Candidato do PL destacou experiência na vida pública, defendeu descentralização da saúde, criticou condições das rodovias, propôs governo de mutirões e anunciou pedido de impugnação da candidatura de Pivetta

O debate entre os candidatos ao Governo de Mato Grosso, realizado nesta terça-feira (18) pela Rádio Centro América, foi marcado pela apresentação de propostas e por embates entre os participantes.

Wellington Fagundes (PL) destacou sua trajetória na vida pública e apresentou propostas para áreas como saúde, infraestrutura, segurança, mineração, gestão pública e valorização dos servidores.

Na área da saúde, Wellington defendeu a descentralização dos serviços especializados para reduzir a necessidade de deslocamentos de moradores do interior até Cuiabá.

O candidato também citou sua atuação na destinação de recursos para hospitais e estruturas de atendimento em diferentes regiões do Estado.

Críticas à infraestrutura

Na discussão sobre infraestrutura, Wellington criticou a qualidade de obras realizadas nas rodovias estaduais e citou as MTs-170 e 174 e a situação do Portão do Inferno.

“As estradas, segundo o Tribunal de Contas, estão esfarelando. Não sou eu que estou dizendo”, afirmou.

Para o candidato, o Estado precisa ampliar a fiscalização e priorizar a conclusão e a qualidade das obras públicas, evitando que investimentos tenham de ser refeitos posteriormente.

Mineração e combate ao garimpo ilegal

Wellington também apresentou propostas para o setor mineral.

Ele destacou o potencial de Mato Grosso em ouro, diamantes, prata e terras-raras e defendeu investimentos em tecnologia, infraestrutura e agregação de valor para transformar essas riquezas em emprego e renda.

Ao mesmo tempo, afirmou que a exploração mineral precisa ocorrer dentro da legalidade e defendeu fiscalização rigorosa contra o garimpo ilegal.

O tema esteve entre os momentos de maior confronto do debate, com questionamentos dirigidos ao atual governo sobre investigações relacionadas à atividade ilegal.

Embate com Pivetta

Em outro momento, Wellington respondeu a questionamentos de Otaviano Pivetta sobre sua atuação no DNIT e trouxe para o debate a participação de Pivetta na campanha de Pedro Taques.

Wellington também relembrou um episódio de campanha em que foi desafiado a quebrar seu sigilo bancário.

Segundo o candidato, ele compareceu a um cartório acompanhado da imprensa, permaneceu no local por cerca de duas horas e formalizou uma escritura pública autorizando a quebra do sigilo.

“Apresente provas. Deixe de ficar falando e acusando”, afirmou.

Wellington ainda mencionou investigações envolvendo integrantes da atual administração e defendeu que denúncias sejam submetidas às instituições responsáveis pela apuração.

Governo dos mutirões

Entre as principais propostas apresentadas, Wellington defendeu a criação de um “governo dos mutirões”, reunindo Estado, municípios, sindicatos, organizações sociais, entidades filantrópicas, vereadores e movimentos comunitários.

O candidato afirmou que seu primeiro ato de governo será reunir os sindicatos para estabelecer uma relação de diálogo com os servidores públicos.

“Sindicato não pode ser visto apenas como questão ideológica. Eu quero dialogar, conversar”, afirmou.

Na relação com os servidores, Wellington também assumiu o compromisso de pagar a RGA que está atrasada e garantir que a revisão seja paga anualmente, estabelecendo uma relação de respeito e previsibilidade com o funcionalismo público.

“Eu quero o servidor satisfeito, feliz para me ajudar a governar”, afirmou.

Prioridade para obras inacabadas

Outra prioridade anunciada foi a conclusão de obras que já receberam investimentos públicos e permanecem inacabadas.

A proposta apresentada é começar por empreendimentos que tenham impacto direto na vida da população, especialmente:

  • creches;
  • escolas;
  • unidades de saúde;
  • obras essenciais nos municípios.

Segundo Wellington, a proposta é concentrar esforços para entregar à população aquilo que já foi iniciado antes de ampliar a quantidade de novas obras.

“Acelerar Mato Grosso”

Ao encerrar sua participação, Wellington resumiu sua proposta de governo na ideia de acelerar o desenvolvimento do Estado, preservando iniciativas consideradas positivas e corrigindo problemas apontados durante o debate.

“Nosso objetivo é acelerar Mato Grosso, principalmente naquilo que está indo bem. Naquilo que está errado, nós vamos corrigir”, afirmou.

Na despedida, Wellington também agradeceu pela oportunidade de participar do debate e falou sobre sua concepção de vida pública.

No campo nacional, declarou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.

Para o Senado, mencionou Zé Medeiros e Janaína Riva como nomes que integram seu grupo político.

Coligação já apresentou pedido de impugnação

Como último assunto antes de encerrar sua participação, Wellington comunicou que sua coligação já apresentou à Justiça Eleitoral um pedido de impugnação da candidatura de Otaviano Pivetta.

O pedido menciona fatos relacionados à chamada Operação Sanguessuga e à compra de ambulâncias durante uma gestão anterior.

A operação investigou um esquema envolvendo recursos públicos destinados à aquisição de ambulâncias e outros veículos para atendimento à saúde.

Documentos do Tribunal de Contas da União registram processo relacionado à aquisição de uma unidade móvel de saúde durante a gestão de Pivetta em Lucas do Rio Verde.

Wellington afirmou que caberá à Justiça Eleitoral analisar o pedido e decidir sobre a questão.

“Quem vai decidir isso é a Justiça. Pode ficar tranquilo, eu acredito na Justiça”, declarou.

Ao concluir, reforçou a identificação eleitoral com o número 22 e afirmou que pretende conduzir a campanha com foco na gestão, no diálogo com os municípios, na valorização dos servidores e na conclusão de obras consideradas prioritárias.





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