Uma mulher procurou a Polícia Militar após sofrer novas ameaças e episódios de violência doméstica praticados pelo companheiro, na tarde desta terça-feira (21), no bairro Mathias Neves II, em Rondonópolis. Segundo a vítima, o homem chegou a juntar todas as roupas dela em uma colcha para expulsá-la da residência e deixou o local antes da chegada da equipe policial.
De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima mantém um relacionamento com o suspeito há cerca de nove anos e os dois têm dois filhos. Ela relatou que já havia sido agredida anteriormente, registrou a violência na delegacia e chegou a encerrar o relacionamento. No entanto, afirmou que voltou a morar com o companheiro por medo das ameaças e por receio de ficar desamparada junto com os filhos.
Ainda conforme o relato, desde que retornou à residência, passou a sofrer agressões psicológicas e físicas motivadas por ciúmes.
Na data dos fatos, a mulher saiu para comprar um carregador de celular e informou ao companheiro, por telefone, que estava fora de casa. A informação deu início a uma discussão, com o suspeito exigindo que ela retornasse imediatamente.
Já na residência, uma nova briga começou após o homem questionar o uso de um celular dele pela companheira. Em seguida, ele afirmou que o relacionamento havia chegado ao fim e determinou que a mulher deixasse o imóvel.
Como a vítima se recusou a sair, o suspeito a ameaçou dizendo: “Não vai sair não? Então espera para você ver”. Logo depois, reuniu as roupas da companheira em uma colcha para que ela levasse os pertences. Ao ser informada de que a Polícia Militar seria acionada, ele deixou o local em um caminhão-guincho, levando um dos filhos do casal, e ainda avisou que retornaria com um caminhão para retirar os objetos da vítima.
Os policiais realizaram buscas, porém o suspeito não foi localizado. A mulher foi encaminhada à 1ª Delegacia de Polícia Civil, onde registrou a ocorrência e solicitou as medidas legais cabíveis.
Segundo a PM, o homem possui passagens anteriores por lesão corporal e por dirigir sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A Polícia Civil investigará o caso.
