As forças de segurança prenderam Angélica Saraiva de Sá, de 34 anos, conhecida como “Angeliquinha”, nesta terça-feira (22), em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. Apontada pela Polícia Civil como uma das lideranças do Comando Vermelho no norte de Mato Grosso, ela acumula 260 anos de condenação e tinha seis mandados de prisão em aberto.

A captura envolveu a Polícia Civil de Mato Grosso, equipes da Dracco, da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), da Polinter e da Polícia Boliviana. Angélica estava foragida desde agosto de 2025, quando escapou da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá.

Segundo a Polícia Civil, ela exercia papel de liderança na facção em Alta Floresta e Nova Bandeirantes. O trabalho integrado entre os órgãos de segurança permitiu localizar a procurada em território boliviano.

Angélica fugiu do presídio na madrugada de 17 de agosto de 2025, junto com a detenta Jéssica Leal da Silva, de 36 anos. Desde então, as autoridades buscavam seu paradeiro.

Entre as condenações de Angélica está uma pena de 99 anos e 11 meses de prisão pela participação nos assassinatos de quatro trabalhadores em Nova Monte Verde. O Tribunal do Júri julgou o caso em março de 2025 e também aplicou 100 dias-multa.

Os crimes ocorreram em 2022. Conforme a investigação, as vítimas saíram do Paraná para trabalhar em Mato Grosso e acabaram assassinadas após os criminosos associá-las a uma facção rival.

Em março de 2026, o nome de Angélica voltou a aparecer nas investigações durante a Operação Showdown, que apurou tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e divulgação de jogos de azar em Alta Floresta e Nova Bandeirantes.

Familiares dela figuraram entre os alvos dos mandados. Segundo a Polícia Civil, o grupo investigado teria movimentado mais de R$ 20 milhões ligados ao tráfico. Em decisões posteriores, a Justiça manteve prisões preventivas de investigados, entre eles o genro de Angélica.

As autoridades ainda devem divulgar mais detalhes sobre as circunstâncias da captura na Bolívia.





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