A paralisação dos trabalhadores da Coder, iniciada nesta segunda-feira (9) expôs novamente a situação de crise vivida pela empresa pública.

O problema atual está diretamente ligado a uma decisão judicial que suspendeu o processo de liquidação da Coder, que estava em andamento no município.

No dia 13 de fevereiro, uma decisão liminar do Tribunal de Justiça de Mato Grosso suspendeu os efeitos da assembleia que havia aprovado a liquidação da companhia e também da lei municipal nº 14.667/2026, que dava respaldo legal para medidas adotadas durante esse processo, incluindo mecanismos para pagamento de salários.

Outro fator que agravou a situação foi o encerramento da chamada Mesa Técnica, que havia sido criada junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) para buscar soluções para a situação da companhia.

Durante o funcionamento dessa mesa, era permitido, de forma excepcional, que a Prefeitura contratasse serviços da Coder, mesmo com a empresa possuindo dívidas superiores a R$ 240 milhões e enfrentando problemas com certidões fiscais.

Com o fim dessa autorização excepcional e diante das decisões judiciais que suspenderam o processo de liquidação, o município ficou impedido de realizar novas contratações e medições de serviços com a companhia.

Sem novos contratos e sem medições que comprovem serviços executados, a empresa acabou ficando sem receita suficiente para manter suas despesas em dia, incluindo o pagamento de salários e benefícios aos trabalhadores.

Diante desse cenário, a Prefeitura informou que entrou com recurso no Tribunal de Justiça de Mato Grosso para tentar restabelecer a validade da lei que permitia a concessão de apoio financeiro à companhia.

No entanto, o recurso ainda não foi julgado, e não há previsão para a decisão.

Enquanto isso, a situação da Coder segue indefinida, com impactos diretos sobre os trabalhadores e sobre o futuro da empresa.



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