A cidade de Rondonópolis sediará etapa dos Jogos Estudantis Regionais de Seleções Mato-grossenses, com abertura neste sábado (25/04), às 19h, no Estádio Luthero Lopes. Com realização da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), em parceria com a Prefeitura de Rondonópolis, a competição tem 1.000 atletas confirmados.

A abertura dos jogos contará com a presença de autoridades estaduais e municipais, tendo atrativos como DJ e distribuição de pipoca e picolé. Ao todo, a etapa em Rondonópolis reunirá estudantes de dez municípios da região sul/sudeste do Estado, representando Alto Araguaia, Alto Garças, Alto Taquari, Itiquira, Jaciara, Juscimeira, Pedra Preta, Santo Antônio de  Leverger, São Pedro da Cipa, além de Rondonópolis.

Após a abertura, os jogos começam de fato no domingo (26), a partir das 7h da manhã, abrangendo as modalidades de handebol, no Ginásio Marechal Rondon; futsal, no Ginásio Marechal Rondon e na Escola Marechal Dutra; basquete, na Escola Silvestre; e voleibol, nas  escolas Pindorama e EEMOP. As disputas seguem até o dia 30 de abril.

Devido ao contingente de atletas recebidos, a competição terá alojamentos em 10 escolas estaduais de Rondonópolis e refeitório nas escolas Pindorama e Marechal Dutra, com café da manhã, almoço e jantar. O Município estará dando apoio através da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer e da Secretaria Municipal de Saúde.

Secretário adjunto de Esportes e Lazer, Reydner Souza: “Estamos muito felizes de sediar um evento dessa envergadura”. Foto – Marcos Miraglia

O secretário adjunto de Esportes e Lazer, Reydner Souza, observou que fazia 10 anos que Rondonópolis não recebia uma etapa dos Jogos Regionais. Ele explica que faltava apoio e respaldo do Município para voltar a sediar a competição – o que mudou com a entrada da nova gestão.

“Estamos muito felizes de sediar um evento dessa envergadura, com número expressivo de participantes, ajudando a fomentar não só a área esportiva, mas a economia do município também. O objetivo do prefeito Cláudio Ferreira é transformar Rondonópolis na capital do esporte em Mato Grosso”, reforçou.

Além de pais, amigos e comunidade escolar, todos os amantes do esporte estão convidados para prestigiar os jogos e torcer pelos atletas.



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Polícia Judiciária Civil, por intermédio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (DERF) de Rondonópolis, deflagrou na manhã desta sexta-feira (24/04/2026) a OPERAÇÃO CROMIA INVERSA, com o objetivo de cumprir três mandados de busca e apreensão em endereços residenciais, comerciais e rurais possivelmente vinculados a uma rede criminosa voltada ao desmonte, ocultação e adulteração de veículos, cavalos-tratores e semirreboques.

O procedimento investigatório teve início a partir de denúncias que apontavam a existência de locais utilizados para o armazenamento de veículos de carga pesada com sinais de irregularidade. A partir de diligências de campo e levantamentos de inteligência, as equipes da DERF reuniram elementos que indicam a prática dos crimes de receptação e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.

Com base nos indícios colhidos, a autoridade policial representou pelas medidas cautelares cabíveis, sendo os mandados expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias. As ordens judiciais estão sendo cumpridas simultaneamente em três pontos do município de Rondonópolis: um estabelecimento comercial do tipo lava-jato, localizado no bairro Vila Rica; uma propriedade rural às margens da BR-364; e uma residência no bairro João Moraes.

No contexto investigativo, a denominação “Cromia Inversa” faz referência a uma técnica identificada durante as apurações, caracterizada pela alteração proposital de cores, pinturas e padrões visuais dos veículos, com o intuito de dificultar a identificação e dissimular a procedência ilícita dos bens. Essa prática, associada a outras formas de adulteração, constitui estratégia recorrente para burlar a fiscalização e viabilizar a reinserção irregular dos veículos no mercado.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, foi constatado que alguns veículos apresentam indícios de possíveis adulterações, motivo pelo qual foi requisitada perícia técnica especializada, destinada à análise detalhada dos elementos identificadores e à comprovação material das irregularidades.

Segundo o Delegado de Polícia responsável pela investigação, Dr. Fabrício Garcia Henriques, a atuação técnica e integrada das equipes visa não apenas confirmar as adulterações, mas também identificar a origem dos veículos e possíveis conexões com outros envolvidos, fortalecendo a responsabilização criminal dos investigados.

A Polícia Civil destaca que as investigações prosseguem de forma contínua e reforça seu compromisso com o enfrentamento qualificado aos crimes patrimoniais, ressaltando a importância da participação da população por meio de denúncias, que têm sido fundamentais para o avanço das apurações.

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O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, se irritou durante coletiva nesta quinta-feira (23) ao ser questionado sobre a polêmica envolvendo o Samu, após o encerramento de contratos de dezenas de profissionais na região metropolitana.

O caso ganhou repercussão depois que o Governo do Estado anunciou a possibilidade de substituir o atendimento pelo Corpo de Bombeiros, modelo já adotado em cidades do interior. Dias depois, o discurso mudou e passou a defender atuação conjunta entre Samu e bombeiros, por meio de termo de cooperação.

Durante a entrevista, Pivetta reconheceu erro na forma como tratou o assunto inicialmente e afirmou que o serviço continua. Ele destacou que a proposta busca agilizar o socorro, priorizando quem estiver mais próximo da ocorrência. Segundo ele, a central direciona o atendimento conforme a disponibilidade das equipes.

Ao ser pressionado sobre os desligamentos, o governador reagiu de forma áspera e minimizou a situação. “Quem foi desligado? Está cheio de emprego aí, né? Eu quem demiti? Foi no meu tempo?”, disparou.

Na sequência, o secretário de Estado de Saúde, Juliano Mello, afirmou que não houve demissões, mas encerramento de contratos temporários com duração de dois anos. Ele informou que 38 profissionais deixaram as funções para ajustes de escala e garantiu que não houve prejuízo no atendimento.

Pivetta reforçou que o Samu segue em funcionamento com apoio dos bombeiros e afirmou que a integração deve reduzir o tempo de resposta nas ocorrências. O caso gerou forte repercussão e segue em debate, principalmente após a divulgação do vídeo da coletiva.

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Um faccionado morreu após troca de tiros com a Polícia Militar, na noite desta quinta-feira (23). Pablo Henrique, de 22 anos, Vulgo ‘Messi’, acabou morrendo na UPA após receber socorro médico, em Primavera do Leste (334 km de Cuiabá).

Conforme informações preliminares, a equipe recebeu denúncias de que um indivíduo ligado a facção criminosa estaria comercializando entorpecentes na região Centro-Leste. Durante patrulhamento tático, os militares localizaram um suspeito com as características repassadas.

Ao perceber a aproximação, o homem desobedeceu a ordem de parada e fugiu, entrando em uma residência. Segundo a PM, ele passou a efetuar disparos contra a equipe, que reagiu. Após o confronto, os policiais encontraram o suspeito baleado.

Os próprios militares prestaram socorro, mas o jovem não resistiu aos ferimentos. Durante a ocorrência, a equipe apreendeu um revólver calibre .38 e meio tablete de pasta base de cocaína.

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Nova legislação cria critérios nacionais para desmembramento de áreas entre municípios e abre caminho para revisão de limites em Mato Grosso; plebiscito será nos dois municípios afetados

Entrou em vigor a Lei Complementar 230/2026, que estabelece regras nacionais para o desmembramento de parte de um município para incorporação a outro. Sancionada sem vetos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada no Diário Oficial da União, a norma foi acompanhada de perto pelo deputado estadual OndanirBortolini, Nininho (Republicanos), que articulou com a deputada federal Gisela Simona a agilização da tramitação da proposta no Congresso Nacional.

A nova legislação define que qualquer alteração territorial dependerá de iniciativa da Assembleia Legislativa, elaboração de estudo de viabilidade e aprovação por plebiscito envolvendo os eleitores dos municípios afetados. O texto também proíbe, de forma expressa, a criação de novos municípios a partir desses desmembramentos.

A lei estabelece um prazo de 15 anos para que os processos de desmembramento sejam realizados. Também determina a suspensão dessas iniciativas no período que antecede o Censo Demográfico de 2030, com retomada após a divulgação dos resultados oficiais.

Outro ponto central é a exigência de aprovação do pedido de plebiscito com antecedência mínima de 90 dias. Para 2026, excepcionalmente, o prazo foi reduzido para 60 dias, com o objetivo de viabilizar consultas ainda neste ano.

Além disso, a norma mantém a possibilidade de atualização de limites intermunicipais mesmo durante a tramitação dos processos de desmembramento, o que permite aos estados avançar em revisões administrativas sem interrupções.

IMPACTOS 

A regulamentação era considerada necessária para dar segurança jurídica a disputas territoriais que, em muitos casos, se arrastam por anos. A indefinição de limites afeta diretamente a arrecadação municipal e a prestação de serviços públicos, especialmente em regiões produtivas.

Segundo Nininho, que é presidente da Comissão de Revisão Territorial de Municípios e Cidades da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), a nova lei corrige uma lacuna. “Esse projeto era indispensável para dar segurança jurídica a um trabalho que Mato Grosso já iniciou. Sem essa regulamentação, os processos ficavam travados ou sujeitos a disputas judiciais intermináveis”, afirma.

O deputado também destaca os reflexos práticos da medida. “Estamos tratando de áreas onde a população, muitas vezes, já tem vínculo com outro município, mas permanece em uma divisão administrativa que não reflete a realidade. Isso gera prejuízos concretos”, diz Nininho.

RESSALVAS

No entanto, apesar de reconhecer o avanço da legislação, Nininho faz ressalvas quanto ao modelo de consulta popular previsto no texto. A lei determina que o plebiscito envolva os eleitores dos dois municípios impactados, o que, na avaliação do parlamentar, pode distorcer o resultado.

Para o parlamentar, o ideal seria restringir a votação à população diretamente afetada. “O plebiscito deveria abranger apenas os moradores da área a ser desmembrada, que são os mais interessados no processo e que vivenciam essa realidade no dia a dia”, argumenta Nininho.

A lei também estabelece que mudanças nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios e de outras transferências só ocorrerão após o encerramento do exercício financeiro seguinte à definição dos novos limites territoriais.

“A nossa expectativa é de que a regulamentação destrave processos paralisados e permita uma reorganização mais precisa das divisas municipais, especialmente em estados como Mato Grosso, onde há histórico de conflitos territoriais e áreas com vínculos administrativos indefinidos”, completa o deputado Nininho.



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Uma mulher de 49 anos matou um homem de 48 anos após arremessar capacetes contra a cabeça da vítima durante uma discussão em um bar, em Cocalinho, e toda a ação acabou registrada por câmera de segurança do local. A Polícia Civil concluiu o inquérito e indiciou a suspeita por lesão corporal dolosa seguida de morte.

Conforme informações, o crime aconteceu no dia 6 de dezembro de 2025, por volta das 14h50, no bairro Alto Cocalinho. Durante um desentendimento considerado banal, a mulher pegou dois capacetes e lançou contra Aldonir Ribeiro da Luz, atingindo diretamente a cabeça dele. O proprietário do bar interveio e expulsou a agressora após o ataque.

As imagens da câmera de segurança, com cerca de 39 segundos, mostram toda a dinâmica da agressão e circularam nas redes sociais, gerando forte repercussão na cidade.

Após o ataque, Aldonir passou a apresentar piora progressiva no estado de saúde, compatível com os traumas sofridos. Meses depois, familiares o encontraram inconsciente e o encaminharam para atendimento médico.

Exames confirmaram lesões graves na região da cabeça. A vítima passou pelo Hospital Municipal de Cocalinho, seguiu para o Hospital Regional de Água Boa e depois ao Hospital Metropolitano de Várzea Grande, mas não resistiu e morreu no dia 28 de fevereiro de 2026.

A investigação reuniu imagens do bar, depoimentos de testemunhas, laudos médicos e o exame de necrópsia realizado pela Politec, que confirmou o nexo direto entre as agressões e a morte.

Conforme o delegado Carlos Alberto Silva, responsável pelo caso, não há indicativo de outra causa para o óbito. Ao final, a Polícia Civil indiciou a mulher pelo crime de lesão corporal dolosa seguida de morte, com pena prevista de 4 a 12 anos de reclusão. O inquérito seguiu para o Poder Judiciário e Ministério Público.

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Excesso de energia solar de casas em MT sobrecarrega rede, que pode ter apagões

A instalação de placas solares em residências, pequenos comércios e fazendas por todo o país —muitas vezes sem a permissão de órgãos reguladores— tem testado os limites das redes de distribuição de energia. Em alguns estados, essa saturação já inviabiliza a conexão de novos usuários de painéis solares à rede elétrica.

Conforme informações obtidas pela Folha, o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) já identificou casos de rejeições de ligações em redes de Mato Grosso, com reflexos no Acre e em Rondônia, que passam por situação de esgotamento. A reportagem apurou com pessoas do setor que Mato Grosso do Sul caminha para o mesmo problema.

O motivo de barrar essas novas ligações ou ampliações é simples: as redes não foram projetadas para suportar todo esse volume de carga ao mesmo tempo e, agora, precisarão se adequar à nova realidade.

Em comunicado à Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), o ONS sinalizou que, enquanto as condições das redes atuais não mudarem, ou seja, enquanto não tiverem mais capacidade de receber e distribuir energia, novas conexões de geração solar ficarão inviabilizadas, seja para novos usuários, seja para ampliações.

Os casos analisados envolvem diversos portes de consumidores que produzem a própria energia e que são conhecidos no setor elétrico como MMGD (micro e minigeração distribuída). Nesse perfil, estão desde residências com painéis solares no telhado, que são a maioria, até pequenos comércios e propriedades rurais que produzem energia fotovoltaica.

Em comum está o fato de todos estarem conectados à rede de distribuição geral de energia, que recebe a produção de diferentes fontes, incluindo a solar.

As limitações da rede elétrica ocorrem porque a infraestrutura atual não foi projetada para suportar o crescimento desse grupo de consumidores. Como muitos passaram a produzir mais do que precisam em determinados momentos do dia, o excedente é enviado para a rede elétrica e convertido em créditos que podem ser usados por eles posteriormente.

Ocorre que, quando vários produtores fazem isso ao mesmo tempo, a rede local acaba recebendo mais energia do que foi projetada para suportar. Por isso, novos pedidos de conexões passaram a ser negados em algumas regiões, até que a estrutura seja ampliada.

Em 2025, o Brasil ultrapassou a marca de 60 GW (gigawatts) de potência em operação no setor de energia solar, segundo dados da Aneel. O número considera a soma dos pequenos e médios geradores (42,05 GW) e das grandes usinas solares, responsáveis por 17,95 GW. Atualmente, a energia solar já é responsável por mais de 23% de participação na matriz elétrica nacional, sendo a segunda maior fonte, atrás apenas das usinas hídricas, que detêm 43,3% do volume total. Em regiões com estresse nas redes, pequenos consumidores residenciais têm conseguido fazer suas conexões, mas, dependendo do tamanho da produção, estão sendo barrados.

A informação foi confirmada à Folha pelo operador. “O ONS avalia que a situação em Mato Grosso, com repercussões operativas para Acre e Rondônia, reflete uma restrição estrutural do sistema. Houve forte crescimento da geração na região, especialmente da micro e minigeração distribuída, e a operação precisa respeitar limites técnicos para preservar a segurança do Sistema Interligado Nacional”, declarou.

“No caso de Mato Grosso, esse limite é necessário para evitar risco de instabilidade e desligamentos de grande porte em contingências severas na rede de transmissão.”

O operador informou à Câmara Setorial Temática da Energia Elétrica em Mato Grosso que, “enquanto persistirem as condições técnicas, novas conexões de centrais geradoras não serão viáveis na região”.

Mato Grosso já soma mais de 2,8 GW instalados e pode ultrapassar 3,5 GW até 2030, volume que supera a demanda máxima prevista para o estado. Esse tipo de situação tem provocado mudanças no perfil de consumo, com redução da carga durante a manhã e excedente que chega a ultrapassar 900 MW (megawatts) por volta das 12h, segundo o operador.

A Aneel também orientou as distribuidoras a fazer um pente-fino nas instalações de geração distribuída já conectadas, para identificar casos que podem estar produzindo mais energia do que a autorizada pelo órgão de fiscalização.

Há casos de um pequeno gerador da CPFL Energia, por exemplo, que tinha autorização para injetar até 75 kW (quilowatts) na rede, um volume de energia que costuma ser gerado por comércios ou fazendas, ou seja, é uma produção superior à média de uma casa simples. Acontece que esse consumidor passou a registrar, de uma hora para outra, volumes frequentes superiores a 140 kW, praticamente o dobro do que tinha autorização.

“Essa discrepância comprova a existência no local de uma central geradora com potência instalada superior ao montante autorizado pela distribuidora”, diz a Aneel.

Para a Aneel e o ONS, as análises mostram que consumidores de todos os perfis têm ampliado a quantidade de painéis e equipamentos após a aprovação do projeto inicial, sem comunicar formalmente a distribuidora. A intenção inicial pode até ser a de garantir mais produção para consumo próprio, mas o fato de estarem plugados na rede acaba gerando instabilidade generalizada.

Além do risco operacional, a Aneel avalia que essas situações podem levar a “subsídios cruzados indesejados”, quando consumidores acabam se beneficiando de vantagens regulatórias destinadas a sistemas menores, enquanto operam com capacidade maior.

Na prática, a agência se refere ao fato de que consumidores que tenham painéis com capacidade superior à autorizada podem se beneficiar de descontos em conta de luz de forma indevida, transferindo parte dos custos da rede para os demais consumidores. Isso acontece porque a rede tem custos fixos, que não desaparecem. Por isso, parte dessa conta acaba sendo redistribuída, fazendo com que os demais consumidores paguem pela infraestrutura que continua a ser utilizada.

Alterações das normas do setor devem ser anunciadas em breve a respeito do assunto, mexendo com as regras de conexão e operação da geração distribuída.

À Folha a Aneel declarou que “tem trabalhado em várias frentes”, como mudanças regulatórias e medidas para “evitar conexões clandestinas ou desautorizadas nas redes”.

“A Aneel está estudando e colocando em discussão com a sociedade medidas de modernização das tarifas de energia com a possibilidade de inclusão de sinais horários e locacionais de forma a alocar aos consumidores e usuários do sistema, de forma mais precisa, o custo que causam ao sistema”, afirmou a agência.

Bárbara Rubim, vice-presidente de geração distribuída da Absolar (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica), disse que, de fato, há diversos pontos de atenção sobre as redes que precisam ser sanados, mas que o governo também precisa adotar medidas para estimular o armazenamento de energia.

“Não falo só do armazenamento centralizado por meio do leilão, que é muito esperado para o segundo semestre, mas também do armazenamento distribuído para ajudar a solucionar uma sobrecarga das redes de distribuição de pequenos usuários”, afirmou Rubim.

Segundo a especialista, as distribuidoras têm feito fiscalização por drone e usado inteligência artificial para entender o que seria a geração esperada do sistema versus o que está sendo efetivamente entregue.

“Há inúmeros relatos de consumidores que têm sido autuados pelas distribuidoras em um contexto de uma expansão irregular. A Absolar, obviamente, é favorável ao cumprimento das normas, mas isso é minoria num universo de mais de 7 milhões de consumidores gerando a própria energia”, comentou Rubim.

“É um pouco frustrante para o setor perceber que a agência, as distribuidoras e os órgãos setoriais parecem mais vocais para trazer à luz uma eventual irregularidade pontual do setor do que para cumprir as suas próprias obrigações legais”, criticou ela, mencionando as lacunas regulatórias que há anos afetam o segmento.



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A Polícia Civil prendeu em flagrante um homem de 27 anos por furto durante o repouso noturno, nesta quarta-feira (22), após invadir uma residência no bairro Sagrada Família, em Rondonópolis, levar diversos bens e acabar localizado pelas equipes da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (DERF).

Segundo as informações, a vítima procurou a unidade policial logo após perceber que o imóvel havia sido invadido durante a madrugada, com o portão arrombado. O criminoso levou dois televisores, um aparelho celular, um veículo VW/Fox e até um filhote de cachorro da raça Shih Tzu.

Diante do caso, os investigadores iniciaram diligências imediatas e cruzaram informações com outros furtos registrados na cidade com o mesmo padrão. A análise de dados e imagens levou até a identificação do suspeito. Paralelamente, a Polícia Militar localizou o veículo furtado no bairro Nossa Senhora do Amparo.

Vídeo do furto:

Na sequência, as equipes da Polícia Civil seguiram até a residência do investigado, onde realizaram cerco após ele tentar fugir. No local, os policiais recuperaram os objetos furtados, incluindo os televisores, o animal de estimação e a chave do carro.

O suspeito seguiu conduzido até a delegacia e permaneceu à disposição da Justiça. O delegado Fábio Nahas destacou que a rápida resposta demonstra a eficiência da atuação integrada no combate aos crimes patrimoniais na cidade.



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O senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) manifestou apoio ao ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), durante a abertura da feira agropecuária Norte Show, em Sinop (MT).

O parlamentar criticou o que chamou de “ativismo judicial” após Zema, que também deverá disputar o cargo de chefe do Executivo em outubro, se tornar alvo de um pedido de investigação no Supremo Tribunal Federal.

A manifestação ocorre após o ministro Gilmar Mendes solicitar a inclusão de Zema no Inquérito das Fake News. O pedido foi motivado pela publicação de um vídeo nas redes sociais onde fantoches representavam diálogos entre ministros da Corte, o que foi considerado ofensivo à honra do tribunal.

Durante o evento, Flávio Bolsonaro afirmou que o ex-governador mineiro é vítima de militância no Judiciário. O senador utilizou o espaço para reforçar sua solidariedade ao aliado, classificando a atual postura das instâncias superiores como lamentável para o cenário político brasileiro.

— Bom, em primeiro lugar, minha solidariedade aqui ao Romeu Zema, que é mais uma vítima dessa militância que existe no Judiciário, esse ativismo judicial, que é muito lamentável — declarou.

Além do apoio político, o senador aproveitou a agenda no Mato Grosso para apresentar pré-candidatos do seu partido no estado. Estiveram presentes o senador Wellington Fagundes e o deputado federal José Medeiros, apontados por ele como representantes legítimos do grupo político na região.

No encerramento de sua participação, Flávio também tratou de pautas econômicas de interesse do agronegócio local. Ele prometeu empenho para destravar as obras da Ferrogrão, alegando que entraves ambientais e a insegurança jurídica impedem a conclusão da ferrovia que liga Sinop ao Pará.



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As equipes de uma megaoperação nacional estão em campo para promover a desintrusão completa da Terra Indígena Sararé, em Mato Grosso. O mapeamento das incursões na terceira semana de trabalho conjunto, coordenado pela Casa Civil, aponta para um forte combate à atividade ilegal de garimpo dentro do território indígena, impondo prejuízo de R$ 16,4 milhões. Com o somatório das três semanas de atuação das equipes, o prejuízo ultrapassa R$ 42 milhões.

De acordo com dados do governo, foram realizadas 144 ações entre os dias 4 e 11 de abril, resultando na inutilização de duas máquinas de grande porte essenciais ao garimpo ilegal: escavadeiras hidráulicas, conhecidas como pás carregadeiras, orçadas em R$ 1 milhão cada.

No mesmo período, os agentes inutilizaram 4.950 litros de óleo diesel, 42 acampamentos, 102 motores, 36 geradores, 150 litros de gasolina, 14.000 litros de diesel, 17 maquinários leves, 490 metros de mangueiras de sucção e 40 quilos de explosivos.

O coordenador da megaoperação, Nilton Tubino, apresentou dados que demonstram o desempenho desde o início da operação, em 24 de março. “Em mais de 20 dias de operação, inutilizamos mais de 290 motores, mais de 125 geradores e 14 pás carregadeiras”, elencou. Ele informou que a operação não tem data estipulada para ser finalizada: “O objetivo é retirar toda a atividade garimpeira ilegal para devolver o território ao povo originário que tem seu usufruto”.

A Terra Indígena Sararé abriga cerca de 201 indígenas do povo Nambikwara, distribuídos em sete aldeias, e se estende por áreas dos municípios de Conquista D’Oeste, Nova Lacerda e Vila Bela da Santíssima Trindade. Do total de 67 mil hectares do território, aproximadamente 4.200 hectares já foram impactados pelo garimpo ilegal, segundo dados do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), órgão vinculado ao Ministério da Defesa.

A megaoperação do Governo do Brasil é promovida com a integração do trabalho do Ministério dos Povos Indígenas, da Funai, do Ministério da Defesa, da Abin, da AGU, do Ibama, da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal, da Força Nacional, entre outros órgãos.

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