Categoria critica medidas do governo Lula e diz que reajuste da Petrobras anulou alívio prometido

Caminhoneiros articulam uma greve nacional que pode começar na quinta-feira (19), após o reajuste do diesel anunciado pela Petrobras. O movimento ganhou força depois que líderes da categoria confirmaram mobilização diante da falta de acordo com o governo federal.

A reação surgiu logo após o aumento do combustível, anunciado menos de 24 horas depois de o governo divulgar medidas para tentar conter a alta nos preços. A decisão gerou revolta na categoria, que aponta inviabilidade no custo do frete e perda de renda.

Segundo Wallace Landim, conhecido como Chorão e uma das principais lideranças do setor, cerca de 95% das entidades apoiam a paralisação. Ele afirma que o movimento não tem motivação política e reflete a dificuldade de sobrevivência dos profissionais nas estradas.

O governo tentou conter a crise com medidas como zerar impostos federais e anunciar subsídios, mas os caminhoneiros consideram as ações insuficientes. Para a categoria, o valor do frete não cobre sequer os custos operacionais básicos.

Entre as principais exigências, os caminhoneiros cobram aplicação rigorosa da tabela mínima de frete e isenção de pedágio para caminhões vazios. Sem avanço nas negociações, a paralisação pode impactar diretamente o transporte de cargas, a logística e o abastecimento em diversas regiões do país.



Fonte da Noticia