O delegado Thiago Barros, responsável pela investigação em Peixoto de Azevedo, afirmou que o assassinato do adolescente Lucas Gabriel Lazarin, de 15 anos, ocorrido na tarde de segunda-feira (9), apresenta características de crime de ódio. O jovem recebeu ao menos 14 disparos e morreu no local, em frente a uma lanchonete próxima à escola onde estudava.
Segundo o delegado, a forma como o autor agiu indica extrema violência. Ele explicou que o suspeito descarregou a arma contra a vítima, o que reforça a hipótese de um crime cometido por raiva, possivelmente com motivação passional. Apesar disso, outras linhas de investigação seguem em análise.
A polícia também avalia, mas não prioriza, a possibilidade de envolvimento de facção criminosa. Conforme o delegado, o modo de agir do autor foge do padrão adotado por faccionados, que normalmente utilizam motocicleta, capacete e roupas que ocultam o rosto. No caso, o suspeito apareceu a pé e com o rosto descoberto.
Lucas possuía três passagens anteriores, porém, conforme a investigação, nenhuma delas indica vínculo com organização criminosa. Os registros envolvem posse de drogas e moeda falsa, situação considerada comum na região devido à atividade garimpeira.
O crime
O crime aconteceu durante o intervalo escolar. Lucas estava sentado com colegas na lanchonete quando, por volta das 16h35, um homem se aproximou, sacou a arma e iniciou os disparos. Imagens do circuito interno mostram o suspeito caminhando até a vítima antes de atirar.
Mesmo tentando correr, o adolescente caiu poucos metros depois. Já no chão, o autor efetuou novos disparos e fugiu correndo. O jovem morreu ainda no local antes da chegada do socorro.
A Polícia Militar atendeu a ocorrência após as 16h40 e isolou a área. A Perícia Oficial de Identificação Técnica realizou os trabalhos no local, e o caso segue sob investigação da Polícia Civil.
A polícia já identificou o homem que aparece nas imagens e realiza buscas para localizá-lo. Testemunhas devem ser ouvidas nos próximos dias para avançar na apuração.
Vídeo:
