O número de brasileiros inadimplentes voltou a crescer em abril de 2026 e já atinge quase metade da população adulta do país. Dados divulgados pelo SPC Brasil mostram que 74,82 milhões de pessoas físicas estavam negativadas no período, o equivalente a 44,69% dos adultos brasileiros.
Na comparação com abril de 2025, o número de inadimplentes aumentou 9,25%. Já na passagem de março para abril deste ano, a alta foi de 0,81%.
O levantamento aponta que o tempo médio de atraso das dívidas chegou a 28,9 meses, cerca de 2,4 anos. O crescimento mais expressivo foi registrado entre consumidores com débitos acumulados entre quatro e cinco anos, faixa que avançou 37,32% no período analisado.
A faixa etária com maior participação entre os inadimplentes é a de 30 a 39 anos, representando 23,63% do total de negativados. Em seguida aparecem consumidores entre 40 e 49 anos (21,48%) e entre 50 e 64 anos (20,73%). As mulheres são maioria entre os devedores, somando 51,39%, enquanto os homens representam 48,61%.
Regionalmente, o Norte apresentou o maior crescimento anual no número de inadimplentes, com alta de 10,48%, seguido pelo Sul (9,97%). O Centro-Oeste teve aumento de 6,66%.
O valor médio devido por consumidor chegou a R$ 5.111,64, distribuídos entre aproximadamente 2,34 empresas credoras por inadimplente. Apesar disso, quase três em cada dez consumidores possuem dívidas de até R$ 500. Quando considerados débitos de até R$ 1 mil, o percentual sobe para 41,75%.
O número total de dívidas em atraso também apresentou crescimento expressivo. Em abril de 2026, a alta foi de 16,99% em relação ao mesmo mês do ano anterior. O setor de água e luz liderou o avanço, com aumento de 22,38%, seguido por comunicação (17,73%) e bancos (16,47%). Mesmo assim, as instituições bancárias continuam concentrando a maior parte das dívidas, respondendo por 66,65% do total.
Entre as regiões brasileiras, o Norte também liderou o crescimento no número de dívidas, com alta anual de 19,67%. O Sul aparece na sequência, com 18,09%, enquanto o Centro-Oeste registrou avanço de 14,39%.
