O que era apenas planejamento foi confirmado nesta quarta-feira (21) pelo governador reeleito de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), que, em entrevista coletiva à imprensa de Cuiabá, admitiu a realização de uma reforma administrativa que prevê cortes de despesas, redução da estrutura estatal e medidas para melhorar a eficiência da gestão pública.

Pivetta explicou que a simples extinção de secretarias não garante a redução das despesas, caso o número de servidores e os custos de funcionamento permaneçam os mesmos.

“Muitas vezes, tem essas medidas que são muito midiáticas, de corta, corta, corta, mas mantém o número de pessoas, mantém os gastos. Só diminui as nomenclaturas, mas mantém a mesma estrutura”, disse.

A pretensão é economizar até R$ 1 bilhão por ano. Segundo o governador, um grupo de aproximadamente dez técnicos de carreira trabalha na elaboração de um plano de reestruturação administrativa.

“Nós precisamos adequar a nossa máquina pública à capacidade e à disposição que o nosso povo tem de sustentar o Estado. Nós temos que diminuir o peso do Estado sobre o lombo do trabalhador e faremos isso”, declarou.

A medida foi justificada em meio à previsão de queda de R$ 6 bilhões na arrecadação do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) nos próximos quatro anos, o equivalente a R$ 1,5 bilhão por ano.

Com isso, busca-se a eliminação de desperdícios para preservar a capacidade de investimento do Estado em áreas consideradas prioritárias.



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