A Polícia Civil investiga se a morte do adolescente Maxwell Arnaldo Lima dos Santos, de 17 anos, está ligada a uma facção criminosa que teria decretado sua execução após um suposto furto de uma motocicleta. O corpo da vítima foi encontrado boiando nas águas do Rio Manito, em Marcelândia, no norte de Mato Grosso. Dois suspeitos acabaram presos durante as investigações.

Maxwell estava desaparecido desde o dia 28 de junho. Segundo a Polícia Civil, a última vez que ele foi visto com vida foi após visitar a casa da irmã, no bairro Vila Esperança. Testemunhas relataram que o adolescente deixou o local na companhia de dois homens que estavam em uma motocicleta sem placa.

As investigações apontam que o crime pode ter sido motivado por um suposto “tribunal do crime”. Conforme informações levantadas pelas forças de segurança, Maxwell vinha sofrendo ameaças de integrantes de uma facção criminosa após o desaparecimento de uma motocicleta que teria sido furtada recentemente.

Na terça-feira (30), equipes policiais localizaram a motocicleta que teria sido utilizada pelos suspeitos. Durante a abordagem, os investigados tentaram fugir e se esconderam em uma kitnet, mas acabaram cercados e presos.

Ainda conforme a polícia, um dos suspeitos tentou destruir o próprio telefone celular na tentativa de apagar possíveis provas relacionadas ao homicídio. O aparelho foi apreendido e deve passar por perícia.

Os dois presos, de 18 e 20 anos, foram encaminhados para a Delegacia de Polícia Civil, onde permanecem à disposição da Justiça. Eles são investigados por participação no assassinato.

O corpo de Maxwell foi localizado na tarde desta quarta-feira (1º), nas águas do Rio Manito. A Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer a dinâmica do crime, identificar a participação de outros envolvidos e confirmar a motivação do homicídio. Até o momento, a principal linha de investigação aponta para uma execução ligada à atuação de uma facção criminosa.





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