Na corrida pelo Palácio do Planalto, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) lidera com 55% dos votos válidos no segundo turno, contra 45% do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo pesquisa Gerp divulgada nesta terça-feira, 13.
Esse é o primeiro levantamento do instituto após o primeiro turno, que foi um dos que mais se aproximou da tendência que apareceu na urna. A pesquisa divulgada na véspera mostrou Flávio com 46% e Lula com 44%, enquanto na urna o senador teve 47,03% contra 45,16% do atual presidente.
Quando considerados os votos totais, o parlamentar atinge 53%, enquanto o petista marca 44%, com brancos, nulos e indecisos somando 4%. Na pesquisa espontânea, Flávio registra 50% e Lula, 40%.
Na série histórica de intenções totais de voto, Flávio Bolsonaro cresceu de 49% para 53% desde o início de outubro. No mesmo período, Lula recuou de 46% para 44%, consolidando uma diferença estatisticamente significativa entre os dois principais nomes da disputa nacional.
No recorte demográfico, Flávio Bolsonaro aparece com 62% da preferência entre os homens, contra 35% de Lula. Já no eleitorado feminino, a dinâmica se inverte: Lula marca 52% e Flávio fica com 44%.
A renda familiar atua como outro divisor de águas na disputa. O atual presidente lidera no segmento que ganha até 1 salário mínimo, com 60%. O senador fluminense domina amplamente entre os eleitores com renda de 2 a 5 salários, atingindo 62% das intenções de voto.
Questionados de forma múltipla sobre os gargalos do país que interferem na decisão nas urnas, a violência é apontada por 41% da amostra como o problema mais grave do Brasil. A corrupção e a falta de médicos são citadas por 20% cada, seguidas pela falta de hospitais (18%) e escolas ruins (14%).
O levantamento revela uma alta consolidação do cenário para a votação definitiva. Entre os eleitores que já declararam intenção de voto, 94% afirmam que a escolha está totalmente definida, enquanto apenas 5% admitem a possibilidade de mudar a preferência até o dia do pleito.
A expectativa de vitória, que mede a percepção geral da disputa independentemente da escolha pessoal, também favorece o candidato do PL. Segundo a Gerp, 59% dos eleitores acreditam que Flávio ganhará a eleição, ante 35% que projetam o triunfo do atual presidente.
Rejeição e avaliação do governo federal
O atual chefe do Executivo lidera de forma isolada o índice de rejeição estimulada. A pesquisa aponta que 53% não votariam de jeito nenhum em Lula, enquanto a rejeição de Flávio Bolsonaro é de 42%. Entre os demais, 1% votaria em qualquer um, 1% em nenhum e 3% não souberam responder.
O desempenho eleitoral do petista reflete a avaliação direta sobre a atual gestão. O trabalho da Presidência da República é desaprovado por 49% dos entrevistados, ao passo que 45% aprovam a administração, configurando uma diferença estatisticamente significativa no limite da margem de erro.
A pesquisa Gerp entrevistou 2.400 eleitores nos dias 8, 9 e 12 de outubro de 2026, por meio de entrevistas telefônicas assistidas por computador (GerpCati). A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95,55%. O levantamento foi contratado por Gerp Mercadologia e está registrado no TSE sob o protocolo BR-07877/2026.
