O delegado Fábio Alvarez Shor, da Polícia Federal (PF), foi nomeado nesta segunda-feira (9) como assessor do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A portaria de nomeação foi assinada pelo presidente da Corte, Edson Fachin, e publicada no Diário Oficial da União (DOU).
Moraes solicitou no início do mês a transferência de Shor da PF para o seu gabinete. A confirmação dependia apenas do trâmite burocrático entre as duas instituições. O delegado foi escolhido por causa da sua atuação em inquéritos relatados por Moraes, o que os aproximou profissionalmente.
Shor foi responsável pela investigação que culminou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados por tentativa de golpe de Estado. Outro caso em que ele atuou foi o inquérito dos atos de 8 de janeiro de 2023. A atuação do delegado fez com que ele sofresse críticas por parte da direita.
Shor também foi constantemente criticado por advogados que atuaram no julgamento da tentativa de golpe de Estado, especialmente Jeffrey Chiquini, com quem Moraes protagonizou diversos embates durante a fase de instrução das ações penais. Chiquini acusou Shor diversas vezes de ter produzido um relatório com informações falsas sobre o ex-assessor da Presidência Filipe Martins.
Além dos inquéritos sobre as tentativas de golpe, Shor atuou nas investigações sobre o cartão de vacinação do ex-presidente Bolsonaro e no caso das joias sauditas. Em todas essas investigações ele trabalhou sob supervisão de Moraes como relator.
Shor é especialista em contrainteligência e, em fevereiro do ano passado, passou a chefiar a Divisão de Investigações e Operações de Contrainteligência da PF. No STF, ele deve auxiliar o magistrado nos inquéritos criminais sob relatoria de Moraes.
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