O vice-governador Otaviano Pivetta elevou o tom político e adotou um discurso mais agressivo nesta quinta-feira (26), durante evento de filiação do deputado federal Juarez Costa ao Republicanos, em meio a um cenário de desgaste após aparecer atrás em pesquisas eleitorais (leia aqui) recentes e ver o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro e de sua família ser direcionado ao senador Wellington Fagundes (PL).
Durante o discurso, já projetando a disputa estadual, Pivetta lançou indiretas ao adversário ao falar sobre corrupção, sem citar nomes, ao afirmar que a população não aceita “governante que peça 30% de volta”. Nos bastidores, a fala teve leitura direta como ataque a Wellington, justamente no momento em que o senador consolida apoio dentro da direita, com o respaldo público de Bolsonaro, considerado o maior líder do campo conservador no país.
Antes disso, Pivetta ainda tentou emplacar narrativas na imprensa sugerindo alinhamento ou proximidade com o ex-presidente, mas a família Bolsonaro se posicionou de forma clara e categórica, reforçando apoio a Wellington, que integra o mesmo partido, o PL. O movimento isolou politicamente o vice-governador dentro desse campo e acendeu o alerta sobre sua viabilidade eleitoral.
Wellington reage com firmeza e cobra responsabilidade: “Acusar sem prova é perigoso e quem faz isso deve responder”
O senador Wellington Fagundes (PL-MT), adotou um tom firme ao comentar declarações recentes atribuídas ao vice-governador Otaviano Pivetta, que deve assumir o comando do Estado nos próximos dias. Durante coletiva de imprensa, Fagundes foi questionado sobre falas de Pivetta.
Ao responder, o senador evitou personalizar o debate, mas fez críticas diretas ao que classificou como falta de responsabilidade em declarações públicas.
“Eu não analiso adversário. Faço o meu trabalho com humildade, ouvindo as pessoas e defendendo aquilo em que acredito”, declarou, reforçando seu perfil municipalista e seu compromisso com a descentralização de recursos. Fagundes foi enfático ao alertar para os riscos de acusações sem provas. Segundo ele, qualquer denúncia precisa estar amparada por evidências concretas. “Acusar sem prova é muito perigoso.
Quem faz isso deve ser responsabilizado”, afirmou. O senador também relembrou episódios anteriores da política estadual, citando situações em que acusações semelhantes teriam causado prejuízos à administração pública e à população, inclusive com impactos em obras e serviços. Para ele, esse tipo de postura compromete a confiança nas instituições.
