% para 35% a quantidade de etanol anidro misturada ao combustível, aumentando as preocupações sobre possíveis danos aos motores e maior consumo.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, os testes devem começar em janeiro de 2027, com resultados previstos para julho. Os estudos vão avaliar o desgaste de componentes, a resistência dos materiais e o funcionamento dos motores com a nova mistura.

A preocupação é maior entre proprietários de veículos antigos, importados e modelos movidos exclusivamente a gasolina. Entidades da indústria automotiva já alertaram sobre possíveis problemas de corrosão, desgaste de peças e comprometimento de componentes do sistema de combustível.

Desde agosto deste ano, os brasileiros já abastecem com gasolina contendo 32% de etanol, percentual adotado temporariamente pelo governo federal.

O governo Lula defende que a ampliação da mistura reduz a dependência da gasolina importada e incentiva o uso de combustíveis renováveis. Por outro lado, o aumento do etanol pode elevar o consumo por quilômetro rodado, já que o álcool possui menor conteúdo energético que a gasolina.

A mistura de 35% ainda não foi autorizada. Sua adoção dependerá dos resultados dos testes e de uma decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). Portanto, eventuais danos aos motores ainda precisam ser avaliados tecnicamente.



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