O bolsonarismo segue vivo, organizado e competitivo no cenário nacional. Dados de pesquisa divulgada nesta quinta-feira (22) pelo instituto Apex/Futura mostram que o senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, aparece numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em cenários testados para a disputa presidencial, reforçando a força da direita mesmo após anos de ataques institucionais e tentativas de boicote político.
Em uma das simulações de primeiro turno, Lula registra 35,4% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro alcança 34,3%, configurando empate técnico dentro da margem de erro. Em outro cenário, o senador do PL assume a liderança com folga, marcando 43,8% contra 38,7% do atual presidente, enquanto Eduardo Leite soma 4,2%. Os números evidenciam uma direita que cresce de forma consistente nas capitais e avança também pelo interior do país.
Outros nomes do campo conservador e de centro-direita, como Ratinho Jr. e Ronaldo Caiado, também entraram nas simulações, com desempenhos que variam conforme o cenário. Ainda assim, o destaque recai sobre o desempenho do bolsonarismo, que mantém musculatura eleitoral e capacidade de disputa direta com o lulismo.
Nos cenários de segundo turno, a pesquisa aponta um quadro ainda mais sensível para o Planalto. Flávio Bolsonaro venceria Lula em confronto direto, com 48,1% das intenções de voto, contra 41,9% do petista. O levantamento também indica vitória da direita em uma eventual disputa entre Lula e Tarcísio de Freitas. Já o presidente apenas superaria adversários como Romeu Zema e Eduardo Leite.
O estudo ouviu 2.000 pessoas em 849 cidades entre os dias 15 e 19 de janeiro, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral aparece sob o número BR-08233/2026. O retrato captado pela pesquisa confirma que, apesar da pressão institucional e de sucessivas tentativas de deslegitimação, a direita se fortalece ao longo dos anos e mantém o bolsonarismo como um dos principais polos da política brasileira.
