O pré-candidato a deputado estadual Neles Farias tem intensificado, nos últimos meses, visitas a empreendedores com mais de 60 anos, em Rondonópolis e em cidades da região, que seguem ativos no mercado e mantêm seus próprios negócios em funcionamento. O contato direto com esse público confirmou uma realidade crescente no Brasil: o empreendedorismo sênior deixou de ser exceção e se consolidou como fenômeno social e econômico.
Durante os encontros, muitos relataram que empreender na terceira idade não é apenas uma alternativa de renda, mas também um fator de estímulo à saúde mental e física.
“Empreender depois dos 60 não é apenas necessidade financeira. É motivação, é atividade intelectual, é rotina produtiva. Muitos me disseram que o trabalho mantém a mente ativa e o corpo em movimento”, afirmou Neles.
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a expectativa de vida do brasileiro se aproxima dos 77 anos. O aumento da longevidade, aliado à melhoria da qualidade de vida, vem alterando o perfil produtivo da população.
Para Neles Farias, esse novo cenário exige adequação das políticas públicas.
“Se o brasileiro está vivendo mais e com mais qualidade, é natural que queira continuar produzindo, empreendendo e gerando renda. O que falta é o Estado acompanhar essa transformação demográfica”, defende.
Segundo o pré-candidato, os principais obstáculos relatados por empreendedores acima de 60 anos são: dificuldade de acesso ao crédito; ausência de linhas específicas de financiamento; preconceito etário no mercado; barreiras tecnológicas; e necessidade de conciliar a atividade econômica com cuidados com a saúde.
“Muitos querem empreender, desejam fazer algo além da aposentadoria, mas esbarram na falta de incentivo e na ausência de políticas direcionadas. Existe disposição, experiência e conhecimento acumulado, mas falta apoio estruturado”, pontua.
“O empreendedor 60+ não é uma tendência futura — é uma realidade concreta. Precisamos enxergar esse público como ativo estratégico para a economia do Estado. Eles geram emprego, movimentam o comércio e contribuem para o desenvolvimento regional”, conclui.
