Durante debate promovido pela TVCA, o candidato ao Governo de Mato Grosso Wellington Fagundes voltou a desafiar Otaviano Pivetta a quebrar o sigilo bancário para esclarecer as declarações sobre incentivos fiscais recebidos por empresas ligadas às famílias dos dois candidatos.
No confronto, Wellington afirmou que suas empresas, atualmente sob responsabilidade de seu filho em razão de sucessão empresarial, não receberam incentivos fiscais. “Eu quero aqui reafirmar: as minhas empresas nunca receberam um real de incentivo fiscal”, declarou.
Em seguida, Wellington retomou um desafio feito em debate anterior. Segundo o candidato, Pivetta não teria aceitado naquele momento abrir os dados. “Você não vai quebrar o seu sigilo, como nós fizemos no último debate. Você simplesmente não aceitou quebrar o sigilo. Eu quebro o meu sigilo”, afirmou Fagundes.
Wellington propôs que os dois apresentem os dados para verificar se empresas de seus familiares receberam benefícios fiscais. “Se tiver uma empresa de família minha, meu filho e minha esposa, que recebeu qualquer real de incentivo fiscal, eu renuncio. E quero saber se ele quebra o sigilo”, disse Wellington.
O candidato também criticou a política de incentivos fiscais do Estado e defendeu que benefícios sejam acompanhados de contrapartidas socioeconômicas e ambientais. “Incentivo fiscal é diferente de um benefício genérico para a economia. Estamos falando de empresas que recebem privilégios e de contrapartidas que precisam ser fiscalizadas”, afirmou.
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