A senadora Tereza Cristina (PP-MS) comunicou a aliados que aceitou integrar, como candidata a vice-presidente da República, a chapa encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo Palácio do Planalto nas eleições de 2026. A decisão representa uma reviravolta nas articulações políticas, já que, na semana passada, a parlamentar havia manifestado a intenção de permanecer no Senado.
A composição, no entanto, ainda depende de etapas internas. O acordo precisa ser aprovado pela Federação União Progressista, formada pelo Progressistas (PP) e União Brasil, além de receber o aval oficial do PP durante sua convenção nacional.
Após a sinalização positiva de Tereza Cristina, o presidente nacional do Progressistas, senador Ciro Nogueira, iniciou consultas aos diretórios estaduais para medir o apoio da legenda à eventual aliança com o PL na corrida presidencial.
Nome de peso do agronegócio
Ex-ministra da Agricultura durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, Tereza Cristina é considerada uma das principais representantes do agronegócio brasileiro no Congresso Nacional. Sua possível participação na chapa é vista como um reforço estratégico para ampliar o diálogo com produtores rurais, empresários e o eleitorado do Centro-Oeste, região de forte influência do setor.
Além da representatividade junto ao agro, a senadora também possui boa articulação política no Congresso, fator considerado importante para uma eventual composição presidencial.
Federação pode abandonar neutralidade
A movimentação também aumenta a pressão para que a Federação União Progressista deixe a posição de neutralidade na disputa presidencial e anuncie oficialmente apoio ao projeto político liderado por Flávio Bolsonaro.
As negociações entre as lideranças partidárias devem continuar nos próximos dias, quando a federação e o Progressistas definirão se a composição será formalizada para a eleição de 2026. Até que isso ocorra, a chapa segue em fase de articulação política e depende das aprovações internas das siglas envolvidas.
