Parlamentar acusa lideranças do PT de decisões em áreas indígenas que levaram a suicídios

O deputado federal José Medeiros reuniu, na última semana, representantes das etnias da Ilha do Bananal, na região do Araguaia, para discutir as principais demandas das comunidades indígenas. O encontro reuniu lideranças dos povos Karajá e Javaé.

Durante a reunião, uma das principais pautas foi a dificuldade de locomoção entre as aldeias. Segundo Medeiros, a falta de acesso adequado tem impactado diretamente a qualidade de vida das comunidades.

“Eles relataram que enfrentam muitas dificuldades para se locomover. Hoje, sem estrada, precisam andar a pé ou a cavalo, levando dois ou até três dias para ir de uma aldeia a outra. Isso é algo que precisa ser resolvido com urgência”, afirmou.

Como encaminhamento, ficou definido que será formalizado um documento junto ao Ministério Público para viabilizar a autorização necessária para melhorias nas estradas que interligam as aldeias dentro da ilha.

A iniciativa busca garantir mais mobilidade, acesso a serviços e integração entre as comunidades, promovendo melhores condições de vida para os indígenas da região. Medeiros também fez críticas a decisões passadas relacionadas à política indigenista no país.

“Entre 2012 e 2013, houve uma operação que retirou centenas de famílias e demarcou 165 mil hectares como terra indígena na região de Alto Boa Vista. Até hoje vemos consequências disso, com limitações que não ajudam nem quem está na terra nem o desenvolvimento da região. Os indígenas podem plantar ali? Não, não podem. Podem criar gado? Não. Não podem fazer nada. Passaram o correntão numa cidade para quê?”, questionou o parlamentar.

Medeiros cobrou ainda soluções reais que respeitem os indígenas, levando dignidade e melhores condições de vida para as etnias que vivem no entorno do Rio Araguaia, e afirmou que essas situações são resultado de políticas adotadas em governos anteriores.

“Este ano falei sobre o caso daqui, olhando na cara de Nilto Tatto e Gleisi Hoffmann. Disse que eles vão carregar para o túmulo o suicídio de várias pessoas desta região. Quando eu estava na PRF, pagavam quase o dobro do salário para vir aqui com armamento pesado, não para enfrentar criminosos como Fernandinho Beira-Mar ou Marcola, mas para retirar quem veio para cá, enfrentou a malária, trabalhou e construiu sua vida. Fizeram a desintrusão de 70% dos moradores do município. Esse país está há mais de 20 anos nas mãos dessas pessoas, que por onde passam deixam injustiça”, finalizou.



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