Uma atuação integrada do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de Mato Grosso (Cira-MT) resultou no bloqueio judicial de aproximadamente R$ 197 milhões em bens pertencentes a um grupo econômico investigado por fraude fiscal e ocultação patrimonial no setor de combustíveis. A medida foi concedida na última semana pela Vara Especializada de Execução Fiscal Estadual de Cuiabá, atendendo a pedido do Estado de Mato Grosso.

A decisão judicial alcança bens de empresas e pessoas físicas vinculadas ao grupo investigado, até o limite do valor correspondente a créditos tributários decorrentes de débitos de ICMS. O objetivo é assegurar a efetividade da cobrança e impedir a dissipação do patrimônio durante o andamento das investigações e da execução fiscal.

O bloqueio teve como base um Relatório de Inteligência elaborado pela Coordenadoria de Inteligência da Procuradoria-Geral do Estado (PGE-MT), em cooperação com a Polícia Judiciária Civil e demais órgãos integrantes do Cira-MT. O documento apontou indícios da existência de um grupo econômico estruturado para ocultar patrimônio e dificultar a atuação do Fisco estadual.

Segundo as investigações conduzidas pela Delegacia Especializada em Crimes Fazendários (Defaz), o grupo utilizava uma estrutura societária complexa e pulverizada, composta por mais de 200 empresas registradas em CNPJs distintos, com o propósito de dispersar ativos, dificultar a identificação dos verdadeiros controladores e inviabilizar a responsabilização tributária.

Entre as determinações impostas pela decisão judicial estão a indisponibilidade de bens de pessoas físicas e jurídicas ligadas ao grupo econômico, o bloqueio de direitos creditórios e de hipotecas, a comunicação a cartórios de registro de imóveis, juntas comerciais e órgãos reguladores para impedir a transferência de patrimônio, além de restrições sobre veículos, aeronaves e outros ativos registrados.

Para o delegado titular da Defaz, Walter de Melo Fonseca Júnior, o caso evidencia a sofisticação das estruturas utilizadas para a prática de crimes tributários. “Esse caso demonstra como estruturas empresariais complexas podem ser utilizadas para ocultação patrimonial e dificultar a responsabilização fiscal. A atuação integrada entre inteligência fiscal, investigação policial e atuação jurídica foi fundamental para identificar essa engrenagem societária e enfrentar a fraude estruturada”, afirmou.

O procurador Wilmer Cysne Prado Vasconcelos Neto, coordenador de Inteligência da PGE-MT, destacou que a decisão fortalece a recuperação de ativos e a proteção do patrimônio público. “A medida representa um passo importante para assegurar a efetividade da cobrança de créditos tributários e demonstra a relevância do trabalho de inteligência e da atuação coordenada dos órgãos que compõem o Cira-MT”, ressaltou.

Já o promotor de Justiça Washington Eduardo Borrere, integrante do Comitê, enfatizou que o bloqueio judicial é essencial para preservar o resultado útil das investigações. “A indisponibilidade de bens garante que o patrimônio identificado permaneça vinculado à possível reparação do dano causado aos cofres públicos, reforçando a capacidade de resposta do Estado frente a práticas sofisticadas de evasão fiscal”, afirmou.

O Comitê é composto por representantes do Ministério Público do Estado (MPMT), Procuradoria-Geral do Estado (PGE-MT), Controladoria-Geral do Estado (CGE), Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp/Polícia Civil – Defaz) e Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), atuando de forma coordenada na repressão a fraudes fiscais e na recuperação de ativos em favor do Estado.



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O vereador Ibrahim Zaher (MDB), na manhã desta terça-feira (10.03) comunicou ao Governo Municipal, que após um ano e dois meses deixa a função de líder do governo na Câmara Municipal de Rondonópolis. Na oportunidade, Zaher agradeceu ao prefeito a confiança e o apoio neste período que esteve à frente da liderança.
Segundo Ibrahim, o momento agora é de dedicação total ao seu mandato como vereador, e destaca que continuará à disposição para apoiar a gestão nas questões que beneficiem a população e a cidade de Rondonópolis. “ Ao longo desse período como líder pude fazer o elo entre executivo e legislativo, agradeço ao prefeito pela confiança e seguiremos na Câmara apoiando as pautas importantes para nossa cidade e população”, disse.
Ibrahim Zaher também é primeiro secretário da Câmara de Vereadores e segue no posto até o final deste ano.



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A Polícia Federal (PF) prendeu, na manhã desta terça-feira (10), uma mulher de 33 anos suspeita de abusar sexualmente das próprias filhas e de compartilhar mídias contendo cenas dos abusos em aplicativos de mensagens e na Dark Web.

A ação, batizada de Operação Guardiões, investiga os crimes de estupro de vulnerável e de produção, armazenamento e compartilhamento de mídias contendo cenas de abuso sexual infantil na internet.

Investigadores da Delegacia de Polícia Federal em Nova Iguaçu (DPF/NIG) cumpriram um mandado de prisão preventiva e dois de busca e apreensão em Duque de Caxias (RJ), município localizado na Baixada Fluminense.

O celular da investigada foi apreendido e será submetido à perícia técnica criminal.

As vítimas, duas crianças, de 4 e 9 anos de idade, foram identificadas e encaminhadas para acompanhamento junto ao Conselho Tutelar.

As investigações tiveram início em 2025, após levantamentos de dados e informações de inteligência identificarem a publicação de arquivos contendo cenas de abuso sexual infantil em fóruns da Dark Web.

Segundo a PF, também há indícios de que a investigada compartilhava os vídeos produzidos por meio de aplicativos de mensagens.

A mulher foi presa e responderá pelo crime de estupro de vulnerável, além dos crimes de produção, armazenamento e compartilhamento de mídias contendo cenas de abuso sexual infantil.

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O senador Wellington Fagundes (PL-MT) está entre os 35 parlamentares que assinaram o pedido de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado para investigar a conduta dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli e Alexandre de Moraes em processos relacionados ao Banco Master. A iniciativa foi protocolada pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE).

O número de assinaturas supera o mínimo de 27 exigido pelo regimento interno do Senado para a criação de uma CPI, o que permite o avanço formal do pedido.

O requerimento recebeu apoio de senadores de diversos partidos, entre eles PL, PP, Republicanos, PSD, PSDB, União Brasil, Podemos, Novo, MDB e PSB, demonstrando que o tema mobiliza parlamentares de diferentes correntes políticas.

Para o pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes, a criação da CPI é um instrumento legítimo do Parlamento e necessário para garantir transparência e confiança nas instituições.
“Em uma democracia séria, transparência não é favor. É obrigação. Quando surgem dúvidas que envolvem autoridades e interesses econômicos importantes, o Senado não pode se omitir”, afirmou.

Fagundes ressaltou que a investigação parlamentar não representa condenação antecipada, mas sim um mecanismo constitucional para esclarecer fatos.
“Quero deixar claro: CPI não é condenar ninguém. CPI é esclarecer os fatos. Nosso dever é investigar, ouvir todos os lados e dar uma resposta clara para a sociedade”, disse.

O senador também apontou que existem indícios de conexão entre diferentes frentes do caso envolvendo o sistema financeiro. “Um aspecto já está provado: está entrelaçada a questão do consignado, a questão da Previdência e também todo o escândalo financeiro. Isso está claro”, declarou.

Com o requerimento protocolado, o próximo passo para a instalação da CPI é a leitura do pedido em plenário pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Após essa etapa, os líderes partidários deverão indicar os senadores que irão compor a comissão, que ficará responsável por conduzir as investigações, convocar depoentes e analisar documentos relacionados ao caso.

“Como líder do Bloco Vanguarda, tenho a competência e a responsabilidade de fazer indicações dos membros que vão participar desta CPI. Claro que estarei junto para investigar essa safadeza”, afirmou Fagundes.



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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), participou, em abril de 2024, de uma degustação do famoso uísque Macallan, em Londres, ao lado do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e de figuras como o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues. O encontro ocorreu no George Club, um clube privado localizado em uma das áreas mais caras da capital britânica.

A reunião teve duração aproximada de duas horas e reuniu autoridades brasileiras que estavam na cidade para o 1° Fórum Jurídico – Brasil de Ideias, realizado entre 24 e 26 de abril de 2024 com patrocínio do Banco Master. Durante a experiência, os convidados participaram de uma degustação do uísque escocês Macallan e tiveram acesso a charutos oferecidos no local.

De acordo com documentos da organização do evento encaminhados pela Polícia Federal à CPMI do INSS, a degustação custou 640,8 mil dólares, valor equivalente a cerca de R$ 3,2 milhões na cotação da época. O montante incluiu a experiência com o uísque, além de serviços gastronômicos e de entretenimento oferecidos no clube.

Cerca de 40 pessoas participaram do encontro. Entre os presentes estavam Alexandre de Moraes; o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues; os ministros do STF Dias Toffoli e do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Benedito Gonçalves; o procurador-geral da República Paulo Gonet; o então ministro da Justiça Ricardo Lewandowski; além do próprio Daniel Vorcaro.

Em mensagens enviadas à então namorada, Martha Graeff, Vorcaro comentou o evento destacando a presença de autoridades.

– Todos os ministros do Brasil, do STF, STJ etc. E euzinho discursando – escreveu o empresário.

Ao final da degustação, os convidados receberam uma garrafa de uísque Macallan como presente. Dependendo da edição e do tempo de envelhecimento, os preços da bebida variam bastante: versões mais comuns custam cerca de R$ 1 mil, enquanto exemplares raros podem ultrapassar 100 mil dólares (R$ 517 mil na cotação atual).

O encontro foi citado posteriormente na sessão reservada do STF realizada no dia 12 de fevereiro deste ano, quando ministros discutiam a permanência de Dias Toffoli como relator de investigações relacionadas ao Banco Master.

Na ocasião, Moraes afirmou que integrantes da Corte e o chefe da PF estiveram no evento em Londres e que a participação não representaria impedimento para atuação deles.

– Nesse encontro [em Londres], vários estávamos lá. Eu estava lá. Andrei Rodrigues estava lá. Depois fomos todos juntos a um pub, tomamos Macallan [o uísque escocês] – disse Moraes no STF.

Documentos enviados à CPMI indicam que a série de eventos organizados em Londres entre 24 e 26 de abril de 2024 teve custo total de 6 milhões de dólares (R$ 31 milhões). A programação incluiu hospedagem no hotel de luxo The Peninsula, jantares e encontros privados em clubes da cidade, apresentações musicais e atividades de hospitalidade para cerca de 60 a 70 convidados.



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Um bombeiro militar da reserva acabou preso após ameaçar a companheira e incendiar a própria residência na tarde de domingo (8), em Ceilândia, no Distrito Federal. A Polícia Militar atendeu a ocorrência depois que a mulher conseguiu fugir da casa e pedir ajuda a vizinhos.

De acordo com informações da polícia, durante uma discussão o homem passou a ameaçar a vítima utilizando uma arma de choque. Diante da situação, a mulher saiu do imóvel para se proteger e buscou auxílio nas casas próximas.

Após a saída da companheira, o suspeito ateou fogo na residência. Equipes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros foram acionadas para controlar a situação. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o homem em aparente surto, sendo retirado do local e carregado por socorristas em uma maca.

O suspeito recebeu voz de prisão e seguiu encaminhado para a 15ª Delegacia de Polícia, onde o caso recebeu registro e permanece sob investigação.

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A Polícia Militar realizou a detenção de um motociclista por direção perigosa, desobediência e condução sem habilitação na noite desta segunda-feira (9), às 23h37, no bairro Ana Carla, em Rondonópolis.

Durante rondas pela avenida Beija-Flor, na região da Vila Olinda, os policiais visualizaram o suspeito realizando manobras perigosas com uma motocicleta Honda CG 125 verde, placa JZI-7825. Ao perceber a presença da viatura, o condutor recebeu ordem de parada com sinais sonoros e luminosos, porém ignorou a determinação e iniciou fuga em alta velocidade.

Na tentativa de escapar da abordagem, o motociclista passou pelos bairros Pedra 90, Parque Universitário e Ana Carla, desrespeitando a sinalização de trânsito e colocando pedestres e outros motoristas em risco. Diante da situação, a equipe iniciou acompanhamento e organizou um cerco para conter o suspeito.

Já na rua A-12, no bairro Ana Carla, o condutor perdeu o controle da motocicleta e caiu ao solo. Os policiais realizaram a abordagem e, durante checagem, constataram que o homem não possui CNH. Além disso, a motocicleta apresentava documentação atrasada.

A PM encaminhou a moto ao pátio. De acordo com o boletim de ocorrência, o indivíduo sofreu pequenas escoriações no rosto em razão da queda e seguiu encaminhado para a 1ª Delegacia de Polícia Civil, onde ficou à disposição da autoridade policial. Até o momento, não há registro de passagens criminais anteriores.



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O motorista de uma carreta saiu ileso após colidir na traseira de outra carreta, na manhã nesta terça-feira (10), às 04h39, no km 111 da BR-163, em Rondonópolis-MT.

De acordo com informações, a Nova Rota do Oeste recebeu o chamado na manhã nesta terça-feira (10), às 04h39, após uma colisão traseira entre duas carretas.

O resgate da Nova Rota foi acionado para atendimento dos envolvidos, mas os condutores não se feriram e recusaram o encaminhamento médico.

Conforme uma testemunha, o motorista relatou que cochilou na direção e por isso causou o acidente.

A pista ficou bloqueada para os atendimentos e realização dos procedimentos de reposicionamento dos veículos pelo guincho da Concessionária. As equipes concluíram a operação e o tráfego liberado às 05h44. No entanto, ainda pela manhã motoristas relataram um grande congestionamento no local.



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A unidade da RACON em Rondonópolis conquistou destaque nacional e passou a integrar o grupo das 10 maiores operações do Brasil em volume de produção de consórcios. O resultado representa um feito expressivo alcançado em menos de um ano de atuação na cidade.

Comandada por Marcelo, profissional com forte credibilidade no mercado local, a unidade construiu rapidamente uma base sólida de clientes e consolidou a marca na região. A combinação de um produto estruturado, planejamento financeiro inteligente e atendimento próximo da população impulsionou o crescimento da operação.

O reconhecimento ocorreu durante o congresso nacional da empresa realizado em Trancoso, na Bahia, evento que reuniu representantes de diversas unidades do país para troca de experiências, alinhamento de estratégias e apresentação dos resultados alcançados.

“Só temos a agradecer à população de Rondonópolis pela confiança, aos nossos colaboradores, parceiros e clientes que acreditam no nosso trabalho. Também agradecemos às nossas famílias e a Deus, que sempre nos guia nessa caminhada”, afirmou Marcelo.

A conquista reforça o posicionamento da RACON Rondonópolis como uma das unidades mais produtivas do país, ampliando as oportunidades para quem busca planejamento financeiro seguro e estratégico por meio do consórcio.



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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou nesta terça-feira (10.3) a Operação Arpão, para cumprimento de ordens judiciais com foco na desarticulação da atuação de um grupo criminoso investigado por lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio ligado a uma facção criminosa.

Na operação, são cumpridas ordens judiciais decretadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias de Cuiabá, dentre elas, 18 mandados de busca e apreensão, medidas cautelares diversas de prisão e sequestros de imóveis e veículos de alto padrão, utilizados pelo grupo criminoso.

Entre os alvos está um faccionado apontado como operador financeiro da facção criminosa, diretamente ligado ao criminoso, S.L.Q.A., o “Dandão”, uma das lideranças do grupo no estado.  

As investigações, conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Cuiabá, identificaram estratégias típicas de lavagem de dinheiro, como registro de bens em nome de terceiros, movimentações financeiras fracionadas e uso de pessoas interpostas para ocultar a origem ilícita dos recursos.

A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.

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Mecanismos de lavagem

O principal alvo da operação, W.A.F., conhecido como “Tubarão”, possui vínculo familiar com o líder da facção criminosa, Dandão, e atuava no gerenciamento e ocultação de recursos provenientes de atividades ilícitas.

As investigações apontam que o investigado utilizava mecanismos especializados para a lavagem do dinheiro, uma delas, o uso de familiares e pessoas próximas como “laranjas” para registrar bens e movimentar valores com o objetivo de dissimular a origem criminosa do patrimônio, com o objetivo de ocultar quem era o verdadeiro proprietário.

Esposas, parentes e pessoas do círculo do grupo aparecem como donos formais de veículos e imóveis de luxo, porém na prática os bens eram usados e controlados pelos investigados, dificultando a vinculação direta do patrimônio ao criminoso. 

A compra de bens de alto valor era outra estratégia utilizada para transformar o dinheiro ilícito em bens aparentemente legais, como imóveis e veículos de alto padrão avaliados em mais de R$ 500 mil. A investigação aponta que o patrimônio adquirido era incompatível com a renda declarada pelos investigados, reforçando a suspeita de lavagem de capitais. 

Também foram identificadas movimentações financeiras atípicas, como movimentações fracionadas, depósitos em espécie e pagamentos de alto valor em curto período, o que reforça os indícios de ocultação e dissimulação de patrimônio.

Medidas cautelares e sequestro de bens

Com base nos elementos apurados, o delegado Antenor Junior Pimentel Marcondes, representou pelas ordens judiciais contra os investigados, com o objetivo de impedir a dissipação do patrimônio suspeito e garantir eventual ressarcimento ao Estado. 

“O foco da operação é aprofundar a apuração sobre a origem dos recursos e comprovar os crimes antecedentes que teriam gerado os valores utilizados na aquisição dos bens”, explicou o delegado. 

O cumprimento das ordens judiciais também tem como objetivo a  apreenção de documentos, celulares, computadores e registros financeiros, que poderão auxiliar no mapeamento completo da estrutura financeira do grupo criminoso.

Arpão

O nome da operação faz referência ao  instrumento formado por um ferro em feitio de seta que se fixa a um cabo, utilizado para fisgar grandes peixes, cetáceos e na caça às baleias, em alusão direta a desarticulação da atuação do faccionado “Tubarão”  principal alvo da operação. 

Apoios

O cumprimento das ordens judiciais conta com apoio de equipes da Diretoria de Atividades Especiais: Delegacia Especializada de Meio Ambiente (Dema), Delegacia Especializada em Crimes Fazendários (Defaz), Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor).

Diretoria Metropolitana: Regional de Cuiabá – Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá, Delegacia Especializada de Estelionato, Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos (DERFVA), 2ª Delegacia de Polícia e Delegacia de Santo Antônio de Leverger.

Regional de Várzea Grande: Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) Várzea Grande, Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Criança e Idoso (DEDMCI-VG) e Delegacia Especializada em Delitos de Trânsito (Deletran).



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