Há três anos, a Santa Casa de Misericórdia de Rondonópolis estava à beira do colapso. Salários atrasados, fornecedores sem receber, médicos abandonando os postos e uma dívida bancária que crescia a cada mês. A instituição mais antiga da saúde regional corria o risco real de fechar as portas. Nesta segunda-feira, esse capítulo foi definitivamente virado.
O prefeito Cláudio Ferreira e o governador Otaviano Pivetta assinaram um acordo histórico que eleva o contrato da Santa Casa de R$ 94 milhões para mais de R$ 268 milhões anuais quase o triplo do que a instituição recebia. A cerimônia aconteceu nesta tarde em frente à própria Santa Casa, num ato carregado de simbolismo para toda a população que viveu de perto o sofrimento daqueles anos mais difíceis.
A virada não aconteceu por acaso. Segundo o prefeito Claudio Ferreira foi quase um ano de planejamento, construção e diálogo com o governo do estado para chegar a uma solução.
“Faltou decisão política e a busca pela parceria nas gestões anteriores. Hoje esse tempo acabou. O prefeito é pra todos.” Prefeito Cláudio Ferreira
O que muda agora vai muito além dos números. Com o novo contrato, Rondonópolis passará a contar com Hospital Dia, pronto atendimento cardiológico, Casa da Gestante e mais de 300 mil procedimentos garantidos por ano entre cirurgias, exames de imagem e tratamentos de alta complexidade. A Santa Casa passa a operar, na prática, como um segundo hospital regional para toda a região sudeste de Mato Grosso.
O QUE MUDA COM O NOVO CONTRATO
• Repasse salta de R$ 94 milhões para mais de R$ 268 milhões anuais
• Mais de 300 mil procedimentos garantidos por ano
• Criação do Hospital Dia em Rondonópolis
• Pronto atendimento cardiológico dedicado
• Casa da Gestante na estrutura da Santa Casa
• Cirurgias eletivas e cardiovasculares ampliadas
• Santa Casa passa a operar como segundo hospital regional do sudeste-MT
