Durante o debate da TV Globo nesta terça-feira (29), Tarcísio de Freitas (Republicanos) precisou explicar a Fernando Haddad (PT) a diferença entre déficit orçamentário e déficit primário ao discutir a situação fiscal de São Paulo e do governo federal. O governador também questionou os gastos da União e citou a passagem de Haddad pelo Ministério da Fazenda no governo Lula.
A discussão começou após Haddad afirmar que São Paulo teria transformado um superávit em déficit e reduzido o caixa estadual de R$ 22 bilhões para R$ 5 bilhões. O petista citou dados atribuídos à Secretaria da Fazenda do próprio Estado e questionou as críticas feitas por Tarcísio à situação fiscal do governo federal.
Tarcísio então perguntou a Haddad a qual tipo de déficit ele se referia.
– Nosso PIB saiu de 3,13 pra 3,6, 3 pra 3,5 e pouco. Outra coisa, que déficit é esse que você tá falando? – questionou o governador. Haddad respondeu que se tratava do déficit orçamentário.
Na sequência, Tarcísio diferenciou os conceitos e afirmou que São Paulo registra resultado primário positivo.
– Exatamente, orçamentário. A gente não está falando de déficit primário, porque primário, a gente já terminou os três anos com primário positivo, com superávit primário – explicou.
O governador também comparou os números estaduais aos resultados do governo federal.
– 27 bilhões de superávit primário em três anos contra 335 bilhões de déficit primário do governo federal. Primário, ou seja, você gasta mais do que você arrecada. Aqui, a gente gasta menos do que arrecada – afirmou Tarcísio.
A resposta veio depois de uma sequência de críticas de Haddad à política fiscal de São Paulo. O ex-ministro da Fazenda do governo Lula também havia defendido os resultados da gestão federal e citado medidas como a reforma tributária e a geração de empregos durante o debate.
Tarcísio ainda afirmou que os números apresentados por Haddad não poderiam ser comparados diretamente.
– A gente não pode pegar o dado e comparar abacaxi com laranja, porque você não pode pegar um dado do meio do exercício e comparar com o dado final do exercício – disse.
O governador sustentou que São Paulo não enfrenta um problema fiscal e citou indicadores como a queda da relação entre dívida consolidada e receita corrente líquida e o controle das despesas com pessoal.
– Não tem problema nenhum fiscal aqui em São Paulo – declarou.
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