O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), elevou o tom das críticas contra a aliança firmada entre o Partido Liberal e o MDB em Mato Grosso e afirmou que não pretende apoiar a composição articulada pela direção nacional da legenda. Em publicação nas redes sociais, o prefeito declarou que prefere ser expulso do partido a caminhar ao lado dos emedebistas.

Abilio afirmou que, para ele, uma aliança com o MDB tem o mesmo peso político de uma aproximação com o PT. “Se meu partido em Mato Grosso juntar com o PT por fidelidade partidária, tenho que apoiar o PT? Não esperem isso de mim! Ou me libera, ou tolera, ou me expulsa. Com o PT e MDB eu não vou”, escreveu.

A manifestação ocorre após o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, consolidar a chapa que terá o senador Wellington Fagundes como candidato ao Governo de Mato Grosso e os nomes de José Medeiros e Janaina Riva disputando as duas vagas ao Senado.

Pouco depois da publicação de Abilio, o prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira (PL), também demonstrou insatisfação com a decisão e reforçou a rejeição à aliança.

Até então, Abilio evitava entrar diretamente na disputa pelo Governo do Estado, embora sempre destacasse a relação de amizade com o governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que buscará a reeleição e enfrentará Wellington Fagundes nas urnas.

Para justificar sua posição, o prefeito relembrou as eleições municipais de 2024, quando o PL disputou diretamente contra candidatos do MDB em várias cidades do estado.

“Não estarei com o MDB. Não posso ser incoerente. O Eduardo Botelho, que foi meu oponente em Cuiabá e fala mal de mim e do Bolsonaro, está no MDB”, afirmou.

Abilio também citou Rondonópolis, onde Cláudio Ferreira venceu Thiago Silva (MDB), Várzea Grande, onde Flávia Moretti derrotou Kalil Baracat (MDB), e Primavera do Leste, ao mencionar a disputa envolvendo o grupo político de Léo Bortolin (MDB).

Na sequência, voltou a criticar a tentativa de unificar adversários históricos no mesmo projeto político.

“Minha vice, que mudou de partido, critica o Bolsonaro e me critica, foi para o MDB. Brigamos na última eleição e continuamos oponentes. Agora querem colocar todo mundo no mesmo ônibus e fazer de conta que somos amiguinhos. Não dá não”, declarou o prefeito da capital.

Apesar da resistência de parte das lideranças estaduais, PL e MDB já estiveram juntos em Mato Grosso nas eleições de 2022, quando integraram a coligação que reelegeu o então governador Mauro Mendes.



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