O candidato do PL à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro, defendeu nesta terça-feira (1º) a renúncia do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a divulgação de novas informações envolvendo supostas mensagens entre o magistrado e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

As declarações ocorreram depois da revelação de que o ministro André Mendonça encaminhou à Procuradoria-Geral da República (PGR) um relatório da Polícia Federal com dados extraídos do celular de Vorcaro.

O material reúne mensagens atribuídas ao banqueiro. Em uma delas, Vorcaro teria indicado que precisava da proteção de pessoas identificadas como “Paulo” e “Andrei”. Investigadores apontam que o destinatário seria Alexandre de Moraes e que os nomes fariam referência ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Na chegada ao Congresso Nacional nesta terça-feira, Flávio Bolsonaro reagiu às revelações e afirmou que o conteúdo levantado até agora indicaria uma relação que precisa ser esclarecida.

Segundo o senador, Moraes seria, “de fato, o advogado do Vorcaro”. Flávio também afirmou que as mensagens sugeririam uma suposta proteção envolvendo o ministro, integrantes da PGR e o comando da Polícia Federal.

“Isso é uma coisa muito grave. Eu acho que o Alexandre de Moraes tinha que renunciar ao Supremo Tribunal Federal. Não tem a menor condição de ele continuar sendo ministro do Supremo”, declarou Flávio.

O candidato à Presidência também citou o contrato firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia comandado por Viviane Barci, esposa de Alexandre de Moraes. O acordo, firmado em janeiro de 2024, previa pagamentos mensais de R$ 3,6 milhões pela instituição financeira.

Flávio afirmou ainda que Moraes teria participado da elaboração do documento envolvendo o escritório da esposa e o banco de Vorcaro.

“Um integrante da mais alta Corte, do Supremo, ele próprio redigindo o contrato da esposa dele para devolver para o Vorcaro. Quer dizer, tudo indica, inclusive sugere que é uma proteção do próprio Alexandre de Moraes”, afirmou.

Para o senador, as informações divulgadas exigem novos esclarecimentos por parte do ministro do STF.

“Isso é uma completa distorção do devido processo legal. Isso é uma completa distorção das garantias institucionais que um membro da mais alta corte, do Supremo, deveria exercer. Tem que dar muito esclarecimento, isso é muito grave”, completou.

As suspeitas envolvendo as mensagens e a interpretação sobre o conteúdo do material fazem parte das informações levantadas na investigação e das acusações feitas por Flávio Bolsonaro, não representando, por si só, comprovação das condutas atribuídas ao ministro.





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